OBJETIVO: -TRAZER NOVAS INFORMAÇÕES SOBRE: MUSICOTERAPIA,MÚSICA, NEUROCIÊNCIAS E SAÚDE. -Divulgar trabalhos da musicoterapia do Piauí,do nordeste, do Brasil e do mundo.
domingo, 27 de junho de 2010
MUSICOTERAPIA http://m.revistasextosentido.net/products/musicoterapia/
LEIA MEU NOVO ARTIGO PUBLICADO. DESTA VEZ NA REVISTA SEXTO SENTIDO
A Musicoterapia tem como objetivo desenvolver potenciais ou restabelecer funções do indivíduo para que tenha uma melhor qualidade de vida.
Por Nydia do Rego Monteiro
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Ao lermos ou ouvirmos a palavra musicoterapia, seu significado imediato é o bem-estar que a música pode proporcionar. E logo pensamos: é ouvir música para ficar bem. Essa é a forma mais simples e imediata de raciocinar sobre ela. Também temos o hábito de dizer que é terapia tudo que nos causa efeito positivo quando fazemos.
Mas a musicoterapia é muito mais que a palavra, que o significado imediato e o que pensamos saber.
Musicoterapia é ouvir música, utilizar sons, fazer música, tocar, cantar, movimentar, improvisar, criar, compartilhar, relaxar, extravasar, alterar tônus e muito mais. Ela é realizada por um musicoterapeuta qualificado, que passou pelo menos 3.000 horas se preparando no curso de graduação ou se pós-graduando.
Segundo a Federação Mundial de Musicoterapia: “é a utilização da música e/ou de seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um grupo, num processo para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e/ou restabelecer funções do indivíduo para que ele/ela possa alcançar uma melhor integração intra e/ou interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação, reabilitação ou tratamento.”
Em todo o mundo, podemos fazer tratamentos nesta área com profissionais devidamente capacitados. No Brasil, existem aproximadamente 3.000 profissionais formados e disponíveis em diversos ambientes da área de saúde, educação, consultórios, empresas etc. São registrados em associações de seus Estados, que estão filiadas à UBAM (União Brasileira de Associações de Musicoterapia). Os atendimentos são particulares, pelo SUS, gratuitos ou cobertos por ainda poucos planos de saúde.
A clientela pode ser variada e diversificada por faixas etárias, classes sociais e culturas. Existe uma única contraindicação: a pessoa que sofre de uma epilepsia mais rara, musicogênica, em que crises são desencadeadas por sons.
É uma terapia muito apreciada, inclusive em hospitais e em tratamentos paliativos. Não causa rejeição, ao contrário, desperta prazer e a sensação benéfica de vida e saúde. O vínculo terapêutico é muito mais rápido que outras terapias, porque a música intermedeia e agiliza essa relação. O paciente que passa por essa terapia costuma aceitar mais seu tratamento interdisciplinar e a entrada de outros profissionais, quase sempre aceitando melhor os tratamentos dolorosos e invasivos.
A música é nossa companheira, vitalizadora de toda uma vida antes mesmo de respirarmos, ainda abrigados em meio líquido. É a nossa referência de cada momento vivido, seja de prazer, alegria ou dor e saudade. Podemos utilizá-la sempre em nosso benefício, mas caso nossas fragilidades ou necessidades aumentem, podemos procurar um profissional qualificado para nos ajudar. Procure um musicoterapeuta em sua cidade. As sessões podem ser individuais ou em grupo.
Dicas de uma musicoterapeuta
Para Você:
Tenha o hábito saudável de ter um tempo diário para você. Alguns minutos por dia podem fazer uma grande diferença em sua saúde mental, física e até mesmo espiritual. Procure ouvir músicas selecionadas por você, que lhe façam bem e lhe tragam bem-estar. Se o melhor horário é antes de dormir, que seja, mas faça disso um hábito. Presenteie-se diariamente. Ame-se sempre!
A nossa identidade sonora é única. O que serve como musica relaxante para um, pode provocar reações contrárias em outro. Por isso, se não souber ainda o que lhe faz bem, pesquise pela internet ou diretamente nas lojas especializadas, ouvindo e sentindo o impacto que cada música pode lhe causar. Você merece! E vale a pena arrumar um tempo para isso. Em pouco tempo, já terá um repertório adequado e o efeito benéfico será visível.
Para muitos, o canto (videokê, aulas em casa, lazer) tem se tornado um hábito prazeroso, que traz benefícios respiratórios, inter e intrapessoais, na afinação, projeção e articulação de voz, melhoria de memória e ampliação de repertório. Experimente! Ou então, que tal entrar em um coral?
Existem muitos em segmentos variados, inclusive em ambientes de trabalho ou religiosos. Todos que participam geralmente ficam mais felizes, ampliam suas relações sociais e culturais, além de todos os benefícios enumerados anteriormente no canto. É comum também descreverem o efeito terapêutico do canto coral.
Para Gestantes:
Ouça músicas selecionadas especialmente para seu bebê, de repertório tradicional familiar (bisavós, avós, mães, etc.) ou escolhidas exclusivamente para ele, logo após a 16ª semana. A audição do bebê já está plenamente desenvolvida ainda no ventre da mãe nessa fase. O hemisfério direito do cérebro do feto está em pleno desenvolvimento e as melodias e vozes estão ficando arquivadas, e serão reconhecidas assim que ele nascer. Nem precisa dizer o quanto ele ficará mais tranqüilo e se sentirá mais seguro.
Para Idosos: É sempre bom exercitar a memória, a irrigação cerebral, o tônus da boca e o humor para quem já viveu tanto, fez tanto, amou tanto e se encontra inativo. Tantas vezes solitário, depressivo, achando que não é amado ou valorizado. A melhor forma é viajar no tempo, nesse imenso repertório de vida, formado sempre por incontáveis canções, cantores, compositores, bandas, orquestras. Se você é da família, amigo ou cuidador, resgate essas músicas e o faça cantar, falar sobre elas e rememorar sua tão grande experiência de vida. Essa lembrança antiga pode ser trazida também para o presente com conversas sobre fatos acontecidos ontem ou há pouco. Muitas músicas do passado estão sendo regravadas por novos artistas e poderão ajudar a situá-lo melhor no presente e compartilhar gostos. A música é um ótimo instrumento para isso. A troca vai ser maravilhosa e enriquecedora.
Nydia do Rego Monteiro
Educadora Musical e musicoterapeuta. Pós-graduada em musicoterapia, é presidente da Associação de Musicoterapia do Piauí (AMT-PI).
E.mail: nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br
Informações:
www.musicoterapia.mus.br (informações de todos os Estados)
http://www.musicoterapiabrasil.org.br
Blog - www.musicoterapianopiaui.blogspot.com
sexta-feira, 25 de junho de 2010
sábado, 12 de junho de 2010
AME-SE PARA SER AMADO
domingo, 30 de maio de 2010
QUADRO DE DESENVOLVIMENTO AUDIOMUSICOVERBAL
ESTE ANO TENHO ORGANIZADO E APLICADO UM QUADRO DE DESENVOLVIMENTO AUDIOMUSICOVERBAL PARA CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS.O OBJETIVO É LOCALIZAR A FASE DE DESENVOLVIMENTO QUE A CRIANÇA ESTÁ ANTES DE INICIAR TRATAMENTO MUSICOTERAPEUTICO (GERALMENTE NO CENTRO DE REABILITAÇÃO E NO MEU CONSULTÓRIO ELA TEM UM ATRASO NO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR), ESTABELECER OBJETIVOS E IR AVALIANDO SUA EVOLUÇÃO PELO QUADRO E CASO ALCANCE OBJETIVOS VIÁVEIS, DAR ALTA. PARA ISSO O DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO PADRÃO NORMAL É UTILIZADO COMO REFERENCIA. POR ISSO O EDUCADOR INFANTIL, MUSICAL OU NÃO TAMBEM PODE APLICÁ-LO PARA PLANEJAR SUAS AULAS E AVALIAR A EVOLUÇÃO DE SUAS CRIANÇAS. INCLUSIVE ,DETECTAR DIFICULDADES E ENCAMINHAR PARA PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE. ESTE QUADRO FOI UMA NECESSIDADE DE MEU TRABALHO DIÁRIO NO CENTRO DE REABILITAÇÃO FÍSICA EM EQUIPE MULTIDISCIPLINAR (FISIOS, TOS,PSICOS, FONOS, MÉDICOS, EDUCADORES FÍSICOS, ARTE, PEDAGOS, E OUTROS) PARA ELABORAR RELATÓRIOS OBJETIVOS , PONTUAIS E CLAROS EM NOSSA ANÁLISE PARA A EQUIPE.
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-1 MÊS / 2 MESES-
Os recém-nascidos reconhecem vozes familiares ouvidas durante a gestação a partir do 5º mês , principalmente as da mãe .Reconhecem tambem melodias ouvidas durante a gravidez da mãe, quase sempre ficando tranquilos.São sensíveis às notas musicais e têm capacidade para reconhecer as dissonâncias e mudanças de tom das melodias . Ao ouvir uma música, os bebês já são capazes de identificar o intervalo entre as batidas e o padrão que elas obedecem, criando expectativas quanto ao início de um novo compasso.
O choro é sua comunicação. Emite sons como:ah,eh,uh. Segura maracá, chocalho. Percebe sons com rapidez. Reconhecem o rosto da mãe.Acompanham com os olhos os objetos e os sons.
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-3 MESES-
Fase do balbucio.
Prazer em repetir sons.
Intervalo de 3ª menor é emitido (mi a sol 3).
Gosta de objetos sonoros e coloridos.Começa a voltar a cabeça para a fonte sonora.
Produz ruídos com a garganta e estala o céu da boca
.Reage a barulhos arregalando os olhos.
As mãos são a descoberta e as mantem abertas e segura objetos com firmeza.
Bate em um móbile e consegue um som ou movimento.(relação causa e efeito)
Leva tudo a boca.
Chora quando é deixado sozinho.(sinal de sociabilidade) Sorri em resposta a outro sorriso e a conversas .
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-6 MESES-
Localiza sons laterais.
Brinca com objetos sonoros.Sacode maracás e chocalhos.
Emite sons simples.Pode balbuciar mama, papa sem associar significado.
Lambe,morde,
chupa tudo a seu alcance.Pode discernir vozes:amáveis de bravas.
Imita expressões.
Se diverte com jogos;”cadê nenê?Achou!
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-9 MESES-
Localiza sons para o lado e para baixo indiretamente.
