Recém-nascidos têm sensibilidade musical
Um estudo da Universidade Vita-Salute del San Raffaele, em Milão, verificou que os recém-nascidos são sensíveis às notas musicais e que têm capacidade para reconhecer as dissonâncias e mudanças de tom das melodias logo nos primeiros dias de vida.
De acordo com os investigadores, este estudo poderá ser importante na medida em que contribuiu para determinar se a percepção da música é inata ou resultado do ambiente em que um bebé vive.
Os autores desta investigação, cujos resultados foram publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, recorreram a 18 recém-nascidos, a quem apresentaram três excertos de músicas com a duração de 21 segundos. O primeiro era uma melodia tocada em piano, o segundo era semelhante, mas com algumas notas num tom mais alto. Já o último excerto era totalmente dissonante.
Enquanto ouviam as melodias, os bebés foram submetidos a ressonâncias magnéticas que permitiram verificar quais as partes do cérebro que eram activadas durante o processamento das informações recebidas pela música. Os investigadores constataram assim que em todos os casos, o hemisfério direito do cérebro foi activado, nomeadamente as mesmas zonas que são activadas durante a apresentação de excertos musicais de músicas para adultos. Já quando ouviram as músicas alteradas, a activação do hemisfério direito foi mais fraca, em prol de uma zona do hemisfério esquerdo que foi activada.
"Esses resultados mostram que o cérebro dos recém-nascidos apresenta capacidades de percepção da música desde as primeiras horas após o nascimento", consideram os investigadores, acrescentando que "além disso, eles já estão aptos a reconhecer as dissonâncias e as mudanças de tom".
CiênciaHoje: Últimas Notícias-Site portugues de notícias científicas.
OBJETIVO: -TRAZER NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE: MUSICOTERAPIA,MÚSICA, NEUROCIÊNCIAS E SAÚDE. -Divulgar trabalhos da musicoterapia do Piauí,do nordeste, do Brasil e do mundo.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Recém-nascidos têm sensibilidade musical
Um estudo da Universidade Vita-Salute del San Raffaele, em Milão, verificou que os recém-nascidos são sensíveis às notas musicais e que têm capacidade para reconhecer as dissonâncias e mudanças de tom das melodias logo nos primeiros dias de vida.
De acordo com os investigadores, este estudo poderá ser importante na medida em que contribuiu para determinar se a percepção da música é inata ou resultado do ambiente em que um bebé vive.
Os autores desta investigação, cujos resultados foram publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, recorreram a 18 recém-nascidos, a quem apresentaram três excertos de músicas com a duração de 21 segundos. O primeiro era uma melodia tocada em piano, o segundo era semelhante, mas com algumas notas num tom mais alto. Já o último excerto era totalmente dissonante.
Enquanto ouviam as melodias, os bebés foram submetidos a ressonâncias magnéticas que permitiram verificar quais as partes do cérebro que eram activadas durante o processamento das informações recebidas pela música. Os investigadores constataram assim que em todos os casos, o hemisfério direito do cérebro foi activado, nomeadamente as mesmas zonas que são activadas durante a apresentação de excertos musicais de músicas para adultos. Já quando ouviram as músicas alteradas, a activação do hemisfério direito foi mais fraca, em prol de uma zona do hemisfério esquerdo que foi activada.
"Esses resultados mostram que o cérebro dos recém-nascidos apresenta capacidades de percepção da música desde as primeiras horas após o nascimento", consideram os investigadores, acrescentando que "além disso, eles já estão aptos a reconhecer as dissonâncias e as mudanças de tom".
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
CÉREBRO E MÚSICA
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
MUSICOTERAPIA AJUDA CRIANÇAS EM REABILITAÇÃO NO APRENDIZADO DA FALA
***MATÉRIA DIVULGADA NO SITE www.diariodasaude.com.br e pelo site de inovação tecnológica-redigida por Raquel Feldman**************************************
Longo caminho-Crianças que recuperam a audição depois de receberem implantes cocleares têm um longo caminho a percorrer antes de serem capazes de falar.
