terça-feira, 1 de março de 2011

Amigos do Ceir: Ceir na Mídia

Amigos do Ceir: Ceir na Mídia: "Com a matéria 'Musicoterapia revela talentos', o Jornal Meio Norte desta quarta-feira (16), expõe um pouco do trabalho realizado na Musicote..."
Dizem que dom a gente nasce com ele e muitas vezes precisa apenas ser despertado. No Centro Integrado de Reabilitação(CEIR) a musicoterapia tem mostrado que a arte tem um papel fundamental na recuperação e também no estímulo para superar barreiras.
E o que começa como uma prática rotineira de exercícios, tem revelado talentos. Nídia Monteiro, musicoterapeuta, relata casos curiosos de crianças que estão sendo assistidas no CEIR,que nunca fizeram aula de música e estão mostrando resultados surpreendentes.
São meninos e meninas que não haviam nem mesmo pego num instrumento e tocam com desenvoltura. Nayara Linhares, 18 anos,descobriu sua vocação através do teclado, instrumento que começou a tocar com o ingresso na musicoterapia. De voz doce e suave revela-se uma cantora nata, o que só fortalece o desejo de enveredar pelo caminho da música.
O belo sorriso completa a beleza dessa menina que desde cedo aprendeu que precisava superar seus limites. Ela teve paralisia cerebral e isso comprometeu os movimentos dos membros inferiores. A dificuldade de mexer com os dedos das mãos não a desanima a tocar, pelo contrário, é mais um incentivo para continuar tentando. Uma vez por semana,ela vai ao Centro de Reabilitação e toca o instrumento com a esperança de poder fazer isso cada vez mais.
Como ela, Gabriel Rabelo,11 anos, também tem se familiarizado com o teclado. Ele,que possui uma doença neuromuscular,chegou à musicoterapia e parece não querer sair mais. Segundo a mãe, Genoveva Rabelo, tocar tem transformado o menino, que antes era calado e arredio. “Ele quase não conversava comas pessoas. Venceu também um pouco a timidez. A gente percebe que a música ajudou a se expressar bem mais, a se socializar e não ter vergonha do seu problema”, comenta. Edvan Barbosa, 9 anos, é mais um dos que a cada dia superam obstáculos. Assim como Gabriel, ele também tem um problema neuromuscular.
Natural do município de Barras, vem toda semana a Teresina, onde faz tratamento no Centro. Melhorar de humor foi apenas uma das coisas que a musicoterapeuta trouxe a esse menino que já está arriscando os primeiros sopros na flauta, mas já desempenha bem no teclado.
Segundo Nídia, o que chama a atenção é o dom que esses meninos possuem. Com pouco tempo de contato com instrumentos musicais, mostram que têm talento e uma enorme vontade de aprender.
No CEIR, é desenvolvida a música de forma terapêutica.“Nós trabalhamos a reabilitação e também a habilitação”,diz, chamando a atenção para aspectos como a inteligência emocional e relação interpessoal que são lembrados durante o tratamento.
O desejo de aprender esbarra,em alguns casos, na falta de estrutura das escolas que não estão preparadas para receber alunos cadeirantes,como é caso de Nayara.“A Escola de Música funciona em um prédio tombado,o que não permite fazer reformas”, comenta Nydia, ressaltando o desejo dos meninos em estuda rmúsica. A EMT fica localizada no segundo andar da Central de Artesanato Mestre Dezinho. As escadas também representam problema para Gabriel que se cansa com facilidade.
A ideia, segundo a musicoterapeuta,é não só despertar neles o talento que já é fato,mas também fazer essa inclusão nas escolas para que desenvolvam ainda mais e possam, quem sabe um dia,se tornarem músicos.
No CEIR eles já tocam em pequenas apresentações e mostram que possuem jeito para isso, o que falta apenas é incentivo para quem continuem. “Se tivesse como,eu gostaria de aprender bem mais”, diz Nayara, comum sorriso no rosto de quem tem esperança de encontrar uma escola de música onde possa se desenvolver e tocar,quem sabe, outros instrumentos.“Eles têm talento e o que precisam é desenvolver”,comenta.
Matéria: Liliane Pedrosa

Caderno: Arte e Fest

Fotos: José Alves Filho

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nova terapia reverte efeitos do derrame cerebral

Nova terapia reverte efeitos do derrame cerebral: "Uma nova técnica que impulsiona o crescimento de fibras nervosas pode reverter grande parte dos danos causados por acidentes vasculares cerebrais, ou derrames."

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

COMEMORANDO 35 anos como profissional da MÙSICA



CADA MOMENTO DE MINHA VIDA MUSICAL VALEU A PENA, SEJA :
-NOS 43 ANOS DE ESTUDOS, QUE NUNCA BASTAM PARA O SABER.
-NOS 35 ANOS DE PROFISSIONAL DA MÚSICA, COMO INSTRUMENTISTA, EDUCADORA, DIRIGENTE, MUSICOTERAPEUTA.
QUERO PROSSEGUIR SEMPRE, ESTUDANDO, INVESTIGANDO, DEDICANDO, SERVINDO E TRANSFORMANDO A VIDA DAS PESSOAS POSITIVAMENTE.
QUE EU POSSA SER DIGNA DAS BENÇÃOS DE DEUS E CUMPRIR BEM MINHA MISSÃO.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

UM LINDO 2011 PARA TODOS!


O ANO ESTÁ COMEÇANDO E TAL COMO UM BEBÊ EM NOSSOS BRAÇOS, DEPENDE MUITO DE NÓS EM NOSSO (A) AMOR, AÇÃO, TRABALHO, LUZ , CONSCIÊNCIA PARA SER  PROTEGIDO, CONSTRUÍDO, CRESCER, EVOLUIR, INTERAGIR E CONTRIBUIR PARA O BEM DE NOSSO PLANETA.
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QUE ESTE ANO POSSA SER ESCRITO TODO DIA POR CADA UM DE NÓS COM: CONSCIÊNCIA, AMOR, FÉ, DEDICAÇÃO, PACIÊNCIA, VIBRAÇÃO, PAZ, HARMONIA.
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QUE CONTINUEMOS PLANTANDO DIÁRIAMENTE BOAS SEMENTES COM NOSSO TRABALHO, RELAÇÕES E ESPIRITUALIDADE.
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SE NOSSAS COLHEITAS NÃO FOREM TÃO BOAS COMO ESPERÁVAMOS, INICIE OUTRAS SEGUINDO O CAMINHO DO BEM E DA LUZ!
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A MÚSICA E A MUSICOTERAPIA PODEM SER BONS ALIADOS EM NOSSA CAMINHADA PELA VIDA. UTILIZE-AS MAIS ESTE ANO!


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COM MUITO AMOR DESEJO UM LINDO 2011 PARA TODOS VOCES...
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

2 NOVOS ARTIGOS MEUS PUBLICADOS

REVISTA SAPIENCIA - FUNDAÇÃO DE PESQUISA DO PIAUÍ.
"MUSICOTERAPIA E PRATICANTE ESPORTIVO"-p.37
http://www.fapepi.pi.gov.br/
nº 25 Ano VI-Setembro de 2010-ISSN-1809.0915-Distribuição em meios
acadêmicos e científicos

REVISTA PERSONARE
"CANTAR PARA VIVER EM HARMONIA"
http://www.personare.com.br/revista/saude-e-beleza/materia/1002/cantar-para-viver-em-harmonia

***Posso lhe enviar se você tiver interesse."

terça-feira, 23 de novembro de 2010

4º ENCONTRO PIAUIENSE DE MUSICOTERAPIA

NESTE DOMINGO, DIA 28 DE NOVEMBRO.
Das 8:30 h  as 12:30 h
AUDITÓRIO - CACC- UFPI- Ao lado Cine Teatro e Espaço Cultural Noé Mendes.
Entrada pelo Estacionamento da Biblioteca Central.-Teresina-PI
Inscrições limitadas.
Maiores informações e inscrições:
http://www.associacaodemusicoterapiadopiaui.blogspot.com/
Não percam e ajudem a divulgar...