Entende algumas palavras como o “não”, seu nome,
Brinca de soltar brinquedos no chão e espera que peguem de volta.Busca objetos.Fase da lalação:da,nenê.Emite sons semelhantes ao seu meio.Bate palmas,joga beijos,dá tchau.Toca tambor,pandeiro,maracás,chocalhos e outros. Utiliza baquetas com as 2 mãos.Polegar e indicador funcionam como pinça para pegar.
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-1 ANO-
Localiza sons laterais, para baixo e indiretamente para cima.Tenta se expressar e aponta. Fala “dá”.Entende conceitos como “aqui”,”lá”,”dentro”,”fora”,”para cima”,”para baixo”.Ataques de birra.Imita e copia ações e pessoas.Entende comandos.Grava músicas e algumas palavras e significados.Canta palavras dos finais de frases.A tessitura de voz pode alcançar 5 sons.(dó a sol 3).Gosta de dançar, apertar botões. Gosta de instrumentos de teclado.Pode soprar apitos e flautas.A rotina e firmeza dos pais ajudam a reforçar a estrutura emocional das crianças.Brincadeiras de “esconde-achou” ajuda a lidar com perda e reencontro.
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-2 ANOS-Localiza os sons em qualquer ângulo.Período da justaposição de 2 palavras.Gosta de elogios e agradar a adultos.Entende simbolismos.
Começo do prazer da socialização.Começa a perceber as regras.
Localiza objetos e aponta.Pode fazer instrumentos musicais simples como maracás.Responde a perguntas e a conversa. Possessivo, quer que tudo seja dele.É marcado pelo negativismo:”Não vou”,”não quero”, “não gosto”.Toca instrumentos de bandinha rítmica e mantem rítmo por imitação.Ex:pandeiro, tambor, castanhola, reco-reco,ganzá,etc.Canta músicas inteiras (dó a lá 3)e repete movimentaçõeS.
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O QUADRO COMPLETO É ATÉ 5 ANOS.
A ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO ESTÁ SENDO FEITA E A REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA CONSTA NA MESMA.
**CASO VOCÊ TENHA INTERESSE EM APLICÁ-LO, ENTRE EM CONTATO COMIGO . ENVIAREI COMPLETO. AS EXPLICAÇÕES E QUESTIONÁRIO TAMBEM. OBRIGADA PELO SEU INTERESSE E PARTICIPAÇÃO. NYDIA .
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-1 MÊS / 2 MESES-
Os recém-nascidos reconhecem vozes familiares ouvidas durante a gestação a partir do 5º mês , principalmente as da mãe .Reconhecem tambem melodias ouvidas durante a gravidez da mãe, quase sempre ficando tranquilos.São sensíveis às notas musicais e têm capacidade para reconhecer as dissonâncias e mudanças de tom das melodias . Ao ouvir uma música, os bebês já são capazes de identificar o intervalo entre as batidas e o padrão que elas obedecem, criando expectativas quanto ao início de um novo compasso.
O choro é sua comunicação. Emite sons como:ah,eh,uh. Segura maracá, chocalho. Percebe sons com rapidez. Reconhecem o rosto da mãe.Acompanham com os olhos os objetos e os sons.
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-3 MESES-
Fase do balbucio.
Prazer em repetir sons.
Intervalo de 3ª menor é emitido (mi a sol 3).
Gosta de objetos sonoros e coloridos.Começa a voltar a cabeça para a fonte sonora.
Produz ruídos com a garganta e estala o céu da boca
.Reage a barulhos arregalando os olhos.
As mãos são a descoberta e as mantem abertas e segura objetos com firmeza.
Bate em um móbile e consegue um som ou movimento.(relação causa e efeito)
Leva tudo a boca.
Chora quando é deixado sozinho.(sinal de sociabilidade) Sorri em resposta a outro sorriso e a conversas .
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-6 MESES-
Localiza sons laterais.
Brinca com objetos sonoros.Sacode maracás e chocalhos.
Emite sons simples.Pode balbuciar mama, papa sem associar significado.
Lambe,morde,
chupa tudo a seu alcance.Pode discernir vozes:amáveis de bravas.
Imita expressões.
Se diverte com jogos;”cadê nenê?Achou!
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-1 ANO-
Localiza sons laterais, para baixo e indiretamente para cima.Tenta se expressar e aponta. Fala “dá”.Entende conceitos como “aqui”,”lá”,”dentro”,”fora”,”para cima”,”para baixo”.Ataques de birra.Imita e copia ações e pessoas.Entende comandos.Grava músicas e algumas palavras e significados.Canta palavras dos finais de frases.A tessitura de voz pode alcançar 5 sons.(dó a sol 3).Gosta de dançar, apertar botões. Gosta de instrumentos de teclado.Pode soprar apitos e flautas.A rotina e firmeza dos pais ajudam a reforçar a estrutura emocional das crianças.Brincadeiras de “esconde-achou” ajuda a lidar com perda e reencontro.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
MÚSICA PARA MAMÃES GESTANTES
PELA MUSICOTERAPEUTA NYDIA DO REGO MONTEIRO
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O privilégio de abrigar no ventre um ser em formação é realmente um presente divino, mas também uma grande responsabilidade. O corpo, a mente e o espírito da mãe deve se preparar para esta maravilhosa, grandiosa e ao mesmo tempo tão natural missão. Cada mãe deve tomar consciência que durante todos os meses de gestação os cuidados são tão importantes como após o nascimento.
A partir da 16ª semana de gestação a audição do bebê já está desenvolvida, desta forma devemos orientar as mães quanto ao controle da respiração e relaxamento através da utilização de músicas que proporcionem o fortalecimento emocional da gestante e do bebê. Devem também fazer a escolha e uso de um repertório musical para o bebê, para que possa ser utilizado e imediatamente reconhecido pelo bebê ao nascer. A voz da mamãe, pai e outros entes queridos também podem e devem ser utilizados. O canto com a voz da mamãe só potencializa todo o efeito positivo que a música pode trazer no desenvolvimento global do bebê. A orientação especializada do musicoterapeuta pode fazer toda a diferença.
Algumas orientações podem ser dadas e utilizadas pelas mamães gestantes:
-Ter sempre em mente que os seus batimentos cardíacos são a referência para o seu bebê de que ele está seguro. Por isso, manter batimentos cardíacos bem controlados através de respiração controlada e equilibrada é muito importante.
-Conversar muito com seu bebê com voz amorosa e tranqüila deve virar rotina.
-Evitar ambientes ruidosos, tumultuados e agressivos.
-Preparar um repertório musical para seu bebê com CDs apropriados (disponíveis no mercado) e cantando músicas que são especiais para a mamãe e fazem parte da identidade sonora da família (cantadas por bisavós, avós, etc.).
-Demarcar bem o início das atividades do dia e o término do dia, por exemplo, com alguma música, sons ou até mesmo frases ritmadas bem fáceis e alegres.
-Os pais e irmãos podem compor uma pequena canção de boas vindas a este pequeno ser que vai nascer para o mundo, mas já nasceu para a família. Assim quando ele iniciar sua jornada sempre se sentirá amado e seguro. Pode ser gravado em estúdio e tocado durante o parto.
-Lembrar que seu bebê está dentro de você, e apenas o que há de melhor neste mundo, que futuramente ele irá enfrentar, é que deve ser filtrado e passado nestes nove meses. E não esqueça: ele já sente e ouve!
Que cada mamãe supere suas dificuldades, mas caso não seja possível usem o seu amor para fortalecer a si e ao seu bebê. Com certeza o amor pode superar os obstáculos. Uma boa gestação e um bom parto potencializados pela música!
ESPECIALMENTE MÃE DE UM SER ESPECIAL
Foto com as mães e as crianças de musicoterapia em grupo do CEIR-Bandinha do CEIR
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*ESCRITO pela Musicoterapeuta Nydia Cabral Coutinho do Rego Monteiro
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Para a maioria das mulheres, o sonho de ser mãe um dia faz parte de sua vida. Durante a concretização desse sonho, as bênçãos divinas podem ser sentidas pela mulher, mas são somadas ao medo de que algo dê errado. O amor inunda esta já mãe que idealiza aquele ser em formação. Como será seu filho? E ela já vai criando em sua mente o filho “que gostaria de ter”. Eis que chega o grande dia em que terá seus filhos nos braços... Deus manda um ser muito especial, mas não o seu filho imaginado. Ela então tem que superar, transcender a perda e aceitar o presente especial. Aquele é um ser diferente, mais frágil, lutando pela vida. É neste momento que a nova Mãe começa a aprender o verdadeiro sentido da palavra maternidade. Ser mãe é :
Amar incondicionalmente, sem exigir perfeição. É acreditar no impossível e lutar. É encontrar forças no cansaço. É valorizar cada conquista e agradecer. É ter fé sempre, mesmo quando tudo parece ruir. O filho vem com a vida ensinar: o amor, a superação, a luz. O filho vem ensinar àquela mãe que ela é uma mulher especial. O filho ensina a mãe que a força está nela, que a recebe do Pai Celestial.
Convivendo diariamente com estas MÃES e estes FILHOS tão especiais, vejo como são exemplos tão perfeitos do verdadeiro significado de amar plenamente. Aprendo sempre e também posso ajudar a minimizar alguns sofrimentos inevitáveis. Neste artigo quero homenagear estas MÂES ESPECIAIS. Desejo muito mais bênçãos, sabedoria, força, fé, superação, alegrias, solidariedade e luz em suas vidas. Parabéns!!!
COMPARTILHANDO CONSELHOS QUE PODEM SER ÚTEIS A SEU FILHO:
• Seu carinho passado através de sua voz, tato, olhar, ações diárias são vitais para a superação dos obstáculos que seu filho enfrenta.
• Os limites colocados pelos pais que toda criança deve ter para se educar e aprender para o mundo também são necessários àqueles ditos especiais.
• Valorizar sempre o que ele pode e vai conseguindo fazer. Não destacar principalmente para ele o que ele não pode e talvez nunca poderá fazer. Tente enxergá-lo plenamente.
• Ser realista e não criar falsas expectativas. Mas nunca perder a fé e ter objetivos próximos da realidade e em curto prazo estabelecidos.
• Ter alegria na simples rotina, nas pequenas ações. A música e um repertório especial criado para aquela criança ao longo de sua vida podem ajudar a fortalecer a todos da família.
• Não se achar super. Caso precise, não hesite em pedir ajuda a outros. Eles podem ter uma grande chance de serem úteis.