Agora, um estudo feito na Universidade de Aalborg, na Dinamarca, revela que a musicoterapia pode auxiliar no processo de reabilitação dessas crianças, para que elas adquiram mais rapidamente a capacidade da linguagem.
Implantes coclearesAlgumas crianças que nascem com deficiência auditiva, e que não são candidatas ao uso de próteses auditivas, têm 90% de chances de adquirir a capacidade auditiva normal submetendo-se a um procedimento de implante coclear.
Após a operação, no entanto, a criança - que nunca ouviu antes - deve passar por um longo processo de reabilitação antes de poder começar a falar.
Forma não-verbal de comunicação
Durante o estudo, a pesquisadora Dikla Kerem examinou os efeitos específicos que a musicoterapia tem sobre o potencial de desenvolvimento de crianças com idades entre 2 e 3 anos que se submeteram a implantes cocleares, especificamente em termos de melhoria da comunicação espontânea.
"A música conta com diversos elementos que também são componentes da linguagem e, portanto, como uma forma não-verbal de comunicação, é adequada para a comunicação com essas crianças quando elas ainda são incapazes de usar a linguagem," explica a Dra. Kerem.
Segundo a pesquisadora, as interações comunicativas, especialmente aquelas iniciadas pelas crianças, são fundamentais para o desenvolvimento da comunicação normal, sendo pré-requisitos para o desenvolvimento e aquisição de linguagem.
Ela acrescenta que as crianças em fase de reabilitação estão sob muita pressão - especialmente dos pais - para começarem a falar. Às vezes, essa pressão faz com que as crianças tornem-se introvertidas.
Efeitos da musicoterapia
A musicoterapia reforça a comunicação não-verbal dessas crianças e, assim, diminui a pressão sobre elas para a troca verbal e o oferecimento de respostas faladas.
O estudo consistiu em dezesseis sessões oferecidas para as crianças após o implante coclear. Oito das sessões incluíram atividades relacionadas à música (tais como jogos com instrumentos de percussão, brincadeiras vocais e ouvir canções simples) e as demais incluíram brincar com brinquedos e jogos sem sons musicais. Cada uma das sessões foi filmada e analisada.
Os resultados mostraram que, durante as sessões nas quais a musicoterapia foi utilizada, a comunicação espontânea das crianças foi significativamente mais frequente e prolongada.
Ponte entre dois mundos
A pesquisadora também descobriu que a exposição à música deve ser gradual, passando pela utilização de experiências musicais que envolvem parâmetros musicais básicos (como a intensidade e ritmo).
"A música pode constituir a ponte entre o mundo silencioso que a criança conhecia e o novo mundo de sons que lhe foi revelado depois da operação. Também é importante que os pais e os profissionais de saúde aprendam a melhor maneira de expor as crianças à música, o uso da música para a comunicação e a importância da abordagem indireta do terapeuta, que melhorou a comunicação das crianças em um grau maior do que em uma abordagem direta," diz Kerem.
"A musicoterapia está gradualmente penetrando no campo da reabilitação, mas ainda há muito trabalho a ser feito para melhorar a consciência [dos profissionais de saúde] sobre esta importante área," conclui a pesquisadora.
sábado, 2 de janeiro de 2010
FELIZ 2010 !!! COM MUITO EQUILÍBRIO E MUSICOTERAPIA.
ESTAMOS INICIANDO MAIS UM ANO . SEMPRE COM EXPECTATIVAS POSITIVAS E DESEJOS DE EQUILÍBRIO PARA TODOS.
QUE ESTE ANO POSSAMOS COLABORAR MAIS E MAIS PARA TORNAR A VIDA DAS PESSOAS MAIS
FELIZ E HARMONIOSA.
ESTAMOS PREPARANDO ALGUNS ARTIGOS E TRABALHOS PARA REVISTAS DE CLIENTELAS VARIADAS . CONTINUAREMOS AS PESQUISAS, PALESTRAS, CURSOS E TRABALHOS NA ÁREA DE MÚSICA, EDUCAÇÃO MUSICAL, MUSICOTERAPIA, CÉREBRO, NEUROCIÊNCIA E ORIENTAÇÕES A CLIENTELAS VARIADAS.