domingo, 12 de setembro de 2010

MUSICOTERAPEUTA

SER MUSICOTERAPEUTA É: CANALIZAR A LUZ PARA ILUMINAR O ESCURO; LEVAR A VIBRAÇÃO DA MÚSICA PARA O ESTAGNADO; USAR O CONHECIMENTO PARA (re)ESTABELECER O PRAZER; ESTAR DISPONÍVEL ONDE MUITOS ABANDONARAM; É ACREDITAR NA VIDA QUANDO TODOS AGUARDAM A MORTE; DESCOBRIR A CADA DIA NOVAS POSSIBILIDADES; SER FELIZ EM SERVIR AO PRÓXIMO A CADA DIA; SOU MUSICOTERAPEUTA COM MUITO PRAZER!!! ************************************************************************************* PROGRAMAÇÃO: Distribuição de folders, DVDs, questionários para pesquisa , contatos em diversos locais de Teresina. Dia 15/09/10- Quarta-feira Manhã e Tarde- CEIR – Centro Integrado de Reabilitação Física -Nydia Monteiro-tel-8812-2428 e Leila Santos-tel-9976-3017 CIES - Centro Integrado de Educação Especial – (Em frente a Maternidade Evangelina Rosa)-Karine Jericó –tel-8808-7228 e Vanda Queiroz-tel-9458-5586 RFCC-PI-Rede feminina de Combate ao Cancêr-Hospital São Marcos-R.Olavo Bilac, 2300.Tel-3226-2323 –Nydia Monteiro-Tel-8812-2428 Clínicas- Psicocentro –(Av. Homero Castelo Branco, 1418 ) Rodrigo Melo –tel-8801-9769 Neurocare- A. Vilmary, .Joquei. Rejane Batista – tel-8855-9235 e Rodrigo Melo. Oncoclínica- R. Felix Pacheco, 2159 . Clínica Fernanda Daniel- Av. Pires de Castro, 688 . Centro/ Sul. Simone Assunção-tel-9452-2956 TCE-Tribunal de Contas do Estado- Av-Pedro Freitas, São Pedro- Olga Marques- Tel- 3215-3936 /8827-8634 PALESTRAS;******************************************************************** 15/9/10- 16 h – Hospital de Urgências de Teresina- HUT- Setor de Serviço Social 18:30h- Sala de Vídeo do CCE- UFPI- MUSICOTERAPIA NA ATUALIDADE- Clientela: Interessados em cursar Especialização em Musicoterapia- (Maiores informações-Tel- 8812-2428-Nydia)

domingo, 5 de setembro de 2010

MUSICOTERAPIA & NEUROCIENCIAS E MUSICOTERAPIA NEUROLÓGICA

Este ano no Brasil eventos fantásticos estão acontecendo nestas áreas. Participei do Curso de Neurociências e a Música em SP (agosto)com uma das maiores pesquisadoras desta área no mundo: Isabelle Peretz(Montreal -Canadá). Além das pesquisas já publicadas , ela trouxe novidades de pesquisas em andamento ainda não publicadas. Para o meu trabalho prático e os que estou desenvolvendo para apresentar em Salvador (30 e 31 de outubro)foi muito útil e esclarecedor. O CIMNAT- Congresso Internacional de Música, Neurociencias, Arte e Terapia que tambem pude participar foi além de minhas expectativas em relação a organização, palestrantes, cursos, organização e conteúdo. Muito bom! Parabens ao Centro de Musicoterapia Benenzon -Brasil -SP! -Não pude ir ao Curso de Musicoterapia Neurológica oferecido pela Sociedade Brasileira de Musicoterapia Neurológica- Goiania com as musicoterapeutas argentinas Camila Pfeiffer e Letícia Alberti (Neuromúsica). Mas já soube do sucesso de público e conteudo do curso. Perdi, mas me consolo por estar fazendo o curso de musicoterapia Neurológica da neuromúsica (Argentina) com as citadas musicoterapeutas.Tenho aprendido muito e melhorado minha prática.***************************************************************************** -Em outubro o ENPEMT-X ENPEMT · Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia Pesquisa em Musicoterapia: especificidades e diálogos com outros campos epistemológicos. 29 a 31 de Outubro de 2010 Hotel Golden Park, Salvador · Bahia · Brasil Realização ASBAMT NÂO PERCAM!!! Cada vez mais a Musicoterapia no Brasil tem intensificado sua atuação e provado sua eficácia . Eventos em diversos estados do Brasil , inclusive no Piauí , marcarão no dia 15 de setembro o dia do MUSICOTERAPEUTA.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

SITE DA THELMA CHAN EM JULHO

NESTE MÊS DE JULHO O SITE DA THELMA CHAN ESTÁ ESPECIAL PARA CRIANÇAS.TEM NOVIDADES E JOGUINHOS ESPECIAIS PARA AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES NESTAS FÉRIAS. NOSSO ARTIGO "EDUCAÇÃO MUSICAL TRANSFORMA" ESTÁ NELE. SINTO-ME HONRADA PELA ESCOLHA DA MARAVILHOSA MAESTRINA, COMPOSITORA, CANTORA, EDUCADORA: THELMA CHAN . www.thelmachan.com.br "www.thelmachan.com.br/palavradeamigo_Nydia%20Monteiro.html"

domingo, 27 de junho de 2010

MUSICOTERAPIA http://m.revistasextosentido.net/products/musicoterapia/

LEIA MEU NOVO ARTIGO PUBLICADO. DESTA VEZ NA REVISTA SEXTO SENTIDO A Musicoterapia tem como objetivo desenvolver potenciais ou restabelecer funções do indivíduo para que tenha uma melhor qualidade de vida. Por Nydia do Rego Monteiro ************************************************************************************** Ao lermos ou ouvirmos a palavra musicoterapia, seu significado imediato é o bem-estar que a música pode proporcionar. E logo pensamos: é ouvir música para ficar bem. Essa é a forma mais simples e imediata de raciocinar sobre ela. Também temos o hábito de dizer que é terapia tudo que nos causa efeito positivo quando fazemos. Mas a musicoterapia é muito mais que a palavra, que o significado imediato e o que pensamos saber. Musicoterapia é ouvir música, utilizar sons, fazer música, tocar, cantar, movimentar, improvisar, criar, compartilhar, relaxar, extravasar, alterar tônus e muito mais. Ela é realizada por um musicoterapeuta qualificado, que passou pelo menos 3.000 horas se preparando no curso de graduação ou se pós-graduando. Segundo a Federação Mundial de Musicoterapia: “é a utilização da música e/ou de seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) por um musicoterapeuta qualificado, com um grupo, num processo para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas. A Musicoterapia objetiva desenvolver potenciais e/ou restabelecer funções do indivíduo para que ele/ela possa alcançar uma melhor integração intra e/ou interpessoal e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação, reabilitação ou tratamento.” Em todo o mundo, podemos fazer tratamentos nesta área com profissionais devidamente capacitados. No Brasil, existem aproximadamente 3.000 profissionais formados e disponíveis em diversos ambientes da área de saúde, educação, consultórios, empresas etc. São registrados em associações de seus Estados, que estão filiadas à UBAM (União Brasileira de Associações de Musicoterapia). Os atendimentos são particulares, pelo SUS, gratuitos ou cobertos por ainda poucos planos de saúde. A clientela pode ser variada e diversificada por faixas etárias, classes sociais e culturas. Existe uma única contraindicação: a pessoa que sofre de uma epilepsia mais rara, musicogênica, em que crises são desencadeadas por sons. É uma terapia muito apreciada, inclusive em hospitais e em tratamentos paliativos. Não causa rejeição, ao contrário, desperta prazer e a sensação benéfica de vida e saúde. O vínculo terapêutico é muito mais rápido que outras terapias, porque a música intermedeia e agiliza essa relação. O paciente que passa por essa terapia costuma aceitar mais seu tratamento interdisciplinar e a entrada de outros profissionais, quase sempre aceitando melhor os tratamentos dolorosos e invasivos. A música é nossa companheira, vitalizadora de toda uma vida antes mesmo de respirarmos, ainda abrigados em meio líquido. É a nossa referência de cada momento vivido, seja de prazer, alegria ou dor e saudade. Podemos utilizá-la sempre em nosso benefício, mas caso nossas fragilidades ou necessidades aumentem, podemos procurar um profissional qualificado para nos ajudar. Procure um musicoterapeuta em sua cidade. As sessões podem ser individuais ou em grupo. Dicas de uma musicoterapeuta Para Você: Tenha o hábito saudável de ter um tempo diário para você. Alguns minutos por dia podem fazer uma grande diferença em sua saúde mental, física e até mesmo espiritual. Procure ouvir músicas selecionadas por você, que lhe façam bem e lhe tragam bem-estar. Se o melhor horário é antes de dormir, que seja, mas faça disso um hábito. Presenteie-se diariamente. Ame-se sempre! A nossa identidade sonora é única. O que serve como musica relaxante para um, pode provocar reações contrárias em outro. Por isso, se não souber ainda o que lhe faz bem, pesquise pela internet ou diretamente nas lojas especializadas, ouvindo e sentindo o impacto que cada música pode lhe causar. Você merece! E vale a pena arrumar um tempo para isso. Em pouco tempo, já terá um repertório adequado e o efeito benéfico será visível. Para muitos, o canto (videokê, aulas em casa, lazer) tem se tornado um hábito prazeroso, que traz benefícios respiratórios, inter e intrapessoais, na afinação, projeção e articulação de voz, melhoria de memória e ampliação de repertório. Experimente! Ou então, que tal entrar em um coral? Existem muitos em segmentos variados, inclusive em ambientes de trabalho ou religiosos. Todos que participam geralmente ficam mais felizes, ampliam suas relações sociais e culturais, além de todos os benefícios enumerados anteriormente no canto. É comum também descreverem o efeito terapêutico do canto coral. Para Gestantes: Ouça músicas selecionadas especialmente para seu bebê, de repertório tradicional familiar (bisavós, avós, mães, etc.) ou escolhidas exclusivamente para ele, logo após a 16ª semana. A audição do bebê já está plenamente desenvolvida ainda no ventre da mãe nessa fase. O hemisfério direito do cérebro do feto está em pleno desenvolvimento e as melodias e vozes estão ficando arquivadas, e serão reconhecidas assim que ele nascer. Nem precisa dizer o quanto ele ficará mais tranqüilo e se sentirá mais seguro. Para Idosos: É sempre bom exercitar a memória, a irrigação cerebral, o tônus da boca e o humor para quem já viveu tanto, fez tanto, amou tanto e se encontra inativo. Tantas vezes solitário, depressivo, achando que não é amado ou valorizado. A melhor forma é viajar no tempo, nesse imenso repertório de vida, formado sempre por incontáveis canções, cantores, compositores, bandas, orquestras. Se você é da família, amigo ou cuidador, resgate essas músicas e o faça cantar, falar sobre elas e rememorar sua tão grande experiência de vida. Essa lembrança antiga pode ser trazida também para o presente com conversas sobre fatos acontecidos ontem ou há pouco. Muitas músicas do passado estão sendo regravadas por novos artistas e poderão ajudar a situá-lo melhor no presente e compartilhar gostos. A música é um ótimo instrumento para isso. A troca vai ser maravilhosa e enriquecedora. Nydia do Rego Monteiro Educadora Musical e musicoterapeuta. Pós-graduada em musicoterapia, é presidente da Associação de Musicoterapia do Piauí (AMT-PI). E.mail: nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br Informações: www.musicoterapia.mus.br (informações de todos os Estados) http://www.musicoterapiabrasil.org.br Blog - www.musicoterapianopiaui.blogspot.com