• Cuidar de você é essencial para a qualidade de vida de seu filho. Se ele lhe vê bonita, feliz, saudável, confiante, amando, vivendo plenamente dentro do possível, saberá que ele está seguro e não é um peso em sua vida. Ele saberá que é amado.
• Viva um dia após o outro e agradeça. Não queira sofrer por antecipação, pois o futuro só virá depois. E o presente pode lhe dar pequenos presentes que podem passar desapercebidos, caso não esteja atenta.
• Em casos de deficiência sensorial, neurológica, física e outras, o profissional qualificado em musicoterapia pode ajudar. Algumas especialidades médicas a indicam e a musicoterapia faz parte da equipe multidisciplinar de saúde.
domingo, 25 de abril de 2010
SUA VOZ UMA PONTE PARA A HARMONIA
MAIS UM ARTIGO MEU PUBLICADO NA:
www.personare.com..br/revista/saude-e-beleza/materia/510/sua-voz-uma-ponte-para-a-harmonia
SE GOSTAR ,INFORME PARA OUTROS. AJUDE-ME A COLABORAR MAIS COM A QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS . DÊ SUGESTÕES E OPINIÕES.INCLUSIVE DE TEMAS A SEREM ABORDADOS.
OBRIGADA PELA VISITA E VOLTE SEMPRE!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
MUSICA E MUSICOTERAPIA NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
MATÉRIA EXIBIDA DIA 20/4/2010 PELO PROGRAMA NOTÍCIAS DA MANHÃ DA TV CIDADE VERDE AFILIADA DO SBT EM TERESINA PIAUÍ.
terça-feira, 6 de abril de 2010
EDUCAÇÃO MUSICAL TRANSFORMA
CASA E FAMÍLIA-Publicado pela Revista Personare
EDUCAÇÃO MUSICAL TRANSFORMA
Tocar ou cantar estimula as potencialidades das crianças
por Nydia Monteiro
Não há como negar a importância que a música tem em nossas vidas, seja no nível consciente, seja no inconsciente. Mas qual seria o seu poder de transformação do aprendizado musical, até mesmo de ampliação de nossos potenciais?
Nossa audição é nosso referencial desde a gestação, é a porta de entrada principal para interagirmos com o mundo. Com esta interação podemos desenvolver no nível neuropsicomotor. Nosso cérebro vai literalmente se expandindo com suas sinapses e tornando?nos mais e mais capazes de ser, fazer e transformar a nós mesmos e ao mundo. Este potencial desenvolvido também traz equilíbrio para quem está envolvido nesse processo de aprendizagem musical.
Quem convive diariamente com crianças e adolescentes que estudam música, tocando, cantando, improvisando e lendo partituras, observa que aquele que era agitado se torna mais calmo e concentrado. Ocorre também o oposto, deixando quem era muito tímido mais expansivo em suas relações. A neurociência e as inúmeras pesquisas na área do cérebro comprovam que a música atua em quase todas as áreas cerebrais. Nada escapa de ser estimulado e trabalhado. Os resultados ficam bem evidentes para quem observa a transformação pela qual estas crianças e jovens passam.
Quanto mais cedo as crianças iniciam a aprendizagem musical, mais cedo sua linguagem, coordenação motora, compreensão, interação e aceitação de limites são estabelecidas."Quanto mais cedo as crianças iniciam a aprendizagem musical, mais cedo sua linguagem, coordenação motora, compreensão, interação e aceitação de limites são estabelecidas." Com os estímulos musicais e sonoros os dois hemisférios cerebrais são estimulados ao mesmo tempo, já que a música em seus elementos é processada em ambos. Está comprovado em laboratório também o aumento do corpo caloso (responsável pela comunicação dos hemisférios), córtex motor, cerebelo, hipocampo (memória), córtex auditivo, maior concentração de massa cinzenta (responsável pelo processamento das informações) nas áreas motoras, auditivas, visuoespaciais e área de Broca (fala) no cérebro dos músicos. Imagine quantos benefícios podem ser trazidos por uma educação musical na infância!
BENEFÍCIOS TAMBÉM PARA OS JOVENS
Os jovens que passam por um processo musical, em sua grande maioria, modificam comportamentos inadequados socialmente (vícios, agressividade), melhoram sua autoestima, desenvolvem sua inteligência emocional analítico-racional e senso estético. Além disso, percebem mais a realidade ao seu redor e as consequências de seus atos. A explicação científica é que o córtex pré-frontal é uma das ultimas áreas a amadurecer na adolescência e é ele o responsável pela capacidade de resolver os problemas e determina as respostas do comportamento do indivíduo ao estímulo recebido. Esta mesma área é bem desenvolvida nos músicos e está ligada ao planejamento do tocar e cantar.
Mas não podemos deixar de enfocar o valor cultural de uma aprendizagem musical em relação ao próprio domínio da área e valorização de uma cultura de maior qualidade. A maioria não se torna artista; torna-se, porém, um cidadão mais completo. E o mais importante de tudo: torna-se uma pessoa mais feliz!
Os projetos sociais e educacionais em todo o mundo que envolvem a aprendizagem musical não negam esta afirmação: "A educação musical transforma!"
ORIENTAÇÃOES PARA OS PAIS
0 a 2 anos
Existem cursos de música especializados para mamães e bebês no Brasil.
Em casa, converse muito e cante de frente para os filhos(para que visualizem a boca).
Coloque músicas mais lentas e com sons agudos antes do sono do bebê e faça com massagens pelo seu corpinho (vá nomeando as partes do corpo que estão sendo massageadas).
Maracás, chocalhos, tambores e xilofones são encontrados também em lojas de brinquedos e podem ser utilizados.
2 a 4 anos
Assista DVDs musicais ao lado dos filhos e vá conversando e provocando o raciocínio lógico.
Existem métodos que iniciam a aprendizagem intrumental nesta faixa etária, como violino.
Grave suas vozes, utilize microfone para ampliar e valorizar a fala e o canto com articulação corretas.
5 anos em diante
A criança pode estudar música com um intrumento musical já escolhido
Profissionais com produção variada e de qualidade para crianças: Bia Bedran, MPBaby, Superbebê-música, Palavra Cantada, Thelma Chan e Toquinho.
Crianças e adolescentes
Devem ser expostos a música de qualidade. Leve-os a concertos e shows regularmente. Ter em casa CDs e DVDs com repertório variado, inclusive com música instrumental e clássicos.
SOBRE O AUTOR
NYDIA MONTEIRO
Educadora Musical e musicoterapeuta.Pós-graduada em musicoterapia, atende em Teresina e é presidente da Associação de Musicoterapia do Piauí (AMT-PI). Saiba mais »
contato: nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br
quarta-feira, 10 de março de 2010
A MUSICOTERAPIA E O PRATICANTE ESPORTIVO: RITMO IMPULSIONANDO MOVIMENTOS E SUPERANDO BARREIRAS.
*ARTIGO ESCRITO DE MINHA AUTORIA E PUBLICADO NA REVISTA PORTUGUESA "O PRATICANTE" MARÇO-PÀGINA 79
Assim como o universo, todo ser humano é dotado de ritmo. O ritmo é considerado o elemento musical mais associado ao movimento. Na atividade física, o ritmo facilita a coordenação motora e a integração funcional de todos os aspectos. Coordenação motora é a realização intencional de um movimento. O fisiologista Charles Fere (cronobiologia) concluiu que são os estímulos rítmicos, antes de quaisquer outros, que conseguem “aumentar o rendimento corporal”. São numerosas as pesquisas mundiais que apontam e reafirmam estas possibilidades de utilização benéfica. A presença de estímulos rítmicos acrescenta estabilidade imediata no controle motor, mais do que através de um processo gradual de aprendizagem.
CÉREBRO, RÌTMO E MOVIMENTO
O planejamento motor ocorre no lobo frontal, onde o córtex pré-frontal na superfície externa e a área motora suplementar analisam os sinais que chegam de outras partes do cérebro, indicando essa informação como uma posição no espaço e memória de ações passadas. Depois, essas duas áreas acessam o córtex motor primário que define quais músculos precisam se contrair, e envia as instruções pela medula espinhal até os músculos. Esses últimos devolvem os sinais para o cérebro. O cerebelo usa essa resposta muscular para auxiliar no equilíbrio e aprimorar os movimentos, sendo responsável pelo ajuste rítmico e reações emocionais à música. Os gânglios de base reúnem informações sensoriais das regiões corticais e as transmite por meio do tálamo até áreas motoras do córtex (responsável pela modelação do ritmo, andamento e métrica, controle de movimentos intencionais e globais do corpo).
EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS EM ATIVIDADES DESPORTIVAS
-Karageorghis, (pesquisador da Univ. Brunel-Inglaterra) concluiu que escutar música animada durante atividade física aumenta a resistência física e estimula o praticante a acrescentar mais 15% de tempo ao seu treino. E o melhor: não percebe.
-O campeão Michael Phelps utiliza sempre seu Ipod antes de iniciar as competições para melhorar sua concentração.
-Alguns atletas mentalizam canções preferidas e que julgam adequadas, para melhorar a performance.
PARALISADOS CEREBRAIS E A UTILIZAÇÃO DA CAPOEIRA TERAPEUTICAMENTE
A característica principal da paralisia cerebral é a desordem motora, que varia em suas manifestações de acordo com a área encefálica comprometida. Muitos têm movimentos involuntários por ter comprometimento nos gânglios basais do cérebro.
No Brasil, a capoeira é um esporte ou arte marcial que une a luta, música e dança. É um patrimônio cultural afro-brasileiro com infinitas possibilidades motoras. O ritmo na capoeira pode ser vivenciado através dos instrumentos musicais (berimbau, atabaque, pandeiro, agogô, reco-reco), movimentação corporal, palmas e canto. Em centros de reabilitação física a capoeira trabalha com os objetivos de desenvolver noções de equilíbrio, ritmo, coordenação, harmonia de movimentos, flexibilidade, agilidade, força e velocidade. Também estimula a sociabilização, a integração familiar, inclusão social e melhoria da auto-estima. (AACD-BRASIL/ CEIR-Teresina-PI-Brasil-Setor de Reabilitação Desportiva)
A MUSICOTERAPIA E O PRATICANTE ESPORTIVO
O profissional capacitado em musicoterapia pode ser um importante aliado no planejamento e nas atividades esportivas. Seus conhecimentos técnicos podem ser utilizados na forma de consultoria, planejamento ou mesmo na aplicação de algumas práticas musicoterapêuticas durante os estressantes e exaustivos treinos diários.
Fontes: Brown,S.; Levitin,D.; Karageorghis,C.; Parsons,L.; Sacks,O.; Thaut,M.
