OBJETIVO: -TRAZER NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE: MUSICOTERAPIA,MÚSICA, NEUROCIÊNCIAS E SAÚDE. -Divulgar trabalhos da musicoterapia do Piauí,do nordeste, do Brasil e do mundo.
domingo, 24 de maio de 2009
SAÚDE AFINADA
Saúde afinada
Hospitais e pesquisadores usam música para acelerar recuperação de pacientes cardíacos
JULLIANE SILVEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA DE SÃO PAULO
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A pianista Beth Ripoli, 57, tocava uma música quando viu seu marido se aproximar. A composição era romântica, ambos choraram, o público se emocionou com a cena. Ele, o empresário Luiz Carlos Franco, 56, andava com dificuldade e arrastava o frasco de soro -estava internado havia alguns dias, recuperando-se de um infarto e da implantação de quatro pontes de safena. Ela tinha resolvido tocar o piano do hospital enquanto acompanhava o marido no pós-operatório.
"Eu precisava andar e vi que ela estava tocando, e a música me chamou a atenção. Imagina ter seu tronco aberto, pararem seu coração para operá-lo e depois ele voltar a bater. Fica-se em um estado muito sensível, alguns pacientes entram em depressão. E a música exercita sua sensibilidade do lado positivo", avalia Luiz.
Desde então, Beth apresenta recitais no HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, para pacientes e acompanhantes, como parte de um projeto que considera a música um dos componentes que ajudam na recuperação de pacientes com problemas cardiovasculares, principalmente em questões emocionais.
Silvia Cury Ismael, responsável pelo serviço de psicologia do HCor, observa em seus pacientes que ouvir música durante uma internação ajuda a resgatar questões esquecidas do lado de fora do hospital, o que faz com que se sintam mais motivados a se recuperar. O ambiente, afirma Ismael, se torna mais leve e menos depressivo.
Para a ciência, no entanto, a música vai além: os benefícios não são somente emocionais mas também se refletem na redução da pressão arterial e da frequência respiratória e na normalização das taxas de batimentos cardíacos.
É o que mostram alguns estudos, como a revisão científica divulgada no mês passado pela Cochrane Collaboration (rede global dedicada a revisão e análise de pesquisas na área da saúde). Foram avaliados 23 estudos com dados de 1.461 pacientes que se submeteram a sessões de música durante a internação após cirurgia ou infarto.
A maioria dos trabalhos comprovou que a música ajudou a reduzir pressão sanguínea, ritmo cardíaco, frequência respiratória, ansiedade e dor nos pacientes estudados.
Os trabalhos avaliaram a ação de diversas músicas -boa parte com harmonias consonantes e ritmos constantes (como algumas músicas eruditas, baladas e músicas próprias para relaxamento)- em sessões de musicoterapia ou audições de até 30 minutos.
"Os estudos não apontaram por quais mecanismos a música ajuda o sistema cardiovascular. No entanto, sabemos que a música diminui a atividade de regiões cerebrais que afetam as respostas emocionais e psicológicas. Isso reduz a liberação de hormônios estressores que podem afetar a frequência cardíaca e a pressão arterial", disse à Folha Joke Bradt, responsável pela revisão científica e diretor-assistente do Centro de Pesquisa em Artes e Qualidade de Vida da Temple University (EUA).
Experiências brasileiras
Dados preliminares de um estudo que será publicado nos "Arquivos Brasileiros de Cardiologia" também são promissores. A musicoterapeuta Cláudia Regina de Oliveira Zanini, professora da Universidade Federal de Goiás, avaliou o uso da técnica em pacientes hipertensos para sua tese de doutorado.
Zanini observou 46 pacientes da liga de hipertensão da universidade durante três meses. Metade deles participou de sessões de audição musical, composição e improvisação vocal, além de exercícios de respiração e relaxamento voltados para a música durante 30 minutos por semana. Ao final do período, a pressão arterial desse grupo havia caído de 150 mmHg por 90 mmHg para 133 mmHg por 80 mmHg. Já o grupo controle não apresentou redução significativa.
"O tratamento da hipertensão é de longo prazo, e muitos pacientes não aderem a ele. Entre os que têm pressão alta, somente 50% sabem disso e só 10% têm sucesso porque seguem o tratamento. Eu proponho a musicoterapia como um tratamento não medicamentoso, que seja um coadjuvante", afirma Zanini.
Para a cardiologista pediátrica Thamine Hatem, do Real Hospital Português de Beneficência, em Recife, o uso da música ajuda na recuperação mais rápida dos pacientes, pois as reações provocadas no organismo pela música podem diminuir o uso de sedativos e remédios para a dor.
"Quanto menor o uso de analgésicos e de sedativos, melhor. Quanto menos tempo a criança passa na UTI, menor é o risco de infecção", diz.
Hatem publicou, em 2006, uma pesquisa que avaliou como reagiram 84 crianças de até 14 anos nas primeiras 24 horas após uma cirurgia cardíaca, depois de uma sessão de música erudita. "Dava para ver que, se a criança estava angustiada e chorosa, acalmava-se ao colocar o fone de ouvido; muitas crianças dormiam durante o processo."
As crianças ouviram "A Primavera", de Vivaldi, por meia hora e tiveram melhora no ritmo de batimentos cardíacos, na frequência respiratória e na sensação de dor. "Uma frequência cardíaca muito alta aumenta a pressão e o risco de sangramento. Já a frequência respiratória elevada significa desconforto ou problema pulmonar -se é controlada, mostra que era causada mais por um desconforto", explica.
A aposentada Eunice da Silva Ferreira, 52, também sentiu os benefícios do uso da música após a cirurgia para colocar duas pontes mamárias no INC (Instituto Nacional de Cardiologia), no Rio de Janeiro.
Foram instaladas caixas de som ao lado dos leitos, que transmitem música erudita, sons da natureza e canções próprias para relaxamento durante todo o dia, das 8h às 22h.