sábado, 12 de junho de 2010

AME-SE PARA SER AMADO

MEU NOVO ARTIGO PARA PERSONARE. LEIA ESTE E OUTROS. ************************************************************************************* SEJA FELIZ SEMPRE!!!!

domingo, 30 de maio de 2010

QUADRO DE DESENVOLVIMENTO AUDIOMUSICOVERBAL

ESTE ANO TENHO ORGANIZADO E APLICADO UM QUADRO DE DESENVOLVIMENTO AUDIOMUSICOVERBAL PARA CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS.O OBJETIVO É LOCALIZAR A FASE DE DESENVOLVIMENTO QUE A CRIANÇA ESTÁ ANTES DE INICIAR TRATAMENTO MUSICOTERAPEUTICO (GERALMENTE NO CENTRO DE REABILITAÇÃO E NO MEU CONSULTÓRIO ELA TEM UM ATRASO NO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR), ESTABELECER OBJETIVOS E IR AVALIANDO SUA EVOLUÇÃO PELO QUADRO E CASO ALCANCE OBJETIVOS VIÁVEIS, DAR ALTA. PARA ISSO O DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO PADRÃO NORMAL É UTILIZADO COMO REFERENCIA. POR ISSO O EDUCADOR INFANTIL, MUSICAL OU NÃO TAMBEM PODE APLICÁ-LO PARA PLANEJAR SUAS AULAS E AVALIAR A EVOLUÇÃO DE SUAS CRIANÇAS. INCLUSIVE ,DETECTAR DIFICULDADES E ENCAMINHAR PARA PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE. ESTE QUADRO FOI UMA NECESSIDADE DE MEU TRABALHO DIÁRIO NO CENTRO DE REABILITAÇÃO FÍSICA EM EQUIPE MULTIDISCIPLINAR (FISIOS, TOS,PSICOS, FONOS, MÉDICOS, EDUCADORES FÍSICOS, ARTE, PEDAGOS, E OUTROS) PARA ELABORAR RELATÓRIOS OBJETIVOS , PONTUAIS E CLAROS EM NOSSA ANÁLISE PARA A EQUIPE. ************************************************************************************* ************************************************************************************** -1 MÊS / 2 MESES- Os recém-nascidos reconhecem vozes familiares ouvidas durante a gestação a partir do 5º mês , principalmente as da mãe .Reconhecem tambem melodias ouvidas durante a gravidez da mãe, quase sempre ficando tranquilos.São sensíveis às notas musicais e têm capacidade para reconhecer as dissonâncias e mudanças de tom das melodias . Ao ouvir uma música, os bebês já são capazes de identificar o intervalo entre as batidas e o padrão que elas obedecem, criando expectativas quanto ao início de um novo compasso. O choro é sua comunicação. Emite sons como:ah,eh,uh. Segura maracá, chocalho. Percebe sons com rapidez. Reconhecem o rosto da mãe.Acompanham com os olhos os objetos e os sons. ************************************************************************************* ************************************************************************************** -3 MESES- Fase do balbucio. Prazer em repetir sons. Intervalo de 3ª menor é emitido (mi a sol 3). Gosta de objetos sonoros e coloridos.Começa a voltar a cabeça para a fonte sonora. Produz ruídos com a garganta e estala o céu da boca .Reage a barulhos arregalando os olhos. As mãos são a descoberta e as mantem abertas e segura objetos com firmeza. Bate em um móbile e consegue um som ou movimento.(relação causa e efeito) Leva tudo a boca. Chora quando é deixado sozinho.(sinal de sociabilidade) Sorri em resposta a outro sorriso e a conversas . ************************************************************************************* ************************************************************************************** -6 MESES- Localiza sons laterais. Brinca com objetos sonoros.Sacode maracás e chocalhos. Emite sons simples.Pode balbuciar mama, papa sem associar significado. Lambe,morde, chupa tudo a seu alcance.Pode discernir vozes:amáveis de bravas. Imita expressões. Se diverte com jogos;”cadê nenê?Achou! ************************************************************************************* ************************************************************************************** -9 MESES- Localiza sons para o lado e para baixo indiretamente. Entende algumas palavras como o “não”, seu nome, Brinca de soltar brinquedos no chão e espera que peguem de volta.Busca objetos.Fase da lalação:da,nenê.Emite sons semelhantes ao seu meio.Bate palmas,joga beijos,dá tchau.Toca tambor,pandeiro,maracás,chocalhos e outros. Utiliza baquetas com as 2 mãos.Polegar e indicador funcionam como pinça para pegar. ************************************************************************************* ************************************************************************************** -1 ANO- Localiza sons laterais, para baixo e indiretamente para cima.Tenta se expressar e aponta. Fala “dá”.Entende conceitos como “aqui”,”lá”,”dentro”,”fora”,”para cima”,”para baixo”.Ataques de birra.Imita e copia ações e pessoas.Entende comandos.Grava músicas e algumas palavras e significados.Canta palavras dos finais de frases.A tessitura de voz pode alcançar 5 sons.(dó a sol 3).Gosta de dançar, apertar botões. Gosta de instrumentos de teclado.Pode soprar apitos e flautas.A rotina e firmeza dos pais ajudam a reforçar a estrutura emocional das crianças.Brincadeiras de “esconde-achou” ajuda a lidar com perda e reencontro. ************************************************************************************* ************************************************************************************** -2 ANOS-Localiza os sons em qualquer ângulo.Período da justaposição de 2 palavras.Gosta de elogios e agradar a adultos.Entende simbolismos. Começo do prazer da socialização.Começa a perceber as regras. Localiza objetos e aponta.Pode fazer instrumentos musicais simples como maracás.Responde a perguntas e a conversa. Possessivo, quer que tudo seja dele.É marcado pelo negativismo:”Não vou”,”não quero”, “não gosto”.Toca instrumentos de bandinha rítmica e mantem rítmo por imitação.Ex:pandeiro, tambor, castanhola, reco-reco,ganzá,etc.Canta músicas inteiras (dó a lá 3)e repete movimentaçõeS. ************************************************************************************** O QUADRO COMPLETO É ATÉ 5 ANOS. A ELABORAÇÃO DO ARTIGO CIENTÍFICO ESTÁ SENDO FEITA E A REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA CONSTA NA MESMA. **CASO VOCÊ TENHA INTERESSE EM APLICÁ-LO, ENTRE EM CONTATO COMIGO . ENVIAREI COMPLETO. AS EXPLICAÇÕES E QUESTIONÁRIO TAMBEM. OBRIGADA PELO SEU INTERESSE E PARTICIPAÇÃO. NYDIA .