Nydia Cabral Coutinho do Rego Monteiro - Musicoterapeuta clínica na área neurológica e do centro de Reabilitação Física-CEIR-Teresina-Piauí-Brasil
E-mail-nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br
www.musicoterapianopiaui.blogspot.com
www.ceir.org.br
educador físico CEIR – Childerico Robson-e-mail: childerico-luciane@hotmail.com
www.efdep.org.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Recém-nascidos têm sensibilidade musical
Um estudo da Universidade Vita-Salute del San Raffaele, em Milão, verificou que os recém-nascidos são sensíveis às notas musicais e que têm capacidade para reconhecer as dissonâncias e mudanças de tom das melodias logo nos primeiros dias de vida.
De acordo com os investigadores, este estudo poderá ser importante na medida em que contribuiu para determinar se a percepção da música é inata ou resultado do ambiente em que um bebé vive.
Os autores desta investigação, cujos resultados foram publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, recorreram a 18 recém-nascidos, a quem apresentaram três excertos de músicas com a duração de 21 segundos. O primeiro era uma melodia tocada em piano, o segundo era semelhante, mas com algumas notas num tom mais alto. Já o último excerto era totalmente dissonante.
Enquanto ouviam as melodias, os bebés foram submetidos a ressonâncias magnéticas que permitiram verificar quais as partes do cérebro que eram activadas durante o processamento das informações recebidas pela música. Os investigadores constataram assim que em todos os casos, o hemisfério direito do cérebro foi activado, nomeadamente as mesmas zonas que são activadas durante a apresentação de excertos musicais de músicas para adultos. Já quando ouviram as músicas alteradas, a activação do hemisfério direito foi mais fraca, em prol de uma zona do hemisfério esquerdo que foi activada.
"Esses resultados mostram que o cérebro dos recém-nascidos apresenta capacidades de percepção da música desde as primeiras horas após o nascimento", consideram os investigadores, acrescentando que "além disso, eles já estão aptos a reconhecer as dissonâncias e as mudanças de tom".
CiênciaHoje: Últimas Notícias-Site portugues de notícias científicas.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
CÉREBRO E MÚSICA
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
MUSICOTERAPIA AJUDA CRIANÇAS EM REABILITAÇÃO NO APRENDIZADO DA FALA
***MATÉRIA DIVULGADA NO SITE www.diariodasaude.com.br e pelo site de inovação tecnológica-redigida por Raquel Feldman**************************************
Longo caminho-Crianças que recuperam a audição depois de receberem implantes cocleares têm um longo caminho a percorrer antes de serem capazes de falar.
Agora, um estudo feito na Universidade de Aalborg, na Dinamarca, revela que a musicoterapia pode auxiliar no processo de reabilitação dessas crianças, para que elas adquiram mais rapidamente a capacidade da linguagem.
Implantes coclearesAlgumas crianças que nascem com deficiência auditiva, e que não são candidatas ao uso de próteses auditivas, têm 90% de chances de adquirir a capacidade auditiva normal submetendo-se a um procedimento de implante coclear.
Após a operação, no entanto, a criança - que nunca ouviu antes - deve passar por um longo processo de reabilitação antes de poder começar a falar.
Forma não-verbal de comunicação
Durante o estudo, a pesquisadora Dikla Kerem examinou os efeitos específicos que a musicoterapia tem sobre o potencial de desenvolvimento de crianças com idades entre 2 e 3 anos que se submeteram a implantes cocleares, especificamente em termos de melhoria da comunicação espontânea.
"A música conta com diversos elementos que também são componentes da linguagem e, portanto, como uma forma não-verbal de comunicação, é adequada para a comunicação com essas crianças quando elas ainda são incapazes de usar a linguagem," explica a Dra. Kerem.
Segundo a pesquisadora, as interações comunicativas, especialmente aquelas iniciadas pelas crianças, são fundamentais para o desenvolvimento da comunicação normal, sendo pré-requisitos para o desenvolvimento e aquisição de linguagem.
Ela acrescenta que as crianças em fase de reabilitação estão sob muita pressão - especialmente dos pais - para começarem a falar. Às vezes, essa pressão faz com que as crianças tornem-se introvertidas.
Efeitos da musicoterapia
A musicoterapia reforça a comunicação não-verbal dessas crianças e, assim, diminui a pressão sobre elas para a troca verbal e o oferecimento de respostas faladas.
O estudo consistiu em dezesseis sessões oferecidas para as crianças após o implante coclear. Oito das sessões incluíram atividades relacionadas à música (tais como jogos com instrumentos de percussão, brincadeiras vocais e ouvir canções simples) e as demais incluíram brincar com brinquedos e jogos sem sons musicais. Cada uma das sessões foi filmada e analisada.
Os resultados mostraram que, durante as sessões nas quais a musicoterapia foi utilizada, a comunicação espontânea das crianças foi significativamente mais frequente e prolongada.
Ponte entre dois mundos
A pesquisadora também descobriu que a exposição à música deve ser gradual, passando pela utilização de experiências musicais que envolvem parâmetros musicais básicos (como a intensidade e ritmo).
"A música pode constituir a ponte entre o mundo silencioso que a criança conhecia e o novo mundo de sons que lhe foi revelado depois da operação. Também é importante que os pais e os profissionais de saúde aprendam a melhor maneira de expor as crianças à música, o uso da música para a comunicação e a importância da abordagem indireta do terapeuta, que melhorou a comunicação das crianças em um grau maior do que em uma abordagem direta," diz Kerem.
"A musicoterapia está gradualmente penetrando no campo da reabilitação, mas ainda há muito trabalho a ser feito para melhorar a consciência [dos profissionais de saúde] sobre esta importante área," conclui a pesquisadora.
sábado, 2 de janeiro de 2010
FELIZ 2010 !!! COM MUITO EQUILÍBRIO E MUSICOTERAPIA.
ESTAMOS INICIANDO MAIS UM ANO . SEMPRE COM EXPECTATIVAS POSITIVAS E DESEJOS DE EQUILÍBRIO PARA TODOS.
QUE ESTE ANO POSSAMOS COLABORAR MAIS E MAIS PARA TORNAR A VIDA DAS PESSOAS MAIS
FELIZ E HARMONIOSA.
ESTAMOS PREPARANDO ALGUNS ARTIGOS E TRABALHOS PARA REVISTAS DE CLIENTELAS VARIADAS . CONTINUAREMOS AS PESQUISAS, PALESTRAS, CURSOS E TRABALHOS NA ÁREA DE MÚSICA, EDUCAÇÃO MUSICAL, MUSICOTERAPIA, CÉREBRO, NEUROCIÊNCIA E ORIENTAÇÕES A CLIENTELAS VARIADAS.
SE QUISSEREM LER O MAIS RECENTE ARTIGO PUBLICADO NA PERSONARE É SÓ VISITAR:
http://www.personare.com.br/revista/voce-hoje/materia/350/renovacao-atraves-da-musica
COM DESEJOS INFINITOS DE BEM ESTAR E FELICIDADE EM SUA VIDA , AGRADECEMOS SUA
VISITA E ESPERAMOS O RETORNO SEMPRE AO LONGO DE TODO ESTE ANO.
ABRAÇOS ...
NYDIA
domingo, 29 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
EQUILÍBRIO ATRAVÉS DA MÚSICA
LEIA ESTE ARTIGO QUE ESCREVI NA REVISTA PERSONARE.
ACESSE E DÊ SUA OPINIÃO.www.personare.com.br
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
3º ENCONTRO PIAUIENSE DE MUSICOTERAPIA
DIA 22 DE NOVEMBRO DE 2009 (DIA DA MÚSICA)
-Local:Sala madre Escobar-Rua Dr. Raimundo da Paz s/n-Bairro dos Noivos-Teresina-PI
Horário-9h às 12 h/ 15h às 18 h
Práticas em musicoterapia
Palestras diversificadas / Relato de experiências
Exposição material
Clientela: profissionais das áreas de: saúde, educação e outros interessados.
Investimento:R$10,00-estudante R$20,00-profissionais
Maiores informações:tel-(86)8812-2428/8808-7228-
Inscrições-
amt.piaui@gmail.com
www.associacaodemusicoterapiadopiaui.blogspot.com
Apoio: Fundação CCEPLAR
FICHA DE INSCRIÇÃO (enviar para o e-mail)
Nome-
Endereço completo-
Data de nascimento-
E-mail- Tels-
Profissional-( ) Sim Área-
Estudante- ( ) Sim Curso- Período- Faculdade-
Participação em eventos da área de musicoterapia-( )Sim ( )Não Quais?
Interesse em aprofundar conhecimentos em pós-graduação.( )Sim ( )Não
Caso afirmativo gostaria de ser contactado caso haja o 2º curso de especialização na UFPI?
( ) sim ( ) Não
*para cursar é obrigatório estar no ultimo período do curso de graduação ou já ser graduado
na área de música ou outras áreas . Ter conhecimento musical e dominar pelo menos um
instrumento musical harmônico.haverá prova específica de conhecimentos musicais.
sábado, 17 de outubro de 2009
O CÉREBRO DO MÚSICO COMO REFERENCIAL NAS PRÁTICAS
MUSICOTERÁPICAS DO SÉCULO XXI
Baseado em pesquisas atuais sobre o cérebro do músico e os efeitos da música em
outros cérebros este estudo busca referências sólidas na aplicação da musicoterapia
neste século. O objetivo é trazer novas possibilidades e referenciais científicos para
o profissional musicoterapeuta envolvido com pacientes neurológicos e outros em
equipe multidisciplinar. Auxiliando também na comunicação entre membros de uma
equipe científica com diversas formações, mas que compartilham objetivos
terapêuticos a serem atingidos com os mesmos pacientes em tratamento. Assim
estes estudos tem por base pesquisas neurocientíficas de: Altenmuller (2001),
Bigand (2000), Levitin (2007), Sacks (2007), Peretz e Zatorre (2003) e a aplicação
adaptada dos mesmos no fazer musicoterápico do século XXI.
Palavras-Chave: Musicoterapia, cérebro do músico, pacientes neurológicos.