"O ambiente hospitalar é frio, há pessoas sedadas. Eu tenho uma doença sem cura, e a música me ajudava a me desligar um pouco da realidade. O uso da música deu tão certo que nós pedíamos aos funcionários que colocassem sempre", diz Eunice, que acompanhou a implantação das caixas de som na UTI do instituto.
De acordo com o INC, um ano após a instalação de caixas de som na UTI, houve uma redução de 40% no consumo de tranquilizantes e sedativos.
Os pacientes podem até pedir aos funcionários que desliguem o som, mas, dizem os médicos, ninguém nunca o fez.
"A UTI tem muito barulho, luz acessa, aparelhos. O paciente está ansioso com o que vai acontecer e isso gera um estresse grande. As diretrizes [orientações das sociedades médicas] indicam ansiolíticos aos pacientes; muitos não conseguem dormir à noite, a ansiedade aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial", diz o cardiologista Marco Antonio de Mattos, diretor do INC.
Escolhas musicais
Na maioria dos estudos, as músicas utilizadas têm ritmos constantes, harmonias consonantes e são mais calmas, características que ajudam o paciente a relaxar.
"Não é qualquer música clássica que produz relaxamento. É preciso pensar em músicas mais calmas, com menor número de batimentos por minutos e que sejam bem harmônicas e agradáveis", aconselha o neurocientista Felipe Viegas Rodrigues, pesquisador do Laboratório de Neurociência e Comportamento da USP.
No entanto, fatores culturais e o gosto pessoal também devem ser levados em consideração na hora de utilizar a música como componente na recuperação do paciente.
"É preciso curtir a música, usufruir dela e de seus efeitos benéficos", sugere o neurologista Mauro Muszkat, coordenador do In Music, grupo multidisciplinar da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) que estuda a ação da música no organismo.
Não é possível, no entanto, determinar por quanto tempo o paciente deve ouvir música e quais seriam os tipos mais indicados. Muszkat resume: "Não dá para dizer o tempo adequado para cada indivíduo. De maneira didática, ouvir mais músicas, com graus diferentes de complexidade, um repertório variado, facilita ao organismo processar esses sons de formas mais variadas e mais amplas, inclusive com benefícios no sistema cardiovascular."
APRENDER MÚSICA TRANSFORMA O CÉREBRO
Vários estudos já mostraram que o cérebro dos músicos é diferente: possui uma representação sensorial aumentada dos dedos, mais fibras ligando os dois hemisférios, maior capacidade de discriminação de sons. Mas permanece uma questão: o cérebro fica assim por causa do treinamento musical, ou será que são justamente as pessoas com essas características que têm mais chances de perseverar no treinamento e se tornarem musicistas?
Esta é a pergunta que Krista Hyde, da instituição canadense McGill University, e colaboradores queriam responder em um trabalho feito com crianças que, a partir dos 6 anos de idade, começaram a ter aulas semanais de piano – ou apenas tinham aula de educação musical na escola, sem aprender um instrumento. Testes comportamentais e exames de imagem do cérebro foram realizados antes do aprendizado e quinze meses depois: haveria mudanças no cérebro das que aprendiam a tocar piano que as demais crianças não mostrariam?
A resposta foi claramente positiva: em comparação com o grupo controle, as crianças que aprendiam a tocar piano tiveram um aumento significativo do tamanho do córtex motor, do córtex auditivo e do corpo caloso na região, que reune as fibras que conectam os dois hemisférios (necessárias, por exemplo, para que as duas mãos sejam comandadas de maneira coordenada). Ao mesmo tempo, os aprendizes de piano já demonstravam melhor performance nos testes de habilidades motoras e de discriminação de melodias e ritmos do que as crianças do outro grupo.
O aprendizado de piano também causou um aumento inesperado do tamanho do córtex na região do cingulado posterior, uma área de integração entre informação visual e o sistema límbico, que participa do aprendizado da leitura da notação musical e permite que se associe a música a emoções. Essa mudança talvez facilite a criação de vínculos do instrumentista com a música, fazendo a experiência de tocar prazerosa e recompensadora.
Se a música também modifica outras estruturas ou habilidades cerebrais menos diretamente relacionadas a tocar o instrumento, como o raciocínio lógico e espacial? Isso ainda não se pode responder. Mas, por enquanto, fica a demonstração clara de que aprender a tocar piano modifica, sim, o cérebro.
Se for de fato apenas uma questão de prática, e não de genética... quantos futuros concertistas não teremos por aí, nas escolas, à espera apenas de uma oportunidade para colocar seus dedinhos – e seu cérebro – no piano? (LSBP e SHH, abril de 2009)
Fonte:
Hyde KL, Lerch J, Norton A, Fogeard M, Winner E, Evans AC, Schlaug G (2009). Musical training shapes structural brain development. J Neurosci 29, 3019-3025.
sábado, 9 de maio de 2009
CÉREBROS SINCRONIZADOS
©ERIC LIMON /SHUTTERSTOCK
Quando dois músicos tocam junto a mesma música, não são apenas seus instrumentos que se sincronizam, suas ondas cerebrais também, segundo estudo publicado na revista BMC Neuroscience. Pesquisadores da Universidade de Berlim usaram a eletroencefalografia (EEG) para registrar a atividade cerebral de oito duplas de guitarristas. Cada uma delas tocou simultaneamente uma melodia curta de jazz fusion cerca de 60 vezes enquanto seus cérebros eram monitorados.
As semelhanças entre as fases das ondas cerebrais, tanto no indivíduo como entre eles aumentou significativamente em dois momentos: quando ouviam as batidas do metrônomo – aparelho que mede o tempo musical – e depois quando tocavam guitarra (veja o vídeo do experimento http://tinyurl.com/daopbn).
As regiões frontal e central do cérebro envolvidas no processamento da música mostraram sincronização mais intensa, como os pesquisadores esperavam. A surpresa foi observar o mesmo efeito nas regiões temporal e parietal em pelo menos metade dos pares. Os autores acreditam que essas áreas tenham alguma participação, ainda desconhecida, na coordenação da ação entre indivíduos ou na apreciação da música.