SE QUISSEREM LER O MAIS RECENTE ARTIGO PUBLICADO NA PERSONARE É SÓ VISITAR:
http://www.personare.com.br/revista/voce-hoje/materia/350/renovacao-atraves-da-musica
COM DESEJOS INFINITOS DE BEM ESTAR E FELICIDADE EM SUA VIDA , AGRADECEMOS SUA
VISITA E ESPERAMOS O RETORNO SEMPRE AO LONGO DE TODO ESTE ANO.
ABRAÇOS ...
NYDIA
domingo, 29 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
EQUILÍBRIO ATRAVÉS DA MÚSICA
LEIA ESTE ARTIGO QUE ESCREVI NA REVISTA PERSONARE.
ACESSE E DÊ SUA OPINIÃO.www.personare.com.br
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
3º ENCONTRO PIAUIENSE DE MUSICOTERAPIA
DIA 22 DE NOVEMBRO DE 2009 (DIA DA MÚSICA)
-Local:Sala madre Escobar-Rua Dr. Raimundo da Paz s/n-Bairro dos Noivos-Teresina-PI
Horário-9h às 12 h/ 15h às 18 h
Práticas em musicoterapia
Palestras diversificadas / Relato de experiências
Exposição material
Clientela: profissionais das áreas de: saúde, educação e outros interessados.
Investimento:R$10,00-estudante R$20,00-profissionais
Maiores informações:tel-(86)8812-2428/8808-7228-
Inscrições-
amt.piaui@gmail.com
www.associacaodemusicoterapiadopiaui.blogspot.com
Apoio: Fundação CCEPLAR
FICHA DE INSCRIÇÃO (enviar para o e-mail)
Nome-
Endereço completo-
Data de nascimento-
E-mail- Tels-
Profissional-( ) Sim Área-
Estudante- ( ) Sim Curso- Período- Faculdade-
Participação em eventos da área de musicoterapia-( )Sim ( )Não Quais?
Interesse em aprofundar conhecimentos em pós-graduação.( )Sim ( )Não
Caso afirmativo gostaria de ser contactado caso haja o 2º curso de especialização na UFPI?
( ) sim ( ) Não
*para cursar é obrigatório estar no ultimo período do curso de graduação ou já ser graduado
na área de música ou outras áreas . Ter conhecimento musical e dominar pelo menos um
instrumento musical harmônico.haverá prova específica de conhecimentos musicais.
sábado, 17 de outubro de 2009
O CÉREBRO DO MÚSICO COMO REFERENCIAL NAS PRÁTICAS
MUSICOTERÁPICAS DO SÉCULO XXI
Baseado em pesquisas atuais sobre o cérebro do músico e os efeitos da música em
outros cérebros este estudo busca referências sólidas na aplicação da musicoterapia
neste século. O objetivo é trazer novas possibilidades e referenciais científicos para
o profissional musicoterapeuta envolvido com pacientes neurológicos e outros em
equipe multidisciplinar. Auxiliando também na comunicação entre membros de uma
equipe científica com diversas formações, mas que compartilham objetivos
terapêuticos a serem atingidos com os mesmos pacientes em tratamento. Assim
estes estudos tem por base pesquisas neurocientíficas de: Altenmuller (2001),
Bigand (2000), Levitin (2007), Sacks (2007), Peretz e Zatorre (2003) e a aplicação
adaptada dos mesmos no fazer musicoterápico do século XXI.
Palavras-Chave: Musicoterapia, cérebro do músico, pacientes neurológicos.