Especialista em Musicoterapia –CBM-RJ-1998.Co-autora projeto de Especialização
em Musica-Musicoterapia-UFPI-2005.Musicoterapeuta do CEIR-Centro Integrado de
Reabilitação Física de Teresina-PI.Presidente AMT-PI-Associação de Musicoterapia
do Piauí. E-mail-nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br
INTRODUÇÃO
O interesse sobre cérebro e música encontra-se em crescimento, pois nunca
se pesquisou tanto sobre tal assunto no mundo como na atualidade. Neste trabalho
focamos mais os pioneiros desta área, tais como: Eckhart O. Altenmuller (Instituto de
Fisiologia da música e da medicina da Arte–Hannover, Alemanha), Emmanuel
Bigand (Instituto de Pesquisa e Coordenação acústica/Música-Dijon-Paris), Isabelle
Peretz(Laboratório de Neuropsicologia da Música da Universidade de Montreal-
Canadá), Robert Zatorre (Universidade McGill-Montreal-Canadá), Schlaug
(Universidade de Harvard), Daniel Levitin (diretor laboratório pesquisa MacGill) e o
Oliver Sacks. ( neurologista com trabalho de pesquisa com musicoterapeuta) Desta
forma, os musicoterapeutas, únicos profissionais que utilizam a música com
objetivos terapêuticos, não devem ignorar estas pesquisas. Ao contrário, devem ser
utilizadas como aliada para nortear suas ações e fortalecer a credibilidade entre os
profissionais da área de saúde. O objetivo proposto por este artigo é trazer novas
possibilidades e referenciais científicos para o profissional musicoterapeuta
envolvido com pacientes neurológicos e outros em equipe multidisciplinar podendo
também auxiliar na comunicação entre membros de uma equipe científica com
diversas formações.
1-ATUAÇÃO DA MÚSICA NO CÉREBRO
Quadro 1: O cérebro e principais centros de processamento musical
CÉREBRO PROCESSAMENTO MUSICAL
Córtex préfrontal
Criação de expectativas; violação e satisfação das expectativas.Planejamento
do tocar, cantar.
Córtex prémotor
Movimento, bater o pé, dançar e tocar um instrumento.
Córtex
sensorial
Reação tátil a tocar um instrumento .
Córtex
auditivo
As primeiras etapas da audição de sons, a percepção e a análise
de tons.
Córtex visual Leitura de música, observação dos movimentos de um executante.
(incluindo os do próprio)
Corpo caloso Liga os hemisférios esquerdo e direito.
Núcleo
accumbens
Reações emocionais à música
Amígdala Reações emocionais à música
Hipocampo Memória para a música, experiências e contextos musicais.
Gânglios
Basais
Órgão de sucessão-geração modelação do ritmo, do andamento e
métrica.(Wich, Levitin e Sacks )
Cerebelo Movimentos, como o bater do pé, dançar, e tocar um instrumento.
Também envolvido nas reações emocionais à música.
Fonte: adaptado de Levitin, 2007.p.276-277.
2- DETALHES RELEVANTES DAS PESQUISAS PARA A MUSICOTERAPIA
O cérebro, segundo Herculano-Houzel (2008) representa apenas 2% da massa
corporal, consome 20% da energia necessária. A redução de 1% desta energia é
suficiente para provocar desmaio ou mal estar. Ou seja, ele é essencial para a ação
do ser humano. O Cérebro do músico, segundo Sacks (2007) é o único que pode ser
reconhecido sem dificuldades por anatomistas, justamente pelos inúmeros estudos
já realizados e comprovados. O mesmo autor ressalta a coordenação de muitas
estruturas cerebrais (córtex-motor, núcleo do tálamo, gânglios basais, cerebelo) para
haver a atuação do músico. “O músico em sua plenitude é um milagre operacional,
mas um milagre com vulnerabilidades singulares e às vezes imprevisíveis”(Marsden
apud.Sacks, 2007, p.260). Os estudos cerebrais de músicos acometidos de doenças
e com seqüelas também tem sido úteis para desvendar mais os mistérios do
cérebro. Os músicos tendem a ter a parte frontal do corpo caloso maior (Schlaug
apud Levitin, 2007) e o cerebelo também maior. Aliado a isso há também uma
concentração maior de massa cinzenta (contem os corpos celulares, dentritos e
axônios e é responsável pelo processamento das informações) nas áreas motoras,
auditivas, visuoespaciais do córtex, como no cerebelo (Schlaug apud Sacks,2007).
Sluming (Hopen, 2009) com sua equipe da Universidade de Liverpool comprovou
maior densidade de substância cinzenta na área de Broca (fala) em músicos de
orquestra. Para os músicos esta área também faz a mediação de aptidões visuais e
o seqüenciamento de ações motoras rápidas. Descobriu-se também em pianistas
profissionais que certas regiões da substância branca são mais desenvolvidas. e
conectam partes do córtex cerebral vitais para a coordenação motora dos dedos e
áreas cognitivas operadas durante a produção musical (Úllen apud Field, 2008).
Bigand (Vieillard,2009) e Peretz(2009) tem investigado simultâneamente e com
parcerias internacionais em diversos laboratórios, chegando as conclusões de que
são dois os parâmetros musicais relacionados na expressão emocional: andamento
e modo. Andamento rápido e modo maior contribuem para expressão de alegria.
Andamento lento e modo menor, equivalência emocional negativa. Um modo menor
e uma dinâmica estimulante evocam um sentimento de raiva ou de medo (Bigand
apud Vieillard,2008). Parâmetros combinados e divergentes, os ouvintes utilizam o
andamento para julgar por ser mais simples de processar. Crianças identificam bem
cedo os índices emocionais na estrutura musical. Para Peretz (Vieillard,2008) a
música não evoca emoções apenas de acordo com a história pessoal de cada um
(ISO), mas que ela de fato as provoca. Fritz et all, neste ano apresentaram
resultados sobre reconhecimento emocional de três emoções e utilizaram população
africana isolada culturalmente, provando exatamente esta percepção universal das
emoções relacionadas a estes parâmetros. (em parceria com Peretz).
Complementando estas informações que podem ser utilizadas para reforçar
nossos princípios e aplicações musicoterápicas temos:
A importância do envolvimento emocional com as músicas por potencializar os
efeitos tem sido provada em inúmeras pesquisas. Levitin (2007) ao trazer alguns
resultados das pesquisas realizadas na MacGill ressalta que o cerebelo é mais
ativado quando as pessoas ouvem músicas familiares. Schmahmann (Levitin,2007)
de Harvard, reuniu provas suficientes de que o cerebelo também está envolvido na
emoção. Levitin em outra pesquisa realizada com Perry (2007) mostra os resultados
quando os pesquisados cantaram suas músicas preferidas: todos cantaram nas
alturas sonoras exatas ou próximas das originais, como também nos andamentos. O
que reforça também a memória potencializada pela emoção.
Quanto à percepção musical e os hemisférios já se comprova:
A percepção musical é hierárquica. Segundo Altenmuller (2009) o lado esquerdo do
cérebro parece processar elementos básicos como intervalos e ritmos. O direito
reconhece características gerais como a métrica e o contorno melódico. Zatorre
comprova a mesma afirmação em suas pesquisas (Levitin,2007) com pacientes com
lesão temporal direita. Peretz descobriu que o hemisfério direito do cérebro contem
um processador do desenho musical que efetivamente traça o contorno de uma
melodia e analisa-o reconhecendo posteriormente e o mais importante, está
dissociado dos circuitos do ritmo e da métrica do cérebro (Levitin, 2007). Sacks
(2007) afirma que em geral as deficiências na percepção da melodia estão
associadas a lesões no hemisfério direito. A disseminação do ritmo é muito mais
complexa e envolve o hemisfério esquerdo, sistemas subcorticais dos gânglios
basais, cerebelo e outras áreas é também destacado por Sacks.
Parte do artigo apresentado no Simpósio Brasileiro de Musicoterapia em Curitiba-PR.
Caso você tenha interesse em lê-lo integralmente é só solititá-lo através do meu
e-mail
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
terça-feira, 15 de setembro de 2009
ORQUESTRA DO CÉREBRO -revista época negócios on line
Orquestra do cérebro faz música com a força da mente No projeto, músicos usam uma espécie de capacete com eletrodos capazes de fazer a leitura das descargas elétricas do cérebro e emitir sons Por Época NEGÓCIOS Online Orquestra do cérebro: com a força do pensamento, músicos criam os sonsNada de violinos, violoncelos, flautas, tubas ou vibrafones. A Multimodal Brain Orchestra faz música a partir da força da mente, usando descargas elétricas dadas pelo cérebro. Um maestro "emocional" rege a apresentação a partir de suas emoções e batimentos cardíacosCriação de pesquisadores da Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, na Orquestra do Cérebro os músicos usam uma espécie de capacete com eletrodos capazes de fazer a leitura das descargas elétricas do cérebro. Os músicos têm funções diferentes. Cada um assiste a um tipo diferente de imagem, que estimula pontos diferentes do cérebro. Alguns ficam olhando para uma tela com linhas e colunas que apresentam diversas letras piscantes. Eles são orientados a olhar para uma determinada letra. Quando eles conseguem encontrar uma dessas letras, o cérebro emite um sinal conhecido como P300, que aciona um instrumento ou um som já gravado. Outros músicos visualizam uma caixa com luzes piscando em várias freqüências. Cada tipo de freqüência provoca um estímulo diferente na retina, que por sua vez gera uma descarga elétrica e aciona outros tipos de sons. Para reger a orquestra existem dois maestros, um tradicional e um outro "emocional", que vai assistindo a imagens e modificando o andamento das músicas a partir de suas emoções e seus batimentos cardíacos. A orquestra fez a sua primeira apresentação no congresso Science Beyond Fiction, na República Checa. O resultado final não é o que se pode chamar de melhor música do mundo, mas é uma prova do que o cérebro pode fazer mesmo sem as mãos. Veja você mesmo assistindo ao vídeo. Além do maestro emocional, a orquestra do cérebro tem também o maestro tradicional VÍDEO:Multimodal Brain Orchestra - Documentary
domingo, 13 de setembro de 2009
15 DE SETEMBRO-DIA DO MUSICOTERAPEUTA
MEUS TRABALHOS APRESENTADOS NO SIMPÓSIO BRASILEIRO
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA EM CURITIBA - PARANÁ
UM DOS PONTOS ALTOS DO SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA QUE ACONTECEU DOS
DIAS 4 A 8 DE SETEMBRO EM CURITIBA- PR FOI O CURSO E PALESTRA REALIZADA PELO
ARGENTINO (PRESIDENTE ASSOCIAÇÃO DA ARGENTINA) MUSICOTERAPEUTA GABRIEL FEDERICO.
TIVE O PRIVILÉGIO DE PARTICIPAR DOS DOIS.APRENDI MUITO!!