“Nossos resultados mostram que ações coordenadas entre instrumentistas são precedidas e acompanhadas por acoplamentos oscilatórios entre cérebros”, diz Ulman Lindenberg, um dos autores do artigo. Embora vários estudos já tenham investigado os efeitos de melodias no cérebro de músicos, este é a primeira vez que eles são estudados em ação coordenada.
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MUSICOTERAPIA CONTRA SINTOMAS DE DEPRESSÃO
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MUSICOTERAPIA foi mais eficaz na redução dos sintomas de depressão que psicoterapia convencional
A musicoterapia pode reduzir os sintomas da depressão, segundo revisão sistemática publicada pela Biblioteca Cochrane, organização mundial dedicada ao estudo da eficácia de intervenções terapêuticas. Os pesquisadores analisaram cinco estudos que avaliaram o uso da música no tratamento de pessoas deprimidas, dos quais quatro mostraram que o método foi mais eficaz que outras técnicas psicoterápicas que não usam recursos musicais.
“Embora a evidência tenha origem em estudos de pequeno porte, ela sugere que essa é uma área que merece mais investigação”, diz a arteterapeuta britânica Anna Maratos, coordenadora da pesquisa. O interesse pela música como recurso terapêutico não é novo, mas tem crescido nos últimos anos devido a inúmeras experiências que mostram a influência benéfica da combinação de ritmos, melodias e harmonias em uma série de transtornos psíquicos. Alguns bons exemplos estão no livro mais recente do neurologista britânico Oliver Sacks, Alucinações musicais, publicado no Brasil pela Companhia das Letras.
Diferenças na resposta aos medicamento
O efeito das drogas antidepressivas costuma variar de pessoa para pessoa. De fato, em alguns pacientes, elas podem não surtir efeito algum. Incompreendida por muitos anos, a razão dessa variabilidade começa agora a ser decifrada pela genética.
Estudo publicado pela revista Neuron demonstrou que 11 variantes do gene que codifica uma proteína transportadora no cérebro são responsáveis pela menor eficácia de medicamentos como o citalopram (vendido no Brasil como Celexa, Cipramil e Cipran, entre outros) e venlafaxina (Alenthus, Efexor, Venlaxin etc.). Segundo os autores, os resultados ressaltam a necessidade da prescrição personalizada de drogas para depressão de acordo com o perfil genético do paciente. “Assim evitaríamos que um paciente tome um remédio que certamente não fará efeito, o que, além de frustrante, é um desperdício”, afirma Manfred Uhr, coordenador do estudo.
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sábado, 25 de abril de 2009
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA -PR
EM SETEMBRO SERÁ REALIZADO MAIS UM SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA QUE ESTE ANO
ACONTECERÁ EM CURITIBA - PARANÁ. SERÁ DO DIA 4/09 A 8/09 E SEMPRE ACONTECEM CURSOS,
SEMINÁRIOS, PALESTRAS, DEBATES E O MAIS IMPORTANTE, CONTATOS ENTRE NÓS MUSICOTERAPEUTAS DE TODO O BRASIL E TAMBEM DE OUTROS PAÍSES.
O PIAUÍ SERÁ REPRESENTADO PELA AMT-PI E ALGUNS DE SEUS MEMBROS E EU (NYDIA) TEREI A
OPORTUNIDADE DE APRESENTAR 2 SEMINÁRIOS COM OS MEUS MAIS RECENTES ESTUDOS:
"APLICAÇÕES DA MUSICOTERAPIA EM REABILITAÇÃO FÍSICA NA ATUALIDADE"
"O CÉREBRO DO MÚSICO COMO REFERENCIAL NA APLICAÇÃO MUSICOTERÁPICA NO SÉC-XXI"
(BASEADO NAS MAIS RECENTES PESQUISAS NEUROCIENTÍFICAS MUNDIAIS SOBRE O CÉREBRO E A MÚSICA)
ALÉM DISSO TAMBEM APRESENTAREMOS EM VÍDEO UM DOCUMENTÁRIO SOBRE A MUSICOTERAPIA NO PIAUÍ:
"AMPLIANDO FRONTEIRAS: MUSICOTERAPIA NO PIAUÍ
MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O SIMPÓSIO:
"http://www.musicoterapia.mus.br">
quinta-feira, 26 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
MÚSICA PARA CORAÇÃO
MATÉRIA DA REVISTA SAÚDE -FEVEREIRO-2009
Ritmo, melodia e harmonia podem fazer o peito bater mais forte e feliz. Não é só papo de gente romântica, não. É a medicina de ponta que comprova e prescreve esse benefício
por KÁTIA STRINGUETO design THIAGO LYRA ilustrações ROBERTO WEIGAND
Pode ser a batida pop de Sting, a cadência dos sambas de Cartola, as sinfonias de Mozart ou ainda os tangos com incorporações de jazz de Astor Piazzolla. Não importa. Basta ouvir aquela música preferida para que uma cascata de emoções positivas venha à tona, fazendo a gente reviver dez, cem, mil vezes uma situação prazerosa. Amplificações à parte, o que um estudo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, acaba de provar e apresentar para a Associação Americana do Coração é que aquelas canções consideradas especiais para um indivíduo têm efeito direto sobre a saúde cardíaca.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores resolveram medir, por meio de ultrassom, o diâmetro dos vasos sanguíneos no braço de dez voluntários saudáveis e não fumantes logo após uma sessão com suas músicas prediletas. Os participantes, no entanto, tiveram de se submeter a um jejum musical durante os 15 dias anteriores à medição, tudo para intensificar o impacto do estímulo sonoro na hora do experimento.