quinta-feira, 6 de maio de 2010

HOMENAGEM A MAMÃES

MÚSICA PARA MAMÃES GESTANTES

PELA MUSICOTERAPEUTA NYDIA DO REGO MONTEIRO ************************************************************************************* O privilégio de abrigar no ventre um ser em formação é realmente um presente divino, mas também uma grande responsabilidade. O corpo, a mente e o espírito da mãe deve se preparar para esta maravilhosa, grandiosa e ao mesmo tempo tão natural missão. Cada mãe deve tomar consciência que durante todos os meses de gestação os cuidados são tão importantes como após o nascimento. A partir da 16ª semana de gestação a audição do bebê já está desenvolvida, desta forma devemos orientar as mães quanto ao controle da respiração e relaxamento através da utilização de músicas que proporcionem o fortalecimento emocional da gestante e do bebê. Devem também fazer a escolha e uso de um repertório musical para o bebê, para que possa ser utilizado e imediatamente reconhecido pelo bebê ao nascer. A voz da mamãe, pai e outros entes queridos também podem e devem ser utilizados. O canto com a voz da mamãe só potencializa todo o efeito positivo que a música pode trazer no desenvolvimento global do bebê. A orientação especializada do musicoterapeuta pode fazer toda a diferença. Algumas orientações podem ser dadas e utilizadas pelas mamães gestantes: -Ter sempre em mente que os seus batimentos cardíacos são a referência para o seu bebê de que ele está seguro. Por isso, manter batimentos cardíacos bem controlados através de respiração controlada e equilibrada é muito importante. -Conversar muito com seu bebê com voz amorosa e tranqüila deve virar rotina. -Evitar ambientes ruidosos, tumultuados e agressivos. -Preparar um repertório musical para seu bebê com CDs apropriados (disponíveis no mercado) e cantando músicas que são especiais para a mamãe e fazem parte da identidade sonora da família (cantadas por bisavós, avós, etc.). -Demarcar bem o início das atividades do dia e o término do dia, por exemplo, com alguma música, sons ou até mesmo frases ritmadas bem fáceis e alegres. -Os pais e irmãos podem compor uma pequena canção de boas vindas a este pequeno ser que vai nascer para o mundo, mas já nasceu para a família. Assim quando ele iniciar sua jornada sempre se sentirá amado e seguro. Pode ser gravado em estúdio e tocado durante o parto. -Lembrar que seu bebê está dentro de você, e apenas o que há de melhor neste mundo, que futuramente ele irá enfrentar, é que deve ser filtrado e passado nestes nove meses. E não esqueça: ele já sente e ouve! Que cada mamãe supere suas dificuldades, mas caso não seja possível usem o seu amor para fortalecer a si e ao seu bebê. Com certeza o amor pode superar os obstáculos. Uma boa gestação e um bom parto potencializados pela música!

ESPECIALMENTE MÃE DE UM SER ESPECIAL

Foto com as mães e as crianças de musicoterapia em grupo do CEIR-Bandinha do CEIR ************************************************************************************* *ESCRITO pela Musicoterapeuta Nydia Cabral Coutinho do Rego Monteiro *** ******** *** ******** *** Para a maioria das mulheres, o sonho de ser mãe um dia faz parte de sua vida. Durante a concretização desse sonho, as bênçãos divinas podem ser sentidas pela mulher, mas são somadas ao medo de que algo dê errado. O amor inunda esta já mãe que idealiza aquele ser em formação. Como será seu filho? E ela já vai criando em sua mente o filho “que gostaria de ter”. Eis que chega o grande dia em que terá seus filhos nos braços... Deus manda um ser muito especial, mas não o seu filho imaginado. Ela então tem que superar, transcender a perda e aceitar o presente especial. Aquele é um ser diferente, mais frágil, lutando pela vida. É neste momento que a nova Mãe começa a aprender o verdadeiro sentido da palavra maternidade. Ser mãe é : Amar incondicionalmente, sem exigir perfeição. É acreditar no impossível e lutar. É encontrar forças no cansaço. É valorizar cada conquista e agradecer. É ter fé sempre, mesmo quando tudo parece ruir. O filho vem com a vida ensinar: o amor, a superação, a luz. O filho vem ensinar àquela mãe que ela é uma mulher especial. O filho ensina a mãe que a força está nela, que a recebe do Pai Celestial. Convivendo diariamente com estas MÃES e estes FILHOS tão especiais, vejo como são exemplos tão perfeitos do verdadeiro significado de amar plenamente. Aprendo sempre e também posso ajudar a minimizar alguns sofrimentos inevitáveis. Neste artigo quero homenagear estas MÂES ESPECIAIS. Desejo muito mais bênçãos, sabedoria, força, fé, superação, alegrias, solidariedade e luz em suas vidas. Parabéns!!! COMPARTILHANDO CONSELHOS QUE PODEM SER ÚTEIS A SEU FILHO: • Seu carinho passado através de sua voz, tato, olhar, ações diárias são vitais para a superação dos obstáculos que seu filho enfrenta. • Os limites colocados pelos pais que toda criança deve ter para se educar e aprender para o mundo também são necessários àqueles ditos especiais. • Valorizar sempre o que ele pode e vai conseguindo fazer. Não destacar principalmente para ele o que ele não pode e talvez nunca poderá fazer. Tente enxergá-lo plenamente. • Ser realista e não criar falsas expectativas. Mas nunca perder a fé e ter objetivos próximos da realidade e em curto prazo estabelecidos. • Ter alegria na simples rotina, nas pequenas ações. A música e um repertório especial criado para aquela criança ao longo de sua vida podem ajudar a fortalecer a todos da família. • Não se achar super. Caso precise, não hesite em pedir ajuda a outros. Eles podem ter uma grande chance de serem úteis. • Cuidar de você é essencial para a qualidade de vida de seu filho. Se ele lhe vê bonita, feliz, saudável, confiante, amando, vivendo plenamente dentro do possível, saberá que ele está seguro e não é um peso em sua vida. Ele saberá que é amado. • Viva um dia após o outro e agradeça. Não queira sofrer por antecipação, pois o futuro só virá depois. E o presente pode lhe dar pequenos presentes que podem passar desapercebidos, caso não esteja atenta. • Em casos de deficiência sensorial, neurológica, física e outras, o profissional qualificado em musicoterapia pode ajudar. Algumas especialidades médicas a indicam e a musicoterapia faz parte da equipe multidisciplinar de saúde.

domingo, 25 de abril de 2010

SUA VOZ UMA PONTE PARA A HARMONIA

MAIS UM ARTIGO MEU PUBLICADO NA: www.personare.com..br/revista/saude-e-beleza/materia/510/sua-voz-uma-ponte-para-a-harmonia SE GOSTAR ,INFORME PARA OUTROS. AJUDE-ME A COLABORAR MAIS COM A QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS . DÊ SUGESTÕES E OPINIÕES.INCLUSIVE DE TEMAS A SEREM ABORDADOS. OBRIGADA PELA VISITA E VOLTE SEMPRE!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