CURSO:
"AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E MUSICOTERAPIA APLICADA EM BEBÊS E CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN , PARALISIA CEREBRAL EOS DIFERENTES TRANSTORNOS NEUROLÓGICOS"
PALESTRA:
MUSICOTERAPIA PRÉ-NATAL
FANTÁSTICO!!!
VISITE O SITE DELE:
www.gabrielfederico.com
terça-feira, 25 de agosto de 2009
PREMEDITANDO O BREQUE (editado cérebro nosso de cada dia)
http://www.cerebronosso.bio.br/descobertas/2009/8/21/premeditando-o-breque.htmlMais do que apenas para acompanhar músicas, a percepção de ritmos regulares é importante também para atividades de interação social como dançar, produzir música em conjunto e até mesmo perceber, durante uma conversa, o momento certo de falar. Mas seria esta uma habilidade inata ou aprendida quando somos, por exemplo, embalados ao som de música por nossos pais? É o que um estudo de István Winkler e colaboradores, da Hungarian Academy of Sciences, procurou responder. Os pesquisadores observaram que o cérebro de crianças recém-nascidas responde a violações da batida em uma sequência rítmica quando a primeira batida de um ciclo é omitida. Isso indica que, ao ouvir uma música, os bebês já são capazes de identificar o intervalo entre as batidas e o padrão que elas obedecem, criando expectativas quanto ao início de um novo compasso.
Embora pareça surpreendente o cérebro de um bebê já ser capaz de detectar a falta de uma batida em uma sequência musical, essa capacidade não é, no entanto, uma habilidade específica inata para a música - e sim o resultado de uma habilidade genérica do cérebro: a capacidade de identificar padrões. Pelo jeito, eis algo que já nascemos sabendo! (LSBP, 22/8/2009)
Fonte: Winkler I., Haden G. P., Ladinig O., Sziller I. e Honing H. Newborn infants detect the beat in music. Proc Natl Acad Sci U S A, vol. 106(7), p. 2468-71, 2009.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
SINESTESIA e MÚSICA
Neste domingo, dia 26/7/9, no programa Fantástico da rede globo foi exibida uma matéria
sobre uma moça com reações sinestésicas ao ouvir sons e música. Ela tem per-
cepção alterada: olfativa e visual (cores).
Dr. Oliver Sacks (neurologista -USA) já descreveu alguns de seus pacientes com
algumas características sinestésicas em seus artigos publicados e em seu livro
"Alucinações Musicais"-edição brasileira.
Por ser bastante interessante, transcrevo em parte um artigo publicado em 2007
na revista "Mente e Cérebro"-
edição 168 - Janeiro 2007
OUVINDO CORES
Definida como contaminação dos sentidos, a sinestesia não é doença, mas um fenômeno sensorial quase sempre acompanhado de memória e criatividade excepcionais.
A sinestesia é um fenômeno de contaminação dos sentidos em que um único estímulo - visual, auditivo, olfativo ou tátil - pode desencadear a percepção de dois eventos sensoriais diferentes e simultâneos
Quando escrevo uma equação na lousa vejo os números e as letras de cor diferente. E me pergunto: que diabos meus alunos vêem?" A frase é do americano Richard Feynman, Nobel de Física em 1965. Ele faz parte de um grupo de pessoas para quem o número dois pode ser amarelo, a palavra carro tem gosto de geléia de morango e a nota fá evoca a imagem de um círculo, por exemplo. Essas são algumas das experiências sensoriais que povoam o cotidiano das pessoas com sinestesia. São sensações difíceis de imaginar, mas tremendamente reais para quem as vive, tanto que os sinestésicos pensam que todas as pessoas têm as mesmas percepções.
Eles raramente sabem que são dotados de uma característica particular, mas não tardam muito a descobrir sua memória prodigiosa e seu extraordinário potencial criativo. Estima-se que o fenômeno atinja uma em cada 300 pessoas.
A sinestesia é um fenômeno de contaminação dos sentidos em que um único estímulo - visual, auditivo, olfativo ou tátil - pode desencadear a percepção de dois eventos sensoriais diferentes e simultâneos. Há pessoas, por exemplo, que toda vez que sentem um odor (real), escutam certo som (imaginário). Outros enxergam em cor uma letra do alfabeto escrita com tinta preta. Não se trata de um transtorno temporário na maioria dos casos, ainda que haja algumas raríssimas exceções; por isso um dos principais critérios para o diagnóstico da sinestesia é sua estabilidade ao longo do tempo. Geralmente a associação entre estímulo e percepção ocorre apenas em um sentido: quem vê a cor vermelha (imaginária) toda vez que ouve nota dó (real) não escuta a mesma nota (imaginária) quando vê qualquer coisa vermelha (real).
Totalmente involuntária, a sinestesia não pode ser controlada, nem induzida na ausência do estímulo específico. E é justamente a incapacidade de controlá-la que a distingue das chamadas sinestesias cognitivas, que se caracterizam por associações de idéias (objetos, conceitos, cores, sons) e dependem, na maioria das vezes, de experiências artísticas individuais e de condicionamentos culturais.
Alguns exemplos de sinestesia cognitiva são pensar num campo florido enquanto se ouve As quatro estações de Vivaldi, ou desfrutar antecipadamente o sabor de uma maravilhosa torta que se vê na vitrine; em ambos os casos a pessoa sabe que não está no campo florido e que é preciso comprar a torta. Já a experiência sensorial induzida pela verdadeira sinestesia é percebida concretamente, como se fosse real.
SINTOMA POSITIVO
Segundo o psicólogo Jamie Ward, da Universidade de Londres, a sinestesia não é doença. "O que a distingue da maioria dos transtornos psiquiátricos ou neurológicos é o fato de os sinestésicos serem dotados de um sintoma positivo, isto é, de uma característica ausente na população geral. Os distúrbios geralmente se caracterizam pela ausência ou pelo comprometimento de uma função, como a afasia e a amnésia", diz.
Portanto, os sinestésicos são pessoas absolutamente normais, que não manifestam problemas cognitivos ou outras disfunções. Alguns estudos conduzidos pelo médico Richard Cytowic, pioneiro na pesquisa da sinestesia, indicam que a memória e a criatividade dos sinestésicos são superiores às da média da população. Por outro lado, o senso de orientação não é tão bom assim. A maioria dos sinestésicos é canhota e um percentual significativo confunde direita e esquerda. Seu ponto forte são as faculdades mnemônicas, particularmente a memória declarativa: os sinestéticos se lembram de muitos números de telefone, datas, senhas, fatos e eventos. Também é comum que se recordem com perfeita precisão de longos diálogos de filmes, trechos de livros e instruções verbais. O que não se sabe ainda, entretanto, é se essa capacidade excepcional se deve à sinestesia propriamente dita ou a algum fenômeno correlato.
O primeiro sinestésico registrado na literatura médica foi uma criança de 3 anos e meio em 1922. Até hoje não se sabe ao certo em que idade o fenômeno se manifesta, muito menos se as percepções cruzadas na infância são as mesmas na idade adulta. Nenhum sinestésico se lembra do momento exato em que começou a ver a letra A sempre pintada de vermelho ou a nota dó exalar um perfume de rosas. Segundo o professor de psicologia da Universidade de Trieste Walter Gerbino, durante o período de desenvolvimento da aprendizagem perceptiva os elementos do sistema sensorial se associam, de modo estável e regular, a estímulos específicos.
CONTINUAÇÃO
Massimo Barberi é jornalista científico.
domingo, 12 de julho de 2009
MÚSICA PARA TRATAR PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA
Falar da própria vida escolhendo músicas para expor sentimentos e vivências pode ser um recurso terapêutico que auxilia na reconstrução da identidade e ajuda a melhorar a qualidade de vida de portadores de doenças crônico-degenerativas. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) usaram a técnica em oito pacientes com esclerose múltipla, distúrbio neurológico progressivo que afeta adultos jovens e compromete principalmente os movimentos. Os resultados foram publicados nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria.
Depois de escolher entre dez e 15 músicas, os pacientes participaram de uma entrevista aberta na qual explicaram suas experiências pessoais com cada uma. A análise dos conteúdos mostrou que prevaleceram relatos associados à consciência emocional e corporal e primeiros relacionamentos.
Segundo os autores, a técnica da “autobiografia musical” permitiu que eles expressassem afetos, frustrações e desejos, reorganizando-os no contexto da doença e elaborando o senso de continuidade da vida. Pela primeira vez aplicado a pacientes com esclerose, o recurso terapêutico deve ser considerado como mais uma estratégia no tratamento multidisciplinar do distúrbio, recomendam os autores.
NOTÍCIA REVISTA MENTE CÈREBRO-9/07/2009
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/musica_para_tratar_pacientes_com_esclerose_multipla.html
quinta-feira, 9 de julho de 2009
MUSICOTERAPIA COM MAMÃES
A PEDIDOS DE ALGUMAS MAMÃES: MATÉRIA VEICULADA NA TV CLUBE EM JANEIRO DE 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
MUSICOTERAPIA-EFEITOS DA MÚSICA, DANÇA E ARTES
EXIBIDO NO PIAUÍ 1ª EDIÇÃO NO BLOCO "VOCÊ NA TV" DIA 6/07/09 ÀS 12:30 H
MUSICOTERAPIA NA ÁUSTRIA-JORNAL HOJE-REDE GLOBO
MATÉRIA EXIBIDA NO JORNAL HOJE NO SÁBADO DIA 4/07/2009-REDE GLOBO
segunda-feira, 6 de julho de 2009
MUSICOTERAPIA ANTECIPA ALTA EM HOSPITAL
Musicoterapia melhora o humor e antecipa alta em hospital, sugere estudo
(por Flávia Mantovani - Editora-assistente do Equilíbrio)
A musicoterapia não só melhora o humor de pacientes hospitalizados como pode até antecipar a alta médica. É o que sugere um levantamento feito por uma equipe da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), que desenvolveu um projeto nos hospitais Paulistano e TotalCor, em São Paulo, e Bezerra de Menezes, em São Bernardo co Campo (SP).
Dos cem pacientes ouvidos, 90% tiveram melhora do estado emocional, medida por questionários no início e no fim da sessão. Em 72% dos casos, houve antecipação da alta médica, avaliada por psicólogos e médicos.
Para Maristela Smith, coordenadora do curso de musicoterapia da FMU, a melhora no humor não acontece só no momento em que a equipe atua. "A música provoca efeitos bioquímicos. Atua em neurotransmissores como a serotonina e enriquece os circuitos neurais, o que intensifica o prazer. Os benefícios deixam resíduo."