No dia D, foi pedido a eles que levassem os hits que mais lhes causavam contentamento — o estilo country, o sertanejo à americana, foi disparado o mais escolhido na experiência. Depois de 30 minutos ao som das canções, os cientistas observaram um aumento de 26% no calibre dos vasos, um resultado bastante expressivo — para ter uma ideia, um vídeo com o mesmo tempo de duração e tiradas bem-humoradas provocaram uma dilatação de 19%. Ainda a título de comparação, audiotapes para induzir ao relaxamento causaram uma distensão de 11%. Já a barulheira do heavy metal deixou os vasos 6% mais estreitos e os voluntários, ansiosos.
Mas por que a música cala fundo no coração? “Acreditamos que esse tipo de estímulo provoque a liberação de substâncias protetoras, como o óxido nítrico, que dilata os vasos”, explica a SAÚDE! o cardiologista Michael Miller, um dos autores do estudo. “Além disso, o óxido nítrico reduz a formação de coágulos e o endurecimento das artérias”, conclui o médico, um fã confesso de jazz.
Essa molécula benéfica é secretada pelo endotélio, a camada que reveste internamente os vasos. Daí, não é de estranhar que o trabalho também tenha investigado como esse tecido reage às notas sonoras. O aumento do calibre arterial permite que o sangue circule com mais facilidade, o que contribui para abaixar a pressão e levar uma maior quantidade de oxigênio para o corpo todo. “E, quanto maior a oxigenação das células, melhor o funcionamento do cérebro, do coração e do sistema imunológico”, explica o neurologista e maestro Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo.
O efeito benéfico da música começa a reverberar primeiro na massa cinzenta para, em seguida, se refletir no coração. “Ela aumenta a produção de endorfina e serotonina, substâncias produzidas no cérebro e responsáveis pela sensação de prazer, faz diminuir a liberação de cortisol, o hormônio do estresse, e, por fim, regula a frequência cardíaca”, diz Muszkat, que também é coordenador do In Music, grupo de cientistas da Unifesp que estuda a ação da música sobre o corpo.
Quer ouvir mais uma vantagem de manter o MP3 ligado? No início de 2008, um estudo publicado na importante revista científica inglesa The Lancet revelou que a música contribui para a reabilitação de indivíduos que sofreram derrame. Mas que tipo de som? De novo, o que estivesse ao gosto do freguês. Entre os 60 pacientes acompanhados por dois meses, aqueles que escutaram composições do gênero “minhas preferidas” apresentaram memória verbal e atenção significativamente melhores do que o grupo que era só ouvidos para audiolivros.
Outra boa notícia: o tempo exato de audição capaz de manter o coração e a mente em paz está longe de ser uma coisa do outro mundo. “Um estudo do Instituto de Montreal, no Canadá, mostrou que a exposição constante ao estímulo, por pelo menos duas horas diárias, já produz benefícios para a saúde em três ou quatro dias”, revela Muszkat. O pesquisador americano Michael Miller é mais contido na prescrição da dosagem.
“De 20 minutos a meia hora de música agradável, várias vezes por semana, já é uma boa pedida”, recomenda.
Mas por que a música cala fundo no coração? “Acreditamos que esse tipo de estímulo provoque a liberação de substâncias protetoras, como o óxido nítrico, que dilata os vasos”, explica a SAÚDE! o cardiologista Michael Miller, um dos autores do estudo. “Além disso, o óxido nítrico reduz a formação de coágulos e o endurecimento das artérias”, conclui o médico, um fã confesso de jazz.
Essa molécula benéfica é secretada pelo endotélio, a camada que reveste internamente os vasos. Daí, não é de estranhar que o trabalho também tenha investigado como esse tecido reage às notas sonoras. O aumento do calibre arterial permite que o sangue circule com mais facilidade, o que contribui para abaixar a pressão e levar uma maior quantidade de oxigênio para o corpo todo. “E, quanto maior a oxigenação das células, melhor o funcionamento do cérebro, do coração e do sistema imunológico”, explica o neurologista e maestro Mauro Muszkat, da Universidade Federal de São Paulo.
“De 20 minutos a meia hora de música agradável, várias vezes por semana, já é uma boa pedida”, recomenda.
* Organize suas atividades de acordo com o ritmo do corpo
* Dançar melhora saúde e combate o estresse
Complementos
* Qual relaxa mais?
* Como tocar a emoção certa
Extras
* Utilizando os conhecimentos de um musicoterapeuta em um projeto de prevenção , com certeza os efeitos serão muito mais eficazes. Bastaria algumas orientações e práticas. Os corações de todos seriam muito mais beneficiados.(comentários Nydia do Rego Monteiro -Musicoterapeuta da AMT-PI)
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Complementos
* Qual relaxa mais?
* Como tocar a emoção certa
Extras
* Teste seus conhecimentos sobre musicoterapia
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
DICAS PARA MAMÃES E BEBÊS
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Canções dos Beatles comprovam influência da música na formação mnêmica
I wanna hold your hand
CAPA DO DISCO ABBEY ROAD/DIVULGAÇÃO
Voluntários revelam lembranças carregadas de emoção ao ouvir o quarteto de Liverpool
Um banco de memórias foi concluído sobre um dos fenômenos musicais mais impressionantes de todos os tempos: os Beatles. Os responsáveis pelo projeto são pesquisadores da Universidade de Leeds, Reino Unido. Eles queriam estudar o papel das canções do quarteto de Liverpool na história individual de pessoas dos quatro cantos do mundo. Mais de três mil voluntários de 69 nacionalidades e com idades entre 17 e 87 anos relataram suas recordações no site do projeto Magical Memory Tour (www.magicalmemorytour.com). Os resultados preliminares mostram que a maioria delas está ligada à juventude, independentemente de esse período ter ou não coincidido com o auge da banda nos anos 60.