Especialista em Musicoterapia –CBM-RJ-1998.Co-autora projeto de Especialização
em Musica-Musicoterapia-UFPI-2005.Musicoterapeuta do CEIR-Centro Integrado de
Reabilitação Física de Teresina-PI.Presidente AMT-PI-Associação de Musicoterapia
do Piauí. E-mail-nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br
INTRODUÇÃO
O interesse sobre cérebro e música encontra-se em crescimento, pois nunca
se pesquisou tanto sobre tal assunto no mundo como na atualidade. Neste trabalho
focamos mais os pioneiros desta área, tais como: Eckhart O. Altenmuller (Instituto de
Fisiologia da música e da medicina da Arte–Hannover, Alemanha), Emmanuel
Bigand (Instituto de Pesquisa e Coordenação acústica/Música-Dijon-Paris), Isabelle
Peretz(Laboratório de Neuropsicologia da Música da Universidade de Montreal-
Canadá), Robert Zatorre (Universidade McGill-Montreal-Canadá), Schlaug
(Universidade de Harvard), Daniel Levitin (diretor laboratório pesquisa MacGill) e o
Oliver Sacks. ( neurologista com trabalho de pesquisa com musicoterapeuta) Desta
forma, os musicoterapeutas, únicos profissionais que utilizam a música com
objetivos terapêuticos, não devem ignorar estas pesquisas. Ao contrário, devem ser
utilizadas como aliada para nortear suas ações e fortalecer a credibilidade entre os
profissionais da área de saúde. O objetivo proposto por este artigo é trazer novas
possibilidades e referenciais científicos para o profissional musicoterapeuta
envolvido com pacientes neurológicos e outros em equipe multidisciplinar podendo
também auxiliar na comunicação entre membros de uma equipe científica com
diversas formações.
1-ATUAÇÃO DA MÚSICA NO CÉREBRO
Quadro 1: O cérebro e principais centros de processamento musical
CÉREBRO PROCESSAMENTO MUSICAL
Córtex préfrontal
Criação de expectativas; violação e satisfação das expectativas.Planejamento
do tocar, cantar.
Córtex prémotor
Movimento, bater o pé, dançar e tocar um instrumento.
Córtex
sensorial
Reação tátil a tocar um instrumento .
Córtex
auditivo
As primeiras etapas da audição de sons, a percepção e a análise
de tons.
Córtex visual Leitura de música, observação dos movimentos de um executante.
(incluindo os do próprio)
Corpo caloso Liga os hemisférios esquerdo e direito.
Núcleo
accumbens
Reações emocionais à música
Amígdala Reações emocionais à música
Hipocampo Memória para a música, experiências e contextos musicais.
Gânglios
Basais
Órgão de sucessão-geração modelação do ritmo, do andamento e
métrica.(Wich, Levitin e Sacks )
Cerebelo Movimentos, como o bater do pé, dançar, e tocar um instrumento.
Também envolvido nas reações emocionais à música.
Fonte: adaptado de Levitin, 2007.p.276-277.
2- DETALHES RELEVANTES DAS PESQUISAS PARA A MUSICOTERAPIA
O cérebro, segundo Herculano-Houzel (2008) representa apenas 2% da massa
corporal, consome 20% da energia necessária. A redução de 1% desta energia é
suficiente para provocar desmaio ou mal estar. Ou seja, ele é essencial para a ação
do ser humano. O Cérebro do músico, segundo Sacks (2007) é o único que pode ser
reconhecido sem dificuldades por anatomistas, justamente pelos inúmeros estudos
já realizados e comprovados. O mesmo autor ressalta a coordenação de muitas
estruturas cerebrais (córtex-motor, núcleo do tálamo, gânglios basais, cerebelo) para
haver a atuação do músico. “O músico em sua plenitude é um milagre operacional,
mas um milagre com vulnerabilidades singulares e às vezes imprevisíveis”(Marsden
apud.Sacks, 2007, p.260). Os estudos cerebrais de músicos acometidos de doenças
e com seqüelas também tem sido úteis para desvendar mais os mistérios do
cérebro. Os músicos tendem a ter a parte frontal do corpo caloso maior (Schlaug
apud Levitin, 2007) e o cerebelo também maior. Aliado a isso há também uma
concentração maior de massa cinzenta (contem os corpos celulares, dentritos e
axônios e é responsável pelo processamento das informações) nas áreas motoras,
auditivas, visuoespaciais do córtex, como no cerebelo (Schlaug apud Sacks,2007).