EDUCAÇÃO MUSICAL TRANSFORMA

CASA E FAMÍLIA-Publicado pela Revista Personare EDUCAÇÃO MUSICAL TRANSFORMA Tocar ou cantar estimula as potencialidades das crianças por Nydia Monteiro Não há como negar a importância que a música tem em nossas vidas, seja no nível consciente, seja no inconsciente. Mas qual seria o seu poder de transformação do aprendizado musical, até mesmo de ampliação de nossos potenciais? Nossa audição é nosso referencial desde a gestação, é a porta de entrada principal para interagirmos com o mundo. Com esta interação podemos desenvolver no nível neuropsicomotor. Nosso cérebro vai literalmente se expandindo com suas sinapses e tornando?nos mais e mais capazes de ser, fazer e transformar a nós mesmos e ao mundo. Este potencial desenvolvido também traz equilíbrio para quem está envolvido nesse processo de aprendizagem musical. Quem convive diariamente com crianças e adolescentes que estudam música, tocando, cantando, improvisando e lendo partituras, observa que aquele que era agitado se torna mais calmo e concentrado. Ocorre também o oposto, deixando quem era muito tímido mais expansivo em suas relações. A neurociência e as inúmeras pesquisas na área do cérebro comprovam que a música atua em quase todas as áreas cerebrais. Nada escapa de ser estimulado e trabalhado. Os resultados ficam bem evidentes para quem observa a transformação pela qual estas crianças e jovens passam. Quanto mais cedo as crianças iniciam a aprendizagem musical, mais cedo sua linguagem, coordenação motora, compreensão, interação e aceitação de limites são estabelecidas."Quanto mais cedo as crianças iniciam a aprendizagem musical, mais cedo sua linguagem, coordenação motora, compreensão, interação e aceitação de limites são estabelecidas." Com os estímulos musicais e sonoros os dois hemisférios cerebrais são estimulados ao mesmo tempo, já que a música em seus elementos é processada em ambos. Está comprovado em laboratório também o aumento do corpo caloso (responsável pela comunicação dos hemisférios), córtex motor, cerebelo, hipocampo (memória), córtex auditivo, maior concentração de massa cinzenta (responsável pelo processamento das informações) nas áreas motoras, auditivas, visuoespaciais e área de Broca (fala) no cérebro dos músicos. Imagine quantos benefícios podem ser trazidos por uma educação musical na infância! BENEFÍCIOS TAMBÉM PARA OS JOVENS Os jovens que passam por um processo musical, em sua grande maioria, modificam comportamentos inadequados socialmente (vícios, agressividade), melhoram sua autoestima, desenvolvem sua inteligência emocional analítico-racional e senso estético. Além disso, percebem mais a realidade ao seu redor e as consequências de seus atos. A explicação científica é que o córtex pré-frontal é uma das ultimas áreas a amadurecer na adolescência e é ele o responsável pela capacidade de resolver os problemas e determina as respostas do comportamento do indivíduo ao estímulo recebido. Esta mesma área é bem desenvolvida nos músicos e está ligada ao planejamento do tocar e cantar. Mas não podemos deixar de enfocar o valor cultural de uma aprendizagem musical em relação ao próprio domínio da área e valorização de uma cultura de maior qualidade. A maioria não se torna artista; torna-se, porém, um cidadão mais completo. E o mais importante de tudo: torna-se uma pessoa mais feliz! Os projetos sociais e educacionais em todo o mundo que envolvem a aprendizagem musical não negam esta afirmação: "A educação musical transforma!" ORIENTAÇÃOES PARA OS PAIS 0 a 2 anos Existem cursos de música especializados para mamães e bebês no Brasil. Em casa, converse muito e cante de frente para os filhos(para que visualizem a boca). Coloque músicas mais lentas e com sons agudos antes do sono do bebê e faça com massagens pelo seu corpinho (vá nomeando as partes do corpo que estão sendo massageadas). Maracás, chocalhos, tambores e xilofones são encontrados também em lojas de brinquedos e podem ser utilizados. 2 a 4 anos Assista DVDs musicais ao lado dos filhos e vá conversando e provocando o raciocínio lógico. Existem métodos que iniciam a aprendizagem intrumental nesta faixa etária, como violino. Grave suas vozes, utilize microfone para ampliar e valorizar a fala e o canto com articulação corretas. 5 anos em diante A criança pode estudar música com um intrumento musical já escolhido Profissionais com produção variada e de qualidade para crianças: Bia Bedran, MPBaby, Superbebê-música, Palavra Cantada, Thelma Chan e Toquinho. Crianças e adolescentes Devem ser expostos a música de qualidade. Leve-os a concertos e shows regularmente. Ter em casa CDs e DVDs com repertório variado, inclusive com música instrumental e clássicos. SOBRE O AUTOR NYDIA MONTEIRO Educadora Musical e musicoterapeuta.Pós-graduada em musicoterapia, atende em Teresina e é presidente da Associação de Musicoterapia do Piauí (AMT-PI). Saiba mais » contato: nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br

quarta-feira, 10 de março de 2010

A MUSICOTERAPIA E O PRATICANTE ESPORTIVO: RITMO IMPULSIONANDO MOVIMENTOS E SUPERANDO BARREIRAS.

*ARTIGO ESCRITO DE MINHA AUTORIA E PUBLICADO NA REVISTA PORTUGUESA "O PRATICANTE" MARÇO-PÀGINA 79
Assim como o universo, todo ser humano é dotado de ritmo. O ritmo é considerado o elemento musical mais associado ao movimento. Na atividade física, o ritmo facilita a coordenação motora e a integração funcional de todos os aspectos. Coordenação motora é a realização intencional de um movimento. O fisiologista Charles Fere (cronobiologia) concluiu que são os estímulos rítmicos, antes de quaisquer outros, que conseguem “aumentar o rendimento corporal”. São numerosas as pesquisas mundiais que apontam e reafirmam estas possibilidades de utilização benéfica. A presença de estímulos rítmicos acrescenta estabilidade imediata no controle motor, mais do que através de um processo gradual de aprendizagem. CÉREBRO, RÌTMO E MOVIMENTO O planejamento motor ocorre no lobo frontal, onde o córtex pré-frontal na superfície externa e a área motora suplementar analisam os sinais que chegam de outras partes do cérebro, indicando essa informação como uma posição no espaço e memória de ações passadas. Depois, essas duas áreas acessam o córtex motor primário que define quais músculos precisam se contrair, e envia as instruções pela medula espinhal até os músculos. Esses últimos devolvem os sinais para o cérebro. O cerebelo usa essa resposta muscular para auxiliar no equilíbrio e aprimorar os movimentos, sendo responsável pelo ajuste rítmico e reações emocionais à música. Os gânglios de base reúnem informações sensoriais das regiões corticais e as transmite por meio do tálamo até áreas motoras do córtex (responsável pela modelação do ritmo, andamento e métrica, controle de movimentos intencionais e globais do corpo). EXPERIÊNCIAS PRÁTICAS EM ATIVIDADES DESPORTIVAS -Karageorghis, (pesquisador da Univ. Brunel-Inglaterra) concluiu que escutar música animada durante atividade física aumenta a resistência física e estimula o praticante a acrescentar mais 15% de tempo ao seu treino. E o melhor: não percebe. -O campeão Michael Phelps utiliza sempre seu Ipod antes de iniciar as competições para melhorar sua concentração. -Alguns atletas mentalizam canções preferidas e que julgam adequadas, para melhorar a performance. PARALISADOS CEREBRAIS E A UTILIZAÇÃO DA CAPOEIRA TERAPEUTICAMENTE A característica principal da paralisia cerebral é a desordem motora, que varia em suas manifestações de acordo com a área encefálica comprometida. Muitos têm movimentos involuntários por ter comprometimento nos gânglios basais do cérebro. No Brasil, a capoeira é um esporte ou arte marcial que une a luta, música e dança. É um patrimônio cultural afro-brasileiro com infinitas possibilidades motoras. O ritmo na capoeira pode ser vivenciado através dos instrumentos musicais (berimbau, atabaque, pandeiro, agogô, reco-reco), movimentação corporal, palmas e canto. Em centros de reabilitação física a capoeira trabalha com os objetivos de desenvolver noções de equilíbrio, ritmo, coordenação, harmonia de movimentos, flexibilidade, agilidade, força e velocidade. Também estimula a sociabilização, a integração familiar, inclusão social e melhoria da auto-estima. (AACD-BRASIL/ CEIR-Teresina-PI-Brasil-Setor de Reabilitação Desportiva) A MUSICOTERAPIA E O PRATICANTE ESPORTIVO O profissional capacitado em musicoterapia pode ser um importante aliado no planejamento e nas atividades esportivas. Seus conhecimentos técnicos podem ser utilizados na forma de consultoria, planejamento ou mesmo na aplicação de algumas práticas musicoterapêuticas durante os estressantes e exaustivos treinos diários. Fontes: Brown,S.; Levitin,D.; Karageorghis,C.; Parsons,L.; Sacks,O.; Thaut,M. Nydia Cabral Coutinho do Rego Monteiro - Musicoterapeuta clínica na área neurológica e do centro de Reabilitação Física-CEIR-Teresina-Piauí-Brasil E-mail-nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br www.musicoterapianopiaui.blogspot.com www.ceir.org.br educador físico CEIR – Childerico Robson-e-mail: childerico-luciane@hotmail.com www.efdep.org.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Recém-nascidos têm sensibilidade musical Um estudo da Universidade Vita-Salute del San Raffaele, em Milão, verificou que os recém-nascidos são sensíveis às notas musicais e que têm capacidade para reconhecer as dissonâncias e mudanças de tom das melodias logo nos primeiros dias de vida. De acordo com os investigadores, este estudo poderá ser importante na medida em que contribuiu para determinar se a percepção da música é inata ou resultado do ambiente em que um bebé vive. Os autores desta investigação, cujos resultados foram publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, recorreram a 18 recém-nascidos, a quem apresentaram três excertos de músicas com a duração de 21 segundos. O primeiro era uma melodia tocada em piano, o segundo era semelhante, mas com algumas notas num tom mais alto. Já o último excerto era totalmente dissonante. Enquanto ouviam as melodias, os bebés foram submetidos a ressonâncias magnéticas que permitiram verificar quais as partes do cérebro que eram activadas durante o processamento das informações recebidas pela música. Os investigadores constataram assim que em todos os casos, o hemisfério direito do cérebro foi activado, nomeadamente as mesmas zonas que são activadas durante a apresentação de excertos musicais de músicas para adultos. Já quando ouviram as músicas alteradas, a activação do hemisfério direito foi mais fraca, em prol de uma zona do hemisfério esquerdo que foi activada. "Esses resultados mostram que o cérebro dos recém-nascidos apresenta capacidades de percepção da música desde as primeiras horas após o nascimento", consideram os investigadores, acrescentando que "além disso, eles já estão aptos a reconhecer as dissonâncias e as mudanças de tom". CiênciaHoje: Últimas Notícias-Site portugues de notícias científicas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