No projeto, são usado flauta doce, violão, baixo e vários instrumentos de percussão. Em uma entrevista, monta-se a história sonora do paciente, que inclui seus ritmos preferidos. No quarto, os musicoterapeutas tocam, por cerca de 20 minutos, canções conhecidas e com mensagens de otimismo, e também compõem músicas para cada paciente.
Os estilos mais pedidos foram MPB (37%), clássico (18%) e sertanejo (15%). Roberto Carlos foi o preferido. A maioria dos pacientes tinha mais de 50 anos.
Para Alze Tavares, coordenador médico do Hospital Paulistano, pacientes de qualquer idade são beneficiados. "A música reduz a insônia, tem impacto nas freqüências cardíacas e respiratórias e até na pressão O humor melhora e o relacionamento com os profissionais de saúde, também."
No segundo semestre, a FMU pretende expandir o projeto para pacientes de outros hospitais.
ANDREIA BAGI
encaminhado por--
Catia Guimarães
jornalista
segunda-feira, 29 de junho de 2009
OS SONS QUE VIRAM TERAPIA-Matéria Jornal Meio Norte-19/06/09-caderno Theresina-p.1 a p3.
Os sons que viram terapia
Saúde/A Musicoterapia é hoje comprovadamente bem usada contra vários males, tanto
do corpo, como da mente
Simone Rodrigues e
Flávio Moura
Editoria Theresina
Um conjunto de sons, palavras e melodias. Essa é a denominação simplificada para a palavra ‘música’. Hoje, esse conceito se expande. O som não é mais apenas arte. Entre suas utilidades, é usada como terapia.
Animando, aliviando dores e aumentando a auto-estima, ela se transformou em musicoterapia, comprovada por vários estudos recentes como um verdadeiro remédio contra vários males. Males do corpo e da alma.
Segundo pesquisas, há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Cientistas acreditam que a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Ou seja, o homem sentia a vontade de organizar os sons ouvidos na natureza e, à medida que ia fazendo isso, percebia que os sons entravam em harmonia e davam uma sensação de prazer, ao ouvi-los ou ao juntá-los.
No entanto, embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humana. E agora, ou pelo menos, nos últimos 10 anos, uma outra utilidade vem sendo agregada à música: em tratamentos na área da saúde, por exemplo.
A Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos – som, ritmo, melodia e harmonia – por um musicoterapeuta qualificado, com graduação ou pós-graduação. Esse profissional utiliza a terapia à base da música com um determinado cliente ou grupo, em um processo para facilitar e promover a comunicação, a relação, a aprendizagem, a mobilização, a expressão, a organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.
Em outras palavras, a Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e/ou restabelecer funções do indivíduo, para que ele possa alcançar uma melhor integração intra e/ou interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação ou tratamento. É exatamente isso que acontece no Centro Integrado de Reabilitação – CEIR, que atende pacientes com algum tipo de deficiência no Estado.
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Qualquer estilo pode ser ‘bom’
Cont. da capa/Não importa o estilo. Desde forró à música clássica, qualquer ritmo pode ser usado para ajudar pessoas com a música. Quem vai definir isso é a afinidade musical que cada um tem
Simone Rodrigues e
Flávio Moura
Editoria Theresina
Nydia contou ainda que não existe um padrão a ser seguido pela Musicoterapia, mas que tudo vai depender do paciente. Segundo ela, não se pode afirmar que o forró ou a música clássica, por exemplo, são melhores estilos musicais ou dão melhores resultados na terapia. “Não existe um receituário na Musicoterapia. O profissional, por exemplo, não pode ter um estilo musical preferido. Todos os gostos devem ser trabalhados pelo profissional”, disse.
O andamento da Musicoterapia se desenvolve de acordo com vários métodos. Alguns são receptivos, ou seja, quando o musicoterapeuta toca uma determinada música ou emite um som para o paciente. Nesse tipo de sessão, os pacientes são aqueles com grandes dificuldades motoras ou, em apenas uma parte do tratamento, com objetivos específicos.
No entanto, na maior parte dos casos, a Musicoterapia é ativa: quando o próprio paciente exerce alguma função, toca algum instrumento, canta, realiza outras atividades, tudo, é claro, acompanhado pelo profissional. Em todos os métodos, a Musicoterapia faz com que o paciente consiga desenvolver alguma função física ou psicológica, a qual ele estava impossibilitado de fazer, por causa de alguma doença, por exemplo.
Cérebro de quem gosta de música é diferenciado
Inúmeros estudos já mostraram que o cérebro dos músicos, ou daqueles que se envolvem diretamente com a música, é diferente. O cérebro dessas pessoas possui uma representação sensorial aumentada nos dedos, além de mais fibras, ligando os dois hemisférios, bem como maior capacidade de discriminação de sons. A auto-estima, como não poderia deixar de ser, também é normalmente aumentada, além de sensação de bem-estar e de saúde.
De acordo com a maioria dos músicos, aquilo que se ouve é tão importante quanto aquilo que se come, por exemplo. Cardiologistas recomendam que seus pacientes evitem gorduras e comam carnes brancas, verduras, legumes, fibras e frutas. Da mesma forma, os músicos e as pessoas que se envolvem com música aconselham: é preciso dar importância para o que entra pelos ouvidos.
A música mexe com a emoção, o que foi comprovado cientificamente. Quando se ouve uma marcha militar, por exemplo, as pessoas têm vontade de sair
domingo, 24 de maio de 2009
SAÚDE AFINADA
Saúde afinada
Hospitais e pesquisadores usam música para acelerar recuperação de pacientes cardíacos
JULLIANE SILVEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA DE SÃO PAULO
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A pianista Beth Ripoli, 57, tocava uma música quando viu seu marido se aproximar. A composição era romântica, ambos choraram, o público se emocionou com a cena. Ele, o empresário Luiz Carlos Franco, 56, andava com dificuldade e arrastava o frasco de soro -estava internado havia alguns dias, recuperando-se de um infarto e da implantação de quatro pontes de safena. Ela tinha resolvido tocar o piano do hospital enquanto acompanhava o marido no pós-operatório.
"Eu precisava andar e vi que ela estava tocando, e a música me chamou a atenção. Imagina ter seu tronco aberto, pararem seu coração para operá-lo e depois ele voltar a bater. Fica-se em um estado muito sensível, alguns pacientes entram em depressão. E a música exercita sua sensibilidade do lado positivo", avalia Luiz.
Desde então, Beth apresenta recitais no HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, para pacientes e acompanhantes, como parte de um projeto que considera a música um dos componentes que ajudam na recuperação de pacientes com problemas cardiovasculares, principalmente em questões emocionais.
Silvia Cury Ismael, responsável pelo serviço de psicologia do HCor, observa em seus pacientes que ouvir música durante uma internação ajuda a resgatar questões esquecidas do lado de fora do hospital, o que faz com que se sintam mais motivados a se recuperar. O ambiente, afirma Ismael, se torna mais leve e menos depressivo.
Para a ciência, no entanto, a música vai além: os benefícios não são somente emocionais mas também se refletem na redução da pressão arterial e da frequência respiratória e na normalização das taxas de batimentos cardíacos.
É o que mostram alguns estudos, como a revisão científica divulgada no mês passado pela Cochrane Collaboration (rede global dedicada a revisão e análise de pesquisas na área da saúde). Foram avaliados 23 estudos com dados de 1.461 pacientes que se submeteram a sessões de música durante a internação após cirurgia ou infarto.
A maioria dos trabalhos comprovou que a música ajudou a reduzir pressão sanguínea, ritmo cardíaco, frequência respiratória, ansiedade e dor nos pacientes estudados.
Os trabalhos avaliaram a ação de diversas músicas -boa parte com harmonias consonantes e ritmos constantes (como algumas músicas eruditas, baladas e músicas próprias para relaxamento)- em sessões de musicoterapia ou audições de até 30 minutos.
"Os estudos não apontaram por quais mecanismos a música ajuda o sistema cardiovascular. No entanto, sabemos que a música diminui a atividade de regiões cerebrais que afetam as respostas emocionais e psicológicas. Isso reduz a liberação de hormônios estressores que podem afetar a frequência cardíaca e a pressão arterial", disse à Folha Joke Bradt, responsável pela revisão científica e diretor-assistente do Centro de Pesquisa em Artes e Qualidade de Vida da Temple University (EUA).
Experiências brasileiras
Dados preliminares de um estudo que será publicado nos "Arquivos Brasileiros de Cardiologia" também são promissores. A musicoterapeuta Cláudia Regina de Oliveira Zanini, professora da Universidade Federal de Goiás, avaliou o uso da técnica em pacientes hipertensos para sua tese de doutorado.
Zanini observou 46 pacientes da liga de hipertensão da universidade durante três meses. Metade deles participou de sessões de audição musical, composição e improvisação vocal, além de exercícios de respiração e relaxamento voltados para a música durante 30 minutos por semana. Ao final do período, a pressão arterial desse grupo havia caído de 150 mmHg por 90 mmHg para 133 mmHg por 80 mmHg. Já o grupo controle não apresentou redução significativa.
"O tratamento da hipertensão é de longo prazo, e muitos pacientes não aderem a ele. Entre os que têm pressão alta, somente 50% sabem disso e só 10% têm sucesso porque seguem o tratamento. Eu proponho a musicoterapia como um tratamento não medicamentoso, que seja um coadjuvante", afirma Zanini.
Para a cardiologista pediátrica Thamine Hatem, do Real Hospital Português de Beneficência, em Recife, o uso da música ajuda na recuperação mais rápida dos pacientes, pois as reações provocadas no organismo pela música podem diminuir o uso de sedativos e remédios para a dor.
"Quanto menor o uso de analgésicos e de sedativos, melhor. Quanto menos tempo a criança passa na UTI, menor é o risco de infecção", diz.
Hatem publicou, em 2006, uma pesquisa que avaliou como reagiram 84 crianças de até 14 anos nas primeiras 24 horas após uma cirurgia cardíaca, depois de uma sessão de música erudita. "Dava para ver que, se a criança estava angustiada e chorosa, acalmava-se ao colocar o fone de ouvido; muitas crianças dormiam durante o processo."
As crianças ouviram "A Primavera", de Vivaldi, por meia hora e tiveram melhora no ritmo de batimentos cardíacos, na frequência respiratória e na sensação de dor. "Uma frequência cardíaca muito alta aumenta a pressão e o risco de sangramento. Já a frequência respiratória elevada significa desconforto ou problema pulmonar -se é controlada, mostra que era causada mais por um desconforto", explica.