As músicas mais lembradas variaram em alguns países: no Reino Unido, a campeã foi “She loves you”; nos Estados Unidos, “I wanna hold your hand”; e na Austrália, “A hard day’s night”. Os pesquisadores ficaram impressionados com o grau de detalhe dos relatos de quem era jovem quando os Beatles lideravam as paradas de sucesso. Eles imaginavam ainda que as mulheres teriam lembranças mais carregadas de emoção que os homens, o que não se confirmou. Os resultados mais detalhados da pesquisa, que serão publicados em alguns meses, vão analisar mais a fundo a influência da música – e das emoções que ela deflagra – na formação de memórias.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
ASSOCIAÇÃO DE MUSICOTERAPIA DO PIAUÍ - AMT-PI
PELO PRÓPRIO CRESCIMENTO DA MUSICOTERAPIA EM NOSSO ESTADO E PELA EXPANSÃO EM NÚMERO DE ATENDIMENTOS E BUSCA POR ESTA TERAPIA FINALMENTE CRIAMOS A ASSOCIAÇÃO DE MUSICOTERAPIA DO PIAUÍ.
PARA SERVIR E PRESTAR UM SERVIÇO DE QUALIDADE PASSAMOS A EXISTIR COMO ENTIDADE PÚBLICA NO PIAUÍ.
MAIS INFORMAÇÕES:wwwassociacaodemusicoterapiadopiaui.blogspot.com
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
PESQUISAS: MÚSICA E CÉREBRO
Assessoria
de Imprensa
da FMRP
Durante seis meses, os pesquisadores analisaram as reações do cérebro, as condições da laringe e o poder de acústica da voz dos dois grupos de pessoas
Testes realizados no Laboratório de Neurofisiologia Clínica do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP) evidenciaram o poder da música sobre a atividade elétrica cerebral e também sobre o aumento do potencial da voz . O trabalho foi realizado comparando nove cantores líricos a outras nove pessoas não cantoras e envolveu especialistas dos Setores de Neurologia (Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica) e de Otorrinolaringologia (Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça Pescoço) da FMRP e do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia da USP de São Carlos (EESC).
Durante seis meses, os pesquisadores analisaram as reações do cérebro, as condições da laringe e o poder de acústica da voz dos dois grupos de pessoas, utilizando técnicas e equipamentos como Eletroencefalograma (EEG), para o mapeamento cerebral, e um analisador acústico digital especialmente desenvolvido pelo professor José Carlos Pereira, da EESC. As análises das condições da laringe ficaram sob a responsabilidade do professor Marcos Grellet, da Otorrinolaringologia.
Segundo a pesquisadora Paula Viana, responsável pela parte neurológica do trabalho, esta é a primeira vez que é feito um estudo simultâneo de mapeamento cerebral e de acústica da voz. "Os resultados mostram, por exemplo, uma correlação positiva entre maior atividade cerebral, no caso dos cantores, e o aumento do potencial da voz". O teste com os cantores foi realizado envolvendo a vogal A, cantada e falada. As pesquisas devem continuar utilizando outras vogais.
A análise do EEG dos cantores líricos, enquanto cantavam, mostrou ativação da região frontal esquerda. Segundo Paula, esta área do cérebro está relacionada com processos de verbalização, atenção voluntária e emoções positivas, como alegria e prazer. Também foi observada a ativação da região temporal direita que é relacionada à cognição musical. Paula informa que estas atividades cerebrais não foram observadas nos cantores em condição de repouso.
No grupo de não cantores também foi observada ativação de região temporal direita, enquanto as pessoas ouviam música clássica. "O fato demonstra que a percepção musical também leva à modificação da atividade elétrica cerebral em não cantores, reforçando a hipótese de uma habilidade musical latente no cérebro humano".
Os cérebros dos cantores não foram ativados ao ouvir música clássica, mas somente quando interpretavam a música. Paula acredita que isso seja devido a um efeito de habituação dos cantores, que necessitam, portanto, de maior estímulo. Outro fato curioso observado nos exames dos cantores foi a correlação positiva entre o aumento do potencial de voz com a maior amplitude do ritmo alfa (atividade cerebral de área posterior do cérebro, relacionada com repouso e vigília).
Musicalização e linguagem
Os resultados também mostraram forte ligação entre a musicalização e a linguagem . A pesquisadora comenta que foi observada ativação de áreas relacionadas à linguagem. Este fato sugere que a estimulação musical precoce possa levar a um melhor domínio da linguagem verbal. "Se a criança for estimulada desde cedo com a música, ela deve desenvolver partes do cérebro, inclusive em tamanho, mais do que outras", justifica Paula.
Vários estudos têm demonstrado os efeitos do treinamento musical não só na habilidade verbal, mas também em outros domínios como matemática, raciocínio espacial, coordenação motora e sensibilidade. Pesquisadores americanos observaram que a estimulação musical precoce (antes dos sete anos de idade) pode levar a um maior desenvolvimento tanto anatômico (aumento de tamanho) como funcional (maior atividade dos neurônios) de algumas áreas do cérebro.
sábado, 24 de janeiro de 2009
MUSICOTERAPIA COM GESTANTES
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
MUSICOTERAPIA NO NORDESTE - MUSICOTERAPEUTAS NORDESTINOS
MARANHÃO - PIAUÍ - CEARÁ - RIO GRANDE DO NORTE - SERGIPE - PERNAMBUCO -BAHIA
MARANHÃO- IMPERATRIZ
CAPS-Musicoterapeuta Lilia Ribeiro Soares - liliam.rs@bol.com.br
CEARÁ - FORTALEZA
Musicoterapeuta Lucile Cortez Horn - lucilehorn@yahoo.com.br
RIO GRANDE DO NORTE-SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE - Centro de Reprodução Feminina em Natal/RN - musicoterapeuta responsável: Marcelo Pereira da Silva
SERGIPE -ARACAJÚ- musicoterapeuta Sony Petris, no setor público do estado e município
PERNAMBUCO-RECIFE-
CAPS infantil CEMPI - Secretaria Municipal de Saúde - Distrito Sanitário V - Jardim São Paulo - Recife/PE - acolhimento de crianças de 0 a 12 anos, com transtornos psíquicos severos como o autismo e a psicose infantil. SETOR DE MUSICOTERAPIA - desde 1994; musicoterapeuta responsável: Carmen VasconcelosCAMT - Centro de Atividades de Musicoterapia, no bairro do Espinheiro, Recife/PE, com Carmen Vasconcelos - atendimento a crianças, adolescentes e idosos; autismo, psicose infnatil, síndromes diversas. Atividades de estudo e divulgação
FUNDAÇÃO ALTINO VENTURA - FAV, Recife/PE, abre espaço para a musicoterapia com pessoas com deficiências visuais no Centro de Reabilitação da FAV; ainda não há profissional musicoterapeuta mas conta com estagiários de curso de especialização em Musicoterapia sob supervisão de musicoterapeuta.