CÉREBRO E MÚSICA

Muitas pessoas interessadas como eu nas pesquisas atuais sobre cérebro e música tem me solicitado fontes. O livro do Dr. Daniel Levitin "THIS IS YOUR BRAIN ON MUSIC" informa os pesquisadores mundiais nesta área. Eu li a tradução deste livro editada em Portugal. Acima está um anexo do livro. A pedidos minhas fontes de pesquisa para o meu trabalho "O CÉREBRO DO MÚSICO COMO REFERENCIAL NAS PRÁTICAS MUSICOTERÁPICAS DO SÉC. XXI"
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALTENMULLER,E. Acordes na cabeça. In:Mente cérebro,ano XVI,n.17.São Paulo:Duetto Editorial,p.67-71,2009 _______________. Á flor da pele. In:Mente cérebro,ano XVI,n.17.São Paulo:Duetto Editorial,p78-82,2009. ______________ Medicine, Music and the mind.Neurology of musical performance.Hannover-,Royal College of Phisicians,2008.www.immm.umt-hannover.de/en/institute/people/eckartq-altenmuller.acesso em 12/04/2009 BARCELLOS,L.R.M(org). Musicoterapia: Alguns escritos.Rio de Janeiro: Enelivros, 2004 BIGAND,E.The time course of emotional response to music,Annals of the New York Academy of Sciences-.www.u-bourgogne.fr/LEAD/people/bigand.html-acesso em 14/04/2009 _________ . Ouvido afinado.In:Mente cérebro,ano XVI,n.17.São Paulo:Duetto Editorial,p.72-77,2009. BRUSCIA, Kenneth. Definindo Musicoterapia. 2.ed. Rio de Janeiro: Enelivros, 2000. CAMARGOS Jr.,W.(coord) Transtornos invasivos do desenvolvimento:3º milênio.Brasília: Ministério da justiça, AMES, ABRA,2002. CHAGAS, M; PEDRO, R. Musicoterapia-desafios entre a Modernidade e a Contemporaneidade..Rio de Janeiro: X:Bapera, 2008 FRITZ et al.Universal recognition.Of three basic emotions in music.Current Biology(2009)www.brams.umontreal.ca/plab/people/peretz HOPPEN,C.,STOJANOVIS,H. A ciência da genialidade.In:Mente cérebro,anoXVI,n.189.São Paulo: Duetto Editorial,p32-41,2009. FIELDS,D. Substância branca.In:Mente cérebro,ano XVI,n.188.São Paulo:Duetto Editorial,p.60-67,2008. HERCULANO-HOUZEL,S. De bem com seu cérebro.In:Mente cérebro,ano XVI,n.188.São Paulo:Duetto Editorial,p.29-35,2008. LEVITIN, D. Uma paixão humana-O seu cérebro e a música. Portugal: Editorial Bizâncio, 2007. LOPES, A.L.; CARVALHO, P.. Musicoterapia com hemiplégicos: Um trabalho integrado a fisioterapia. Rio de Janeiro: Enelivros, 1999. NITRINI, R.; BACHESCHI, L.. A neurologia que todo médico deve saber. 3.ed. São Paulo: Maltese, 1995. SACKS, O.. Alucinações Musicais: relatos sobre a música e o cérebro. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. VIEILLARD,S. O som das emoções. In: Mente cérebro. ano XVI,n.17.São Paulo:Duetto Editorial, p.58-65,2009 WICHT, H. Marionetes cerebrais. In: Mente cérebro,ano XVI,n.196.São Paulo:Duetto editorial,p.70-73,2009. ZATORRE,RJ et all .Moving on time: brain network for auditory-motor syncronization is modulated by rhythm complexity and musical training.Journal of cognitive neuroscience,20,226-239.www.zlab.mcgill.ca/home.html- acesso em 14 /04/2009
Tenho prosseguido em minhas pesquisas nesta área, como forma de melhorar minhas práticas em musicoterapia e beneficiar meus pacientes.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

MUSICOTERAPIA AJUDA CRIANÇAS EM REABILITAÇÃO NO APRENDIZADO DA FALA

***MATÉRIA DIVULGADA NO SITE www.diariodasaude.com.br e pelo site de inovação tecnológica-redigida por Raquel Feldman************************************** Longo caminho-Crianças que recuperam a audição depois de receberem implantes cocleares têm um longo caminho a percorrer antes de serem capazes de falar. Agora, um estudo feito na Universidade de Aalborg, na Dinamarca, revela que a musicoterapia pode auxiliar no processo de reabilitação dessas crianças, para que elas adquiram mais rapidamente a capacidade da linguagem. Implantes coclearesAlgumas crianças que nascem com deficiência auditiva, e que não são candidatas ao uso de próteses auditivas, têm 90% de chances de adquirir a capacidade auditiva normal submetendo-se a um procedimento de implante coclear. Após a operação, no entanto, a criança - que nunca ouviu antes - deve passar por um longo processo de reabilitação antes de poder começar a falar. Forma não-verbal de comunicação Durante o estudo, a pesquisadora Dikla Kerem examinou os efeitos específicos que a musicoterapia tem sobre o potencial de desenvolvimento de crianças com idades entre 2 e 3 anos que se submeteram a implantes cocleares, especificamente em termos de melhoria da comunicação espontânea. "A música conta com diversos elementos que também são componentes da linguagem e, portanto, como uma forma não-verbal de comunicação, é adequada para a comunicação com essas crianças quando elas ainda são incapazes de usar a linguagem," explica a Dra. Kerem. Segundo a pesquisadora, as interações comunicativas, especialmente aquelas iniciadas pelas crianças, são fundamentais para o desenvolvimento da comunicação normal, sendo pré-requisitos para o desenvolvimento e aquisição de linguagem. Ela acrescenta que as crianças em fase de reabilitação estão sob muita pressão - especialmente dos pais - para começarem a falar. Às vezes, essa pressão faz com que as crianças tornem-se introvertidas. Efeitos da musicoterapia A musicoterapia reforça a comunicação não-verbal dessas crianças e, assim, diminui a pressão sobre elas para a troca verbal e o oferecimento de respostas faladas. O estudo consistiu em dezesseis sessões oferecidas para as crianças após o implante coclear. Oito das sessões incluíram atividades relacionadas à música (tais como jogos com instrumentos de percussão, brincadeiras vocais e ouvir canções simples) e as demais incluíram brincar com brinquedos e jogos sem sons musicais. Cada uma das sessões foi filmada e analisada. Os resultados mostraram que, durante as sessões nas quais a musicoterapia foi utilizada, a comunicação espontânea das crianças foi significativamente mais frequente e prolongada. Ponte entre dois mundos A pesquisadora também descobriu que a exposição à música deve ser gradual, passando pela utilização de experiências musicais que envolvem parâmetros musicais básicos (como a intensidade e ritmo). "A música pode constituir a ponte entre o mundo silencioso que a criança conhecia e o novo mundo de sons que lhe foi revelado depois da operação. Também é importante que os pais e os profissionais de saúde aprendam a melhor maneira de expor as crianças à música, o uso da música para a comunicação e a importância da abordagem indireta do terapeuta, que melhorou a comunicação das crianças em um grau maior do que em uma abordagem direta," diz Kerem. "A musicoterapia está gradualmente penetrando no campo da reabilitação, mas ainda há muito trabalho a ser feito para melhorar a consciência [dos profissionais de saúde] sobre esta importante área," conclui a pesquisadora.

sábado, 2 de janeiro de 2010

FELIZ 2010 !!! COM MUITO EQUILÍBRIO E MUSICOTERAPIA.