Sluming (Hopen, 2009) com sua equipe da Universidade de Liverpool comprovou
maior densidade de substância cinzenta na área de Broca (fala) em músicos de
orquestra. Para os músicos esta área também faz a mediação de aptidões visuais e
o seqüenciamento de ações motoras rápidas. Descobriu-se também em pianistas
profissionais que certas regiões da substância branca são mais desenvolvidas. e
conectam partes do córtex cerebral vitais para a coordenação motora dos dedos e
áreas cognitivas operadas durante a produção musical (Úllen apud Field, 2008).
Bigand (Vieillard,2009) e Peretz(2009) tem investigado simultâneamente e com
parcerias internacionais em diversos laboratórios, chegando as conclusões de que
são dois os parâmetros musicais relacionados na expressão emocional: andamento
e modo. Andamento rápido e modo maior contribuem para expressão de alegria.
Andamento lento e modo menor, equivalência emocional negativa. Um modo menor
e uma dinâmica estimulante evocam um sentimento de raiva ou de medo (Bigand
apud Vieillard,2008). Parâmetros combinados e divergentes, os ouvintes utilizam o
andamento para julgar por ser mais simples de processar. Crianças identificam bem
cedo os índices emocionais na estrutura musical. Para Peretz (Vieillard,2008) a
música não evoca emoções apenas de acordo com a história pessoal de cada um
(ISO), mas que ela de fato as provoca. Fritz et all, neste ano apresentaram
resultados sobre reconhecimento emocional de três emoções e utilizaram população
africana isolada culturalmente, provando exatamente esta percepção universal das
emoções relacionadas a estes parâmetros. (em parceria com Peretz).
Complementando estas informações que podem ser utilizadas para reforçar
nossos princípios e aplicações musicoterápicas temos:
A importância do envolvimento emocional com as músicas por potencializar os
efeitos tem sido provada em inúmeras pesquisas. Levitin (2007) ao trazer alguns
resultados das pesquisas realizadas na MacGill ressalta que o cerebelo é mais
ativado quando as pessoas ouvem músicas familiares. Schmahmann (Levitin,2007)
de Harvard, reuniu provas suficientes de que o cerebelo também está envolvido na
emoção. Levitin em outra pesquisa realizada com Perry (2007) mostra os resultados
quando os pesquisados cantaram suas músicas preferidas: todos cantaram nas
alturas sonoras exatas ou próximas das originais, como também nos andamentos. O
que reforça também a memória potencializada pela emoção.
Quanto à percepção musical e os hemisférios já se comprova:
A percepção musical é hierárquica. Segundo Altenmuller (2009) o lado esquerdo do
cérebro parece processar elementos básicos como intervalos e ritmos. O direito
reconhece características gerais como a métrica e o contorno melódico. Zatorre
comprova a mesma afirmação em suas pesquisas (Levitin,2007) com pacientes com
lesão temporal direita. Peretz descobriu que o hemisfério direito do cérebro contem
um processador do desenho musical que efetivamente traça o contorno de uma
melodia e analisa-o reconhecendo posteriormente e o mais importante, está
dissociado dos circuitos do ritmo e da métrica do cérebro (Levitin, 2007). Sacks
(2007) afirma que em geral as deficiências na percepção da melodia estão
associadas a lesões no hemisfério direito. A disseminação do ritmo é muito mais
complexa e envolve o hemisfério esquerdo, sistemas subcorticais dos gânglios
basais, cerebelo e outras áreas é também destacado por Sacks.
Parte do artigo apresentado no Simpósio Brasileiro de Musicoterapia em Curitiba-PR.