carmenlvasconcelos@hotmail.com
(81)3361-4798 /9113-8977
BAHIA - conta com musicoterapeutas atuando em diversos locais.são mais de 150 profissionais
A ASBAMT- Associação Baiana de Musicoterapia, foi criada por um grupo de músicos da Universidade Federal da Bahia, no ano de 1991. Em 1995, com a criação do curso de graduação em Musicoterapia, ministrado pela Universidade Católica do Salvador,a Associação Baiana de Musicoterapia passou a ser dirigida por profissionais e estudantes de Musicoterapia. A ASBAMT está registrada no CGC sob o n0 40.555.278/0001-40, é filiada a Federação Mundial de Musicoterapia e à UBAM (União Brasileira das Associações de Musicote
rapia)
AMTERN -Presidente: Marcelo Pereira da Silva e Vice-presidente: Carmen Vasconcelos
marcelop.da silva@uol.com.br (84)3201-2313 / 9985-1805
Cursos existentes no nordeste.
-Pós-graduação Lato Sensu em Música com área de concentração em Musicoterapia na UFPI - Teresina-PI com 14 musicoterapeutas já exercendo. a profissão.
-Conclusão de pós-graduação Lato Sensu em Musicoterapia na FACHO - Faculdade de Ciências Humanas de Olinda, em Olinda/PE(81) 9113.8977 Recife/PE -2008 Início de outra turma em 2009.
-UCSAL-Universidade Católica de Salvador-BA-Turma iniciada- 2º semestre-2008.
sábado, 20 de setembro de 2008
Matéria do Jornal Meio Norte
Animação feita em flash
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Bom Dia! Sábado, 20 de setembro
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NOTÍCIA
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Foto: Robson Costa
Tiago está empolgado com a musicoterapia
18/09/2008 - 08:46
A musicoterapia como instrumento de reabilitação
Por Robson Costa
A música como instrumento de reabilitação: é assim atua a musicoterapia, uma atividade nova no Piauí, mas que vem ganhando cada vez mais espaço pelas conquistas obtidas. Muitos pacientes do CEIR (Centro Integrado de Reabilitação) estão reaprendendo a desenvolver habilidades perdidas após serem vítimas de traumas ou doenças que causem alguma deficiência física ou motora, com a utilização da musicoterapia entre os tratamentos indicados pela equipe multiprofissional.
"Na última segunda-feira (15 de setembro), foi comemorado o dia do musicoterapeuta e estaremos agendando palestras sobre o tema até o dia 22 de novembro, que é o dia da música, quando será realizado o II Encontro Piauiense de Musicoterapia", comenta a musicoterapeuta do CEIR, Nydia Monteiro.
Nydia vai inclusive apresentar um trabalho científico num evento no Rio de Janeiro que comemora os 40 anos de musicoterapia no Brasil, com o título "A trajetória da musicoterapia em um centro de reabilitação física em Teresina-PI", que trata de avanços profissionais alcançados com a musicoterapia no CEIR.
Paciente do Centro de Reabilitação, Raimundo Irene Sampaio sofreu um acidente vascular cerebral e tem na musicoterapia uma das indicações de seu tratamento para reabilitação. Nydia explica o objetivo da terapia é melhorar e estimular o desenvolvimento do paciente por meio da atividade musical. Para iniciar o tratamento foi feita uma investigação para identificar a memória musical de Raimundo Sampaio. "Procuramos saber quais as musicas que fizeram parte de sua juventude, para que a estimulação seja trabalhada a partir deste ponto", disse.
A musicoterapia também trabalha a parte motora e no caso de Raimundo Sampaio visa recuperar os movimentos que foram afetados pelo acidente vascular cerebral. "O estímulo parte da música, com a melodia, a leitura e o ritmo", pontua Nydia. Raimundo Sampaio está entusiasmado com a nova etapa do tratamento e falou que está achando tudo "ótimo".
O estudante Tiago da Silva Araújo, 21 anos, é outro paciente do CEIR que também tem na musicotarepia uma forma de reabilitação. Ele foi vítima de um acidente automobilístico em 2005 e sofreu traumatismo craniano. Ficou com a fala e a mobilidade comprometidas, mas está conseguindo uma boa evolução graças aos tratamentos recebidos no CEIR, à força de vontade e a dedicação da própria família.
Animado com a musicoterapia, Tiago disse que sua banda preferida é Legião Urbana, que adora música e que baixa tudo pela internet.
Nydia Monteiro diz que o tratamento utiliza a música e os instrumentos musicais para desenvolver diversas habilidades no paciente. "Nós trabalhamos a voz, a proteção da voz, a identidade sonora, além da movimentação do corpo em si", pontua
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
PESQUISA SOBRE CANTO
Especialistas garantem que 'Quem canta, seus males espanta'
Dom, 16 Mar, 10h09
Cristina Gawlas Viena, 16 mar (EFE).- Cantar não é apenas uma das formas de expressão mais antigas do ser humano, mas também pode curar muitos males, garantem cada vez mais médicos, que recomendam a prática do canto com regularidade, embora os estudos sobre seus efeitos benéficos do canto sejam recentes.
Até pouco tempo atrás, não existiam estudos científicos a respeito do assunto, mas resultados de pesquisas recentes confirmam inclusive que cantar deveria ser receitado pelos médicos, afirma a doutora Gertraud Berka-Schmid, psicoterapeuta e professora da Universidade de Música e Artes de Viena.