ESTAMOS INICIANDO MAIS UM ANO . SEMPRE COM EXPECTATIVAS POSITIVAS E DESEJOS DE EQUILÍBRIO PARA TODOS. QUE ESTE ANO POSSAMOS COLABORAR MAIS E MAIS PARA TORNAR A VIDA DAS PESSOAS MAIS FELIZ E HARMONIOSA. ESTAMOS PREPARANDO ALGUNS ARTIGOS E TRABALHOS PARA REVISTAS DE CLIENTELAS VARIADAS . CONTINUAREMOS AS PESQUISAS, PALESTRAS, CURSOS E TRABALHOS NA ÁREA DE MÚSICA, EDUCAÇÃO MUSICAL, MUSICOTERAPIA, CÉREBRO, NEUROCIÊNCIA E ORIENTAÇÕES A CLIENTELAS VARIADAS. SE QUISSEREM LER O MAIS RECENTE ARTIGO PUBLICADO NA PERSONARE É SÓ VISITAR: http://www.personare.com.br/revista/voce-hoje/materia/350/renovacao-atraves-da-musica COM DESEJOS INFINITOS DE BEM ESTAR E FELICIDADE EM SUA VIDA , AGRADECEMOS SUA VISITA E ESPERAMOS O RETORNO SEMPRE AO LONGO DE TODO ESTE ANO. ABRAÇOS ... NYDIA

domingo, 15 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

3º ENCONTRO PIAUIENSE DE MUSICOTERAPIA

DIA 22 DE NOVEMBRO DE 2009 (DIA DA MÚSICA) -Local:Sala madre Escobar-Rua Dr. Raimundo da Paz s/n-Bairro dos Noivos-Teresina-PI Horário-9h às 12 h/ 15h às 18 h Práticas em musicoterapia Palestras diversificadas / Relato de experiências Exposição material Clientela: profissionais das áreas de: saúde, educação e outros interessados.
Investimento:R$10,00-estudante R$20,00-profissionais Maiores informações:tel-(86)8812-2428/8808-7228- Inscrições- amt.piaui@gmail.com www.associacaodemusicoterapiadopiaui.blogspot.com
Apoio: Fundação CCEPLAR
FICHA DE INSCRIÇÃO (enviar para o e-mail) Nome- Endereço completo- Data de nascimento- E-mail- Tels- Profissional-( ) Sim Área- Estudante- ( ) Sim Curso- Período- Faculdade- Participação em eventos da área de musicoterapia-( )Sim ( )Não Quais? Interesse em aprofundar conhecimentos em pós-graduação.( )Sim ( )Não Caso afirmativo gostaria de ser contactado caso haja o 2º curso de especialização na UFPI? ( ) sim ( ) Não *para cursar é obrigatório estar no ultimo período do curso de graduação ou já ser graduado na área de música ou outras áreas . Ter conhecimento musical e dominar pelo menos um instrumento musical harmônico.haverá prova específica de conhecimentos musicais.

sábado, 17 de outubro de 2009

O CÉREBRO DO MÚSICO COMO REFERENCIAL NAS PRÁTICAS MUSICOTERÁPICAS DO SÉCULO XXI Baseado em pesquisas atuais sobre o cérebro do músico e os efeitos da música em outros cérebros este estudo busca referências sólidas na aplicação da musicoterapia neste século. O objetivo é trazer novas possibilidades e referenciais científicos para o profissional musicoterapeuta envolvido com pacientes neurológicos e outros em equipe multidisciplinar. Auxiliando também na comunicação entre membros de uma equipe científica com diversas formações, mas que compartilham objetivos terapêuticos a serem atingidos com os mesmos pacientes em tratamento. Assim estes estudos tem por base pesquisas neurocientíficas de: Altenmuller (2001), Bigand (2000), Levitin (2007), Sacks (2007), Peretz e Zatorre (2003) e a aplicação adaptada dos mesmos no fazer musicoterápico do século XXI. Palavras-Chave: Musicoterapia, cérebro do músico, pacientes neurológicos.
Especialista em Musicoterapia –CBM-RJ-1998.Co-autora projeto de Especialização em Musica-Musicoterapia-UFPI-2005.Musicoterapeuta do CEIR-Centro Integrado de Reabilitação Física de Teresina-PI.Presidente AMT-PI-Associação de Musicoterapia do Piauí. E-mail-nydiadoregomonteiro@yahoo.com.br
INTRODUÇÃO O interesse sobre cérebro e música encontra-se em crescimento, pois nunca se pesquisou tanto sobre tal assunto no mundo como na atualidade. Neste trabalho focamos mais os pioneiros desta área, tais como: Eckhart O. Altenmuller (Instituto de Fisiologia da música e da medicina da Arte–Hannover, Alemanha), Emmanuel Bigand (Instituto de Pesquisa e Coordenação acústica/Música-Dijon-Paris), Isabelle Peretz(Laboratório de Neuropsicologia da Música da Universidade de Montreal- Canadá), Robert Zatorre (Universidade McGill-Montreal-Canadá), Schlaug (Universidade de Harvard), Daniel Levitin (diretor laboratório pesquisa MacGill) e o Oliver Sacks. ( neurologista com trabalho de pesquisa com musicoterapeuta) Desta forma, os musicoterapeutas, únicos profissionais que utilizam a música com objetivos terapêuticos, não devem ignorar estas pesquisas. Ao contrário, devem ser utilizadas como aliada para nortear suas ações e fortalecer a credibilidade entre os profissionais da área de saúde. O objetivo proposto por este artigo é trazer novas possibilidades e referenciais científicos para o profissional musicoterapeuta envolvido com pacientes neurológicos e outros em equipe multidisciplinar podendo também auxiliar na comunicação entre membros de uma equipe científica com diversas formações.
1-ATUAÇÃO DA MÚSICA NO CÉREBRO Quadro 1: O cérebro e principais centros de processamento musical CÉREBRO PROCESSAMENTO MUSICAL Córtex préfrontal Criação de expectativas; violação e satisfação das expectativas.Planejamento do tocar, cantar. Córtex prémotor Movimento, bater o pé, dançar e tocar um instrumento. Córtex sensorial Reação tátil a tocar um instrumento . Córtex auditivo As primeiras etapas da audição de sons, a percepção e a análise de tons. Córtex visual Leitura de música, observação dos movimentos de um executante. (incluindo os do próprio) Corpo caloso Liga os hemisférios esquerdo e direito. Núcleo accumbens Reações emocionais à música Amígdala Reações emocionais à música Hipocampo Memória para a música, experiências e contextos musicais. Gânglios Basais Órgão de sucessão-geração modelação do ritmo, do andamento e métrica.(Wich, Levitin e Sacks ) Cerebelo Movimentos, como o bater do pé, dançar, e tocar um instrumento. Também envolvido nas reações emocionais à música. Fonte: adaptado de Levitin, 2007.p.276-277.
2- DETALHES RELEVANTES DAS PESQUISAS PARA A MUSICOTERAPIA O cérebro, segundo Herculano-Houzel (2008) representa apenas 2% da massa corporal, consome 20% da energia necessária. A redução de 1% desta energia é suficiente para provocar desmaio ou mal estar. Ou seja, ele é essencial para a ação do ser humano. O Cérebro do músico, segundo Sacks (2007) é o único que pode ser reconhecido sem dificuldades por anatomistas, justamente pelos inúmeros estudos já realizados e comprovados. O mesmo autor ressalta a coordenação de muitas estruturas cerebrais (córtex-motor, núcleo do tálamo, gânglios basais, cerebelo) para haver a atuação do músico. “O músico em sua plenitude é um milagre operacional, mas um milagre com vulnerabilidades singulares e às vezes imprevisíveis”(Marsden apud.Sacks, 2007, p.260). Os estudos cerebrais de músicos acometidos de doenças e com seqüelas também tem sido úteis para desvendar mais os mistérios do cérebro. Os músicos tendem a ter a parte frontal do corpo caloso maior (Schlaug apud Levitin, 2007) e o cerebelo também maior. Aliado a isso há também uma concentração maior de massa cinzenta (contem os corpos celulares, dentritos e axônios e é responsável pelo processamento das informações) nas áreas motoras, auditivas, visuoespaciais do córtex, como no cerebelo (Schlaug apud Sacks,2007). Sluming (Hopen, 2009) com sua equipe da Universidade de Liverpool comprovou maior densidade de substância cinzenta na área de Broca (fala) em músicos de orquestra. Para os músicos esta área também faz a mediação de aptidões visuais e o seqüenciamento de ações motoras rápidas. Descobriu-se também em pianistas profissionais que certas regiões da substância branca são mais desenvolvidas. e conectam partes do córtex cerebral vitais para a coordenação motora dos dedos e áreas cognitivas operadas durante a produção musical (Úllen apud Field, 2008). Bigand (Vieillard,2009) e Peretz(2009) tem investigado simultâneamente e com parcerias internacionais em diversos laboratórios, chegando as conclusões de que são dois os parâmetros musicais relacionados na expressão emocional: andamento e modo. Andamento rápido e modo maior contribuem para expressão de alegria. Andamento lento e modo menor, equivalência emocional negativa. Um modo menor e uma dinâmica estimulante evocam um sentimento de raiva ou de medo (Bigand apud Vieillard,2008). Parâmetros combinados e divergentes, os ouvintes utilizam o andamento para julgar por ser mais simples de processar. Crianças identificam bem cedo os índices emocionais na estrutura musical. Para Peretz (Vieillard,2008) a música não evoca emoções apenas de acordo com a história pessoal de cada um (ISO), mas que ela de fato as provoca. Fritz et all, neste ano apresentaram resultados sobre reconhecimento emocional de três emoções e utilizaram população africana isolada culturalmente, provando exatamente esta percepção universal das emoções relacionadas a estes parâmetros. (em parceria com Peretz).
Complementando estas informações que podem ser utilizadas para reforçar nossos princípios e aplicações musicoterápicas temos: A importância do envolvimento emocional com as músicas por potencializar os efeitos tem sido provada em inúmeras pesquisas. Levitin (2007) ao trazer alguns resultados das pesquisas realizadas na MacGill ressalta que o cerebelo é mais ativado quando as pessoas ouvem músicas familiares. Schmahmann (Levitin,2007) de Harvard, reuniu provas suficientes de que o cerebelo também está envolvido na emoção. Levitin em outra pesquisa realizada com Perry (2007) mostra os resultados quando os pesquisados cantaram suas músicas preferidas: todos cantaram nas alturas sonoras exatas ou próximas das originais, como também nos andamentos. O que reforça também a memória potencializada pela emoção. Quanto à percepção musical e os hemisférios já se comprova: A percepção musical é hierárquica. Segundo Altenmuller (2009) o lado esquerdo do cérebro parece processar elementos básicos como intervalos e ritmos. O direito reconhece características gerais como a métrica e o contorno melódico. Zatorre comprova a mesma afirmação em suas pesquisas (Levitin,2007) com pacientes com lesão temporal direita. Peretz descobriu que o hemisfério direito do cérebro contem um processador do desenho musical que efetivamente traça o contorno de uma melodia e analisa-o reconhecendo posteriormente e o mais importante, está dissociado dos circuitos do ritmo e da métrica do cérebro (Levitin, 2007). Sacks (2007) afirma que em geral as deficiências na percepção da melodia estão associadas a lesões no hemisfério direito. A disseminação do ritmo é muito mais complexa e envolve o hemisfério esquerdo, sistemas subcorticais dos gânglios basais, cerebelo e outras áreas é também destacado por Sacks.
Parte do artigo apresentado no Simpósio Brasileiro de Musicoterapia em Curitiba-PR. Caso você tenha interesse em lê-lo integralmente é só solititá-lo através do meu e-mail