Caso você tenha interesse em lê-lo integralmente é só solititá-lo através do meu
e-mail
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
ORQUESTRA DO CÉREBRO -revista época negócios on line
Orquestra do cérebro faz música com a força da mente No projeto, músicos usam uma espécie de capacete com eletrodos capazes de fazer a leitura das descargas elétricas do cérebro e emitir sons Por Época NEGÓCIOS Online Orquestra do cérebro: com a força do pensamento, músicos criam os sonsNada de violinos, violoncelos, flautas, tubas ou vibrafones. A Multimodal Brain Orchestra faz música a partir da força da mente, usando descargas elétricas dadas pelo cérebro. Um maestro "emocional" rege a apresentação a partir de suas emoções e batimentos cardíacosCriação de pesquisadores da Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, na Orquestra do Cérebro os músicos usam uma espécie de capacete com eletrodos capazes de fazer a leitura das descargas elétricas do cérebro. Os músicos têm funções diferentes. Cada um assiste a um tipo diferente de imagem, que estimula pontos diferentes do cérebro. Alguns ficam olhando para uma tela com linhas e colunas que apresentam diversas letras piscantes. Eles são orientados a olhar para uma determinada letra. Quando eles conseguem encontrar uma dessas letras, o cérebro emite um sinal conhecido como P300, que aciona um instrumento ou um som já gravado. Outros músicos visualizam uma caixa com luzes piscando em várias freqüências. Cada tipo de freqüência provoca um estímulo diferente na retina, que por sua vez gera uma descarga elétrica e aciona outros tipos de sons. Para reger a orquestra existem dois maestros, um tradicional e um outro "emocional", que vai assistindo a imagens e modificando o andamento das músicas a partir de suas emoções e seus batimentos cardíacos. A orquestra fez a sua primeira apresentação no congresso Science Beyond Fiction, na República Checa. O resultado final não é o que se pode chamar de melhor música do mundo, mas é uma prova do que o cérebro pode fazer mesmo sem as mãos. Veja você mesmo assistindo ao vídeo. Além do maestro emocional, a orquestra do cérebro tem também o maestro tradicional VÍDEO:Multimodal Brain Orchestra - Documentary
domingo, 13 de setembro de 2009
15 DE SETEMBRO-DIA DO MUSICOTERAPEUTA
MEUS TRABALHOS APRESENTADOS NO SIMPÓSIO BRASILEIRO
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA EM CURITIBA - PARANÁ
UM DOS PONTOS ALTOS DO SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA QUE ACONTECEU DOS
DIAS 4 A 8 DE SETEMBRO EM CURITIBA- PR FOI O CURSO E PALESTRA REALIZADA PELO
ARGENTINO (PRESIDENTE ASSOCIAÇÃO DA ARGENTINA) MUSICOTERAPEUTA GABRIEL FEDERICO.
TIVE O PRIVILÉGIO DE PARTICIPAR DOS DOIS.APRENDI MUITO!!
CURSO:
"AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E MUSICOTERAPIA APLICADA EM BEBÊS E CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN , PARALISIA CEREBRAL EOS DIFERENTES TRANSTORNOS NEUROLÓGICOS"
PALESTRA:
MUSICOTERAPIA PRÉ-NATAL
FANTÁSTICO!!!
VISITE O SITE DELE:
www.gabrielfederico.com
terça-feira, 25 de agosto de 2009
PREMEDITANDO O BREQUE (editado cérebro nosso de cada dia)
http://www.cerebronosso.bio.br/descobertas/2009/8/21/premeditando-o-breque.htmlMais do que apenas para acompanhar músicas, a percepção de ritmos regulares é importante também para atividades de interação social como dançar, produzir música em conjunto e até mesmo perceber, durante uma conversa, o momento certo de falar. Mas seria esta uma habilidade inata ou aprendida quando somos, por exemplo, embalados ao som de música por nossos pais? É o que um estudo de István Winkler e colaboradores, da Hungarian Academy of Sciences, procurou responder. Os pesquisadores observaram que o cérebro de crianças recém-nascidas responde a violações da batida em uma sequência rítmica quando a primeira batida de um ciclo é omitida. Isso indica que, ao ouvir uma música, os bebês já são capazes de identificar o intervalo entre as batidas e o padrão que elas obedecem, criando expectativas quanto ao início de um novo compasso.