A aposentada Eunice da Silva Ferreira, 52, também sentiu os benefícios do uso da música após a cirurgia para colocar duas pontes mamárias no INC (Instituto Nacional de Cardiologia), no Rio de Janeiro.
Foram instaladas caixas de som ao lado dos leitos, que transmitem música erudita, sons da natureza e canções próprias para relaxamento durante todo o dia, das 8h às 22h.
"O ambiente hospitalar é frio, há pessoas sedadas. Eu tenho uma doença sem cura, e a música me ajudava a me desligar um pouco da realidade. O uso da música deu tão certo que nós pedíamos aos funcionários que colocassem sempre", diz Eunice, que acompanhou a implantação das caixas de som na UTI do instituto.
De acordo com o INC, um ano após a instalação de caixas de som na UTI, houve uma redução de 40% no consumo de tranquilizantes e sedativos.
Os pacientes podem até pedir aos funcionários que desliguem o som, mas, dizem os médicos, ninguém nunca o fez.
"A UTI tem muito barulho, luz acessa, aparelhos. O paciente está ansioso com o que vai acontecer e isso gera um estresse grande. As diretrizes [orientações das sociedades médicas] indicam ansiolíticos aos pacientes; muitos não conseguem dormir à noite, a ansiedade aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial", diz o cardiologista Marco Antonio de Mattos, diretor do INC.
Escolhas musicais
Na maioria dos estudos, as músicas utilizadas têm ritmos constantes, harmonias consonantes e são mais calmas, características que ajudam o paciente a relaxar.
"Não é qualquer música clássica que produz relaxamento. É preciso pensar em músicas mais calmas, com menor número de batimentos por minutos e que sejam bem harmônicas e agradáveis", aconselha o neurocientista Felipe Viegas Rodrigues, pesquisador do Laboratório de Neurociência e Comportamento da USP.
No entanto, fatores culturais e o gosto pessoal também devem ser levados em consideração na hora de utilizar a música como componente na recuperação do paciente.
"É preciso curtir a música, usufruir dela e de seus efeitos benéficos", sugere o neurologista Mauro Muszkat, coordenador do In Music, grupo multidisciplinar da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) que estuda a ação da música no organismo.
Não é possível, no entanto, determinar por quanto tempo o paciente deve ouvir música e quais seriam os tipos mais indicados. Muszkat resume: "Não dá para dizer o tempo adequado para cada indivíduo. De maneira didática, ouvir mais músicas, com graus diferentes de complexidade, um repertório variado, facilita ao organismo processar esses sons de formas mais variadas e mais amplas, inclusive com benefícios no sistema cardiovascular."
APRENDER MÚSICA TRANSFORMA O CÉREBRO
Vários estudos já mostraram que o cérebro dos músicos é diferente: possui uma representação sensorial aumentada dos dedos, mais fibras ligando os dois hemisférios, maior capacidade de discriminação de sons. Mas permanece uma questão: o cérebro fica assim por causa do treinamento musical, ou será que são justamente as pessoas com essas características que têm mais chances de perseverar no treinamento e se tornarem musicistas?
Esta é a pergunta que Krista Hyde, da instituição canadense McGill University, e colaboradores queriam responder em um trabalho feito com crianças que, a partir dos 6 anos de idade, começaram a ter aulas semanais de piano – ou apenas tinham aula de educação musical na escola, sem aprender um instrumento. Testes comportamentais e exames de imagem do cérebro foram realizados antes do aprendizado e quinze meses depois: haveria mudanças no cérebro das que aprendiam a tocar piano que as demais crianças não mostrariam?
A resposta foi claramente positiva: em comparação com o grupo controle, as crianças que aprendiam a tocar piano tiveram um aumento significativo do tamanho do córtex motor, do córtex auditivo e do corpo caloso na região, que reune as fibras que conectam os dois hemisférios (necessárias, por exemplo, para que as duas mãos sejam comandadas de maneira coordenada). Ao mesmo tempo, os aprendizes de piano já demonstravam melhor performance nos testes de habilidades motoras e de discriminação de melodias e ritmos do que as crianças do outro grupo.
O aprendizado de piano também causou um aumento inesperado do tamanho do córtex na região do cingulado posterior, uma área de integração entre informação visual e o sistema límbico, que participa do aprendizado da leitura da notação musical e permite que se associe a música a emoções. Essa mudança talvez facilite a criação de vínculos do instrumentista com a música, fazendo a experiência de tocar prazerosa e recompensadora.
Se a música também modifica outras estruturas ou habilidades cerebrais menos diretamente relacionadas a tocar o instrumento, como o raciocínio lógico e espacial? Isso ainda não se pode responder. Mas, por enquanto, fica a demonstração clara de que aprender a tocar piano modifica, sim, o cérebro.
Se for de fato apenas uma questão de prática, e não de genética... quantos futuros concertistas não teremos por aí, nas escolas, à espera apenas de uma oportunidade para colocar seus dedinhos – e seu cérebro – no piano? (LSBP e SHH, abril de 2009)
Fonte:
Hyde KL, Lerch J, Norton A, Fogeard M, Winner E, Evans AC, Schlaug G (2009). Musical training shapes structural brain development. J Neurosci 29, 3019-3025.
sábado, 9 de maio de 2009
CÉREBROS SINCRONIZADOS
©ERIC LIMON /SHUTTERSTOCK
Quando dois músicos tocam junto a mesma música, não são apenas seus instrumentos que se sincronizam, suas ondas cerebrais também, segundo estudo publicado na revista BMC Neuroscience. Pesquisadores da Universidade de Berlim usaram a eletroencefalografia (EEG) para registrar a atividade cerebral de oito duplas de guitarristas. Cada uma delas tocou simultaneamente uma melodia curta de jazz fusion cerca de 60 vezes enquanto seus cérebros eram monitorados.
As semelhanças entre as fases das ondas cerebrais, tanto no indivíduo como entre eles aumentou significativamente em dois momentos: quando ouviam as batidas do metrônomo – aparelho que mede o tempo musical – e depois quando tocavam guitarra (veja o vídeo do experimento http://tinyurl.com/daopbn).
As regiões frontal e central do cérebro envolvidas no processamento da música mostraram sincronização mais intensa, como os pesquisadores esperavam. A surpresa foi observar o mesmo efeito nas regiões temporal e parietal em pelo menos metade dos pares. Os autores acreditam que essas áreas tenham alguma participação, ainda desconhecida, na coordenação da ação entre indivíduos ou na apreciação da música.
“Nossos resultados mostram que ações coordenadas entre instrumentistas são precedidas e acompanhadas por acoplamentos oscilatórios entre cérebros”, diz Ulman Lindenberg, um dos autores do artigo. Embora vários estudos já tenham investigado os efeitos de melodias no cérebro de músicos, este é a primeira vez que eles são estudados em ação coordenada.
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MUSICOTERAPIA CONTRA SINTOMAS DE DEPRESSÃO
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MUSICOTERAPIA foi mais eficaz na redução dos sintomas de depressão que psicoterapia convencional
A musicoterapia pode reduzir os sintomas da depressão, segundo revisão sistemática publicada pela Biblioteca Cochrane, organização mundial dedicada ao estudo da eficácia de intervenções terapêuticas. Os pesquisadores analisaram cinco estudos que avaliaram o uso da música no tratamento de pessoas deprimidas, dos quais quatro mostraram que o método foi mais eficaz que outras técnicas psicoterápicas que não usam recursos musicais.
“Embora a evidência tenha origem em estudos de pequeno porte, ela sugere que essa é uma área que merece mais investigação”, diz a arteterapeuta britânica Anna Maratos, coordenadora da pesquisa. O interesse pela música como recurso terapêutico não é novo, mas tem crescido nos últimos anos devido a inúmeras experiências que mostram a influência benéfica da combinação de ritmos, melodias e harmonias em uma série de transtornos psíquicos. Alguns bons exemplos estão no livro mais recente do neurologista britânico Oliver Sacks, Alucinações musicais, publicado no Brasil pela Companhia das Letras.
Diferenças na resposta aos medicamento
O efeito das drogas antidepressivas costuma variar de pessoa para pessoa. De fato, em alguns pacientes, elas podem não surtir efeito algum. Incompreendida por muitos anos, a razão dessa variabilidade começa agora a ser decifrada pela genética.
Estudo publicado pela revista Neuron demonstrou que 11 variantes do gene que codifica uma proteína transportadora no cérebro são responsáveis pela menor eficácia de medicamentos como o citalopram (vendido no Brasil como Celexa, Cipramil e Cipran, entre outros) e venlafaxina (Alenthus, Efexor, Venlaxin etc.). Segundo os autores, os resultados ressaltam a necessidade da prescrição personalizada de drogas para depressão de acordo com o perfil genético do paciente. “Assim evitaríamos que um paciente tome um remédio que certamente não fará efeito, o que, além de frustrante, é um desperdício”, afirma Manfred Uhr, coordenador do estudo.
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sábado, 25 de abril de 2009
SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA -PR
EM SETEMBRO SERÁ REALIZADO MAIS UM SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA QUE ESTE ANO
ACONTECERÁ EM CURITIBA - PARANÁ. SERÁ DO DIA 4/09 A 8/09 E SEMPRE ACONTECEM CURSOS,
SEMINÁRIOS, PALESTRAS, DEBATES E O MAIS IMPORTANTE, CONTATOS ENTRE NÓS MUSICOTERAPEUTAS DE TODO O BRASIL E TAMBEM DE OUTROS PAÍSES.
O PIAUÍ SERÁ REPRESENTADO PELA AMT-PI E ALGUNS DE SEUS MEMBROS E EU (NYDIA) TEREI A
OPORTUNIDADE DE APRESENTAR 2 SEMINÁRIOS COM OS MEUS MAIS RECENTES ESTUDOS:
"APLICAÇÕES DA MUSICOTERAPIA EM REABILITAÇÃO FÍSICA NA ATUALIDADE"
"O CÉREBRO DO MÚSICO COMO REFERENCIAL NA APLICAÇÃO MUSICOTERÁPICA NO SÉC-XXI"
(BASEADO NAS MAIS RECENTES PESQUISAS NEUROCIENTÍFICAS MUNDIAIS SOBRE O CÉREBRO E A MÚSICA)
ALÉM DISSO TAMBEM APRESENTAREMOS EM VÍDEO UM DOCUMENTÁRIO SOBRE A MUSICOTERAPIA NO PIAUÍ:
"AMPLIANDO FRONTEIRAS: MUSICOTERAPIA NO PIAUÍ
MAIORES INFORMAÇÕES SOBRE O SIMPÓSIO:
"http://www.musicoterapia.mus.br">
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