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ORQUESTRA DO CÉREBRO -revista época negócios on line

Orquestra do cérebro faz música com a força da mente No projeto, músicos usam uma espécie de capacete com eletrodos capazes de fazer a leitura das descargas elétricas do cérebro e emitir sons Por Época NEGÓCIOS Online Orquestra do cérebro: com a força do pensamento, músicos criam os sonsNada de violinos, violoncelos, flautas, tubas ou vibrafones. A Multimodal Brain Orchestra faz música a partir da força da mente, usando descargas elétricas dadas pelo cérebro. Um maestro "emocional" rege a apresentação a partir de suas emoções e batimentos cardíacosCriação de pesquisadores da Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, na Orquestra do Cérebro os músicos usam uma espécie de capacete com eletrodos capazes de fazer a leitura das descargas elétricas do cérebro. Os músicos têm funções diferentes. Cada um assiste a um tipo diferente de imagem, que estimula pontos diferentes do cérebro. Alguns ficam olhando para uma tela com linhas e colunas que apresentam diversas letras piscantes. Eles são orientados a olhar para uma determinada letra. Quando eles conseguem encontrar uma dessas letras, o cérebro emite um sinal conhecido como P300, que aciona um instrumento ou um som já gravado. Outros músicos visualizam uma caixa com luzes piscando em várias freqüências. Cada tipo de freqüência provoca um estímulo diferente na retina, que por sua vez gera uma descarga elétrica e aciona outros tipos de sons. Para reger a orquestra existem dois maestros, um tradicional e um outro "emocional", que vai assistindo a imagens e modificando o andamento das músicas a partir de suas emoções e seus batimentos cardíacos. A orquestra fez a sua primeira apresentação no congresso Science Beyond Fiction, na República Checa. O resultado final não é o que se pode chamar de melhor música do mundo, mas é uma prova do que o cérebro pode fazer mesmo sem as mãos. Veja você mesmo assistindo ao vídeo. Além do maestro emocional, a orquestra do cérebro tem também o maestro tradicional VÍDEO:Multimodal Brain Orchestra - Documentary

domingo, 13 de setembro de 2009

15 DE SETEMBRO-DIA DO MUSICOTERAPEUTA

NO PIAUÍ VAMOS COMEMORAR COM MUITO TRABALHO, DIVULGAÇÃO E UM JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO. QUEM QUISER NOSSA PRESENÇA EM PALESTRAS, CURSOS, PROJETOS E ATENDIMENTOS É SÓ CONTACTAR. (86)8812-2428

MEUS TRABALHOS APRESENTADOS NO SIMPÓSIO BRASILEIRO

FUI MUITO BEM RECEBIDA DURANTE O SIMPÓSIO E PUDE COMPARTILHAR MEUS TRABALHOS . -APLICAÇÕES DA MUSICOTERAPIA EM REABILITAÇÃO FÍSICA NA ATUALIDADE -O CÉREBRO DO MÚSICO COMO REFERENCIAL NAS PRÁTICAS MUSICOTERÁPICAS DO SÉC.XXI E O VÍDEO: AMPLIANDO FRONTEIRAS: MUSICOTERAPIA NO PIAUÍ ESTÃO A DISPOSIÇÃO DE QUEM SE INTERESSAR.

SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA EM CURITIBA - PARANÁ

UM DOS PONTOS ALTOS DO SIMPÓSIO BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA QUE ACONTECEU DOS DIAS 4 A 8 DE SETEMBRO EM CURITIBA- PR FOI O CURSO E PALESTRA REALIZADA PELO ARGENTINO (PRESIDENTE ASSOCIAÇÃO DA ARGENTINA) MUSICOTERAPEUTA GABRIEL FEDERICO. TIVE O PRIVILÉGIO DE PARTICIPAR DOS DOIS.APRENDI MUITO!! CURSO: "AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA E MUSICOTERAPIA APLICADA EM BEBÊS E CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN , PARALISIA CEREBRAL EOS DIFERENTES TRANSTORNOS NEUROLÓGICOS" PALESTRA: MUSICOTERAPIA PRÉ-NATAL FANTÁSTICO!!! VISITE O SITE DELE: www.gabrielfederico.com

terça-feira, 25 de agosto de 2009

PREMEDITANDO O BREQUE (editado cérebro nosso de cada dia)

http://www.cerebronosso.bio.br/descobertas/2009/8/21/premeditando-o-breque.htmlMais do que apenas para acompanhar músicas, a percepção de ritmos regulares é importante também para atividades de interação social como dançar, produzir música em conjunto e até mesmo perceber, durante uma conversa, o momento certo de falar. Mas seria esta uma habilidade inata ou aprendida quando somos, por exemplo, embalados ao som de música por nossos pais? É o que um estudo de István Winkler e colaboradores, da Hungarian Academy of Sciences, procurou responder. Os pesquisadores observaram que o cérebro de crianças recém-nascidas responde a violações da batida em uma sequência rítmica quando a primeira batida de um ciclo é omitida. Isso indica que, ao ouvir uma música, os bebês já são capazes de identificar o intervalo entre as batidas e o padrão que elas obedecem, criando expectativas quanto ao início de um novo compasso. Embora pareça surpreendente o cérebro de um bebê já ser capaz de detectar a falta de uma batida em uma sequência musical, essa capacidade não é, no entanto, uma habilidade específica inata