A especialista critica pais e professores que tentam proibir as crianças de cantar porque "não sabem", pois assim as privam de sua capacidade de "personificação" e o acesso à experiência do som.
"Isso faz com que a consciência da personalidade mude, reduzindo seu desenvolvimento, porque poder levantar a voz, ser ouvido, ser reconhecido e aceito é de importância vital para um ser eminentemente comunicativo como o ser humano", afirma Berka-Schmid em declarações à revista de medicina austríaca "Medizin Populär".
"Cantar é a respiração estruturada", afirma a médica, explicando o efeito fisiológico da respiração abdominal - a mais profunda -, que prevalece quando se canta e que se transforma em massagem para o intestino e em alívio para o coração.
Além disso, garante a doutora, essa respiração fornece ar adicional aos alvéolos pulmonares, impulsiona a circulação sanguínea e pode melhorar a concentração e a memória.
Na opinião da especialista, cantar é um ótimo remédio para os males específicos do nosso tempo, porque equilibra o sistema neurovegetativo e reforça a atividade dos nervos parassimpáticos, responsáveis pelo relaxamento do corpo.
Cantar gera harmonia psíquica e reforça o sistema imunológico, importantes frente a problemas tão freqüentes hoje em dia, como os transtornos do sono, as doenças circulatórias e a síndrome de burnout - a exaustão emocional.
As conseqüências de um estímulo nervoso excessivo são típicas dos tempos atuais, afirma a especialista: as pessoas não agüentam os próprios impulsos, se isolam, se bloqueam e paralizam ou acumulam agressividade.
Através da voz, o ser humano é capaz de expressar seus sentimentos de tal maneira que pode se desfazer de uma série de más sensações.
Em algumas ocasiões, isso não é possível apenas falando normalmente e, por isso, o canto desempenha um papel essencial.
Lembrando o ditado "quem canta, seus males espanta", não há diferenças em cantar sozinho, em dupla, em coro ou no banheiro, assim como não importa se a pessoa desafine, garante Berka-Schmid.
O corpo é o instrumento de que dispomos para nos comunicar e jogar fora a ira acumulada. A respiração varia de acordo com as emoções, pois quem está agitado, por exemplo, tende a respirar de forma diferente daquele que se encontra triste.
Na prática, observou-se que pacientes com Mal de Alzheimer, graças a uma música conhecida, recuperaram algumas lembranças, e pessoas que sofreram apoplexia conseguiram voltar a falar através do canto, segundo a especialista.
sábado, 9 de agosto de 2008
PESQUISA NO CEIR
COLETA DE DADOS
Foram elaborados questionários e realizadas entrevistas com 50 pessoas do CEIR entre fucionários , profissionais (médicos ,assistentes sociais , enfermeira e terapeutas) , pacientes e acompanhantes durante o mês de julho .
RESULTADOS
1-Conhecimento sobre MUSICOTERAPIA antes do atendimento no CEIR:
Sim-48% Não-52%
2-Tem interesse em saber mais:
Sim-98% Não- 2%
-Melhor forma de adquirir estas informações:
Palestras-37% Via E-mails e sites-19% Contato profissional-17% Folders/Informativos- 8% Cursos-8% Vídeos-6% Revistas/Jornais-5%
3-Acha importante a presença da musicoterapia neste Centro de Reabilitação Física em uma equipe multidisciplinar?
Sim-100%
Por que?
Entrevistas-(Algumas)
Alguns Profissionais:
-“Favorece desenvolvimento psicossocial e estimulação cognitiva do paciente.”
-“Adiciona-se uma melhor evolução para o caso clínico.”
-“É de suma importância para o desenvolvimento de habilidades necessárias para o desenvolvimento e reabilitação psicofísica do paciente .(atenção , concentração )
-“Porque aumenta repertório de habilidades , melhora coordenação motora , além de proporcionar grande satisfação.”
-“Porque a musicoterapia auxilia na reabilitação , no envolvimento e em ganhos adicionais ao paciente.”
Alguns Pacientes e acompanhantes:
-“Ajuda muito o paciente e ajuda a melhorar a voz e se surpreender com ele mesmo.”
-“Estimula no desenvolvimento psicomotor.”
-“Claro, já foi comprovado científicamente que esse tratamento tem beneficiado várias pessoas com problemas de saúde e de comportamento....”
-“Ajuda na reabilitação motora.”
Alguns Funcionários:
-“A música é algo espetacular , transforma , constrói , ajuda na nossa árdua caminhada de várias formas.
-“Pelo ganho que traz esta terapia ao paciente.”
-“Sinto que os pacientes gostam desta terapia.”
-“Despertar aptidões nos pacientes.”
-“Contribui muito na reabilitação do paciente com a musicoterapia ele sente-se melhor , de bem com a vida.”
4-Este período inicial de atuação do setor de musicoterapia com atendimentos em comum de pacientes com sua área de atuação você percebeu algum benefício recebido pelo paciente que a musicoterapia tenha contribuído?
Sim-74,35% Não-25,65%
Por que?
Entrevistas-(Algumas)
Pacientes
-“Ânimo ,sou mais feliz.”
-“Estou falando mais alto.”
-“Porque aumentou minha auto-estima proporcionando momentos de relaxamento e descontração ao mesmo tempo em que tenho a oportunidade de aprendizagem fazendo-me sentir ativa e isto é fundamental para mim.”
“-Legal , pois nos une a algo bem agradável , quando saímos da sala sentimo-nos leve e cheia de vida.”
-“Ótimo!Adorei ter neste tratamento este atendimento.”
-“Muito bom , realizado de forma competente por uma profissional atuante , atenta , observadora e participativa.”
-“Ela só veio somar e multiplicar , por isso , o atendimento está show de bola.”
-“Uma ótima terapia , pois relaxa mais os pacientes e torna para eles uma convivência social mais aprazível.”
-“Muito gostoso.A musicoterapia nos deixa bem a vontade.”
-“Nos dá afinidade com a música e a profissional.”