Embora pareça surpreendente o cérebro de um bebê já ser capaz de detectar a falta de uma batida em uma sequência musical, essa capacidade não é, no entanto, uma habilidade específica inata para a música - e sim o resultado de uma habilidade genérica do cérebro: a capacidade de identificar padrões. Pelo jeito, eis algo que já nascemos sabendo! (LSBP, 22/8/2009)
Fonte: Winkler I., Haden G. P., Ladinig O., Sziller I. e Honing H. Newborn infants detect the beat in music. Proc Natl Acad Sci U S A, vol. 106(7), p. 2468-71, 2009.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
SINESTESIA e MÚSICA
Neste domingo, dia 26/7/9, no programa Fantástico da rede globo foi exibida uma matéria
sobre uma moça com reações sinestésicas ao ouvir sons e música. Ela tem per-
cepção alterada: olfativa e visual (cores).
Dr. Oliver Sacks (neurologista -USA) já descreveu alguns de seus pacientes com
algumas características sinestésicas em seus artigos publicados e em seu livro
"Alucinações Musicais"-edição brasileira.
Por ser bastante interessante, transcrevo em parte um artigo publicado em 2007
na revista "Mente e Cérebro"-
edição 168 - Janeiro 2007
OUVINDO CORES
Definida como contaminação dos sentidos, a sinestesia não é doença, mas um fenômeno sensorial quase sempre acompanhado de memória e criatividade excepcionais.
A sinestesia é um fenômeno de contaminação dos sentidos em que um único estímulo - visual, auditivo, olfativo ou tátil - pode desencadear a percepção de dois eventos sensoriais diferentes e simultâneos
Quando escrevo uma equação na lousa vejo os números e as letras de cor diferente. E me pergunto: que diabos meus alunos vêem?" A frase é do americano Richard Feynman, Nobel de Física em 1965. Ele faz parte de um grupo de pessoas para quem o número dois pode ser amarelo, a palavra carro tem gosto de geléia de morango e a nota fá evoca a imagem de um círculo, por exemplo. Essas são algumas das experiências sensoriais que povoam o cotidiano das pessoas com sinestesia. São sensações difíceis de imaginar, mas tremendamente reais para quem as vive, tanto que os sinestésicos pensam que todas as pessoas têm as mesmas percepções.
Eles raramente sabem que são dotados de uma característica particular, mas não tardam muito a descobrir sua memória prodigiosa e seu extraordinário potencial criativo. Estima-se que o fenômeno atinja uma em cada 300 pessoas.
A sinestesia é um fenômeno de contaminação dos sentidos em que um único estímulo - visual, auditivo, olfativo ou tátil - pode desencadear a percepção de dois eventos sensoriais diferentes e simultâneos. Há pessoas, por exemplo, que toda vez que sentem um odor (real), escutam certo som (imaginário). Outros enxergam em cor uma letra do alfabeto escrita com tinta preta. Não se trata de um transtorno temporário na maioria dos casos, ainda que haja algumas raríssimas exceções; por isso um dos principais critérios para o diagnóstico da sinestesia é sua estabilidade ao longo do tempo. Geralmente a associação entre estímulo e percepção ocorre apenas em um sentido: quem vê a cor vermelha (imaginária) toda vez que ouve nota dó (real) não escuta a mesma nota (imaginária) quando vê qualquer coisa vermelha (real).
Totalmente involuntária, a sinestesia não pode ser controlada, nem induzida na ausência do estímulo específico. E é justamente a incapacidade de controlá-la que a distingue das chamadas sinestesias cognitivas, que se caracterizam por associações de idéias (objetos, conceitos, cores, sons) e dependem, na maioria das vezes, de experiências artísticas individuais e de condicionamentos culturais.
Alguns exemplos de sinestesia cognitiva são pensar num campo florido enquanto se ouve As quatro estações de Vivaldi, ou desfrutar antecipadamente o sabor de uma maravilhosa torta que se vê na vitrine; em ambos os casos a pessoa sabe que não está no campo florido e que é preciso comprar a torta. Já a experiência sensorial induzida pela verdadeira sinestesia é percebida concretamente, como se fosse real.
SINTOMA POSITIVO
Segundo o psicólogo Jamie Ward, da Universidade de Londres, a sinestesia não é doença. "O que a distingue da maioria dos transtornos psiquiátricos ou neurológicos é o fato de os sinestésicos serem dotados de um sintoma positivo, isto é, de uma característica ausente na população geral. Os distúrbios geralmente se caracterizam pela ausência ou pelo comprometimento de uma função, como a afasia e a amnésia", diz.
Portanto, os sinestésicos são pessoas absolutamente normais, que não manifestam problemas cognitivos ou outras disfunções. Alguns estudos conduzidos pelo médico Richard Cytowic, pioneiro na pesquisa da sinestesia, indicam que a memória e a criatividade dos sinestésicos são superiores às da média da população. Por outro lado, o senso de orientação não é tão bom assim. A maioria dos sinestésicos é canhota e um percentual significativo confunde direita e esquerda. Seu ponto forte são as faculdades mnemônicas, particularmente a memória declarativa: os sinestéticos se lembram de muitos números de telefone, datas, senhas, fatos e eventos. Também é comum que se recordem com perfeita precisão de longos diálogos de filmes, trechos de livros e instruções verbais. O que não se sabe ainda, entretanto, é se essa capacidade excepcional se deve à sinestesia propriamente dita ou a algum fenômeno correlato.
O primeiro sinestésico registrado na literatura médica foi uma criança de 3 anos e meio em 1922. Até hoje não se sabe ao certo em que idade o fenômeno se manifesta, muito menos se as percepções cruzadas na infância são as mesmas na idade adulta. Nenhum sinestésico se lembra do momento exato em que começou a ver a letra A sempre pintada de vermelho ou a nota dó exalar um perfume de rosas. Segundo o professor de psicologia da Universidade de Trieste Walter Gerbino, durante o período de desenvolvimento da aprendizagem perceptiva os elementos do sistema sensorial se associam, de modo estável e regular, a estímulos específicos.
CONTINUAÇÃO
Massimo Barberi é jornalista científico.
domingo, 12 de julho de 2009
MÚSICA PARA TRATAR PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA
Falar da própria vida escolhendo músicas para expor sentimentos e vivências pode ser um recurso terapêutico que auxilia na reconstrução da identidade e ajuda a melhorar a qualidade de vida de portadores de doenças crônico-degenerativas. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) usaram a técnica em oito pacientes com esclerose múltipla, distúrbio neurológico progressivo que afeta adultos jovens e compromete principalmente os movimentos. Os resultados foram publicados nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria.
Depois de escolher entre dez e 15 músicas, os pacientes participaram de uma entrevista aberta na qual explicaram suas experiências pessoais com cada uma. A análise dos conteúdos mostrou que prevaleceram relatos associados à consciência emocional e corporal e primeiros relacionamentos.
Segundo os autores, a técnica da “autobiografia musical” permitiu que eles expressassem afetos, frustrações e desejos, reorganizando-os no contexto da doença e elaborando o senso de continuidade da vida. Pela primeira vez aplicado a pacientes com esclerose, o recurso terapêutico deve ser considerado como mais uma estratégia no tratamento multidisciplinar do distúrbio, recomendam os autores.
NOTÍCIA REVISTA MENTE CÈREBRO-9/07/2009
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/musica_para_tratar_pacientes_com_esclerose_multipla.html
quinta-feira, 9 de julho de 2009
MUSICOTERAPIA COM MAMÃES
A PEDIDOS DE ALGUMAS MAMÃES: MATÉRIA VEICULADA NA TV CLUBE EM JANEIRO DE 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
MUSICOTERAPIA-EFEITOS DA MÚSICA, DANÇA E ARTES
EXIBIDO NO PIAUÍ 1ª EDIÇÃO NO BLOCO "VOCÊ NA TV" DIA 6/07/09 ÀS 12:30 H
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