Terapeutas:
-“O paciente ficou mais tranqüilo.
-“Relaxamento e auto-controle.”
-“Mudanças no humor”.
-“Melhora na fala , verbalização , melhoria no comportamento.”
-“A motivação maior para vir as terapias.”
-“O paciente está percebendo e cooperando mais no atendimento.”
-“Percebo o interesse dos pacientes e a conscientização que eles ganham a partir da atividade.”
-“Na auto-estima.”
-“Eles chegam ao meu setor contando que cantaram ou que tocaram algum instrumento com alegria estampadas no rosto.”
-“Paciente apresentou-se mais relaxado.”
-“Pacientes manifestam afeto satisfatório direcionado a profissional , evidenciando bom vínculo terapêutico.”
-“Porque os pacientes relatam grande interesse pela atividade .É um momento prazeroso para eles.”
-“Pacientes ficam mais desinibidos e alegres.”
Acompanhantes
-“É um tratamento muito importante , pois a música é capaz de estimular e despertar emoções , reações , sensações e sentimentos e no caso de minha filha além dela ser deficiente física ela é bastante nova tem tendência para ser depressiva , stressada e até mesmo tensa.A musicoterapia que abre muitos canais.”
-“Excelente para crianças e adultos desenvolverem seuas capacidades.-“
-“Bom , meu filho gosta e fica ansioso para ter aulas nas 3ªs feiras.”
-“Ótimo , a musicoterapeuta é ótima e competente.”
-“Excelente , alegre e prazeroso com perspectivas de aprendizado real do paciente.Outro aspecto relevante é o incentivo da musicoterapeuta sempre incentivando e levando a paciente a novas e prazerosas descobertas.”
-“É muito bom para desenvolvimento.”
-“Acho que ajuda o paciente a ter um interesse de ouvir e lembrar de sons de uma forma geral.”
-“Acho muito bom pois esta trabalha a coordenação de meu filho.”
-“Bom , pois interage muito com o paciente por ele gostar muito de música e alguns instrumentos.”
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Musicoterapia no CEIR
NOTÍCIA
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Foto: Ubiracy Sabóia
Raimundo Samapio na musicoterapia 20/05/2008 - 08:37
A música como instrumento de reabilitação
Por Ubiracy Sabóia e Robson Costa
Raimundo Irene Sampaio é mais um paciente que reabilitação no CEIR. Ele sofreu um acidente vascular cerebral e faz musicoterapia, uma das muitas atividades que são oferecidas no Centro.
Alessandra Sampaio, filha de Raimundo, ressaltou que hoje o trabalho com seu pai ficou muito mais facilitado. “Ele fazia fisioterapia no Sarah Kubistchek, em São Luis”. A distância era maior dificuldade para fazer a reabilitação.
“A primeira vez que fomos a São Luis passamos um mês na cidade para começar o tratamento. Depois disso tínhamos que voltar e passar pelo menos três dias para realizar as sessões na unidade do Sarah”, disse Alessandra, feliz da vida por que agora o pai dela poderá ser tratada em Teresina.
Raimundo fez sua primeira sessão de musicoterapia logo após a inauguração do Centro. O objetivo é melhorar e estimular o desenvolvimento do paciente por meio da atividade musical. A musicoterapeuta Nydia Monteiro explicou que foi feita uma investigação para identificar a memória musical de Raimundo Sampaio. “Procuramos saber quais as musicas que fizeram parte de sua juventude, para que a estimulação seja trabalhada a partir deste ponto”, disse.
Nydia Monteiro completou que a musicoterapia também trabalha a parte motora e no caso de Raimundo Sampaio visa recuperar os movimentos que foram afetados pelo acidente vascular cerebral. “O estímulo parte da música, com a melodia, a leitura e o ritmo”, pontua.
Raimundo Sampaio está entusiasmado com a nova etapa da terapia e falou que está achando tudo “ótimo”.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
domingo, 13 de abril de 2008
CEIR -REABILITAÇÃO EM TERESINA
ESTAMOS INICIANDO O ATENDIMENTO NO CENTRO DE REABILITAÇÃO INTEGRADO DE REABILITAÇÃO EM TERESINA NESTE MÊS DE ABRIL.
A INAUGURAÇÃO OFICIAL SERÁ DIA 5 DE MAIO COM A VINDA DO MINISTRO DA SAUDE E O PRESIDENTE LULA.
NÓS , PROFISSIONAIS MULTIDISCIPLINARES : MÉDICOS, ENFERMEIRA , FISIOTERAPEUTAS , TERAPEUTAS OCUPACIONAIS, PSICÓLOGOS, FONOAUDIÓLOGOS, PEDAGOGOS , REABILITADORES DESPORTIVOS , ARTE-REABILITADORA , ASSISTENTES SOCIAIS E MUSICOTERAPEUTA (EU) SELECIONADOS E TREINADOS NA AACD-SP ESTAMOS ORGANIZANDO NOSSOS SETORES E PARTICIPANDO DAS AVALIAÇÕES GLOBAIS PARA ENQUADRAR NOSSOS PACIENTES.
NESTA SEMANA RECEBEMOS UMA EQUIPE DA AACD DE SP , RJ E PE PARA AVALIARMOS OS PRIMEIROS 76 PACIENTES E ENQUADRARMOS OU NÃO PARA O INÍCIO DO TRATAMENTO DE REABILITAÇÃO.FOI UMA SEMANA RICA EM TROCAS E APRENDIZAGENS.
INTERESSADOS EM SE CADASTRAR PARA TRATAMENTO É SÓ ACESSAR:
http://www.ceid.pi.gov.br/ OU SE DIRIGIR NA AV.HIGINO CUNHA,1515.ILHOTAS .EM FRENTE A MATERNIDADE E AO LADO DO CIES.
*foto do site do crer-GO-setor de musicoterapia
AGUARDEM NOVAS NOTÍCIAS E FOTOS DO CEIR E DO SETOR DE MUSICOTERAPIA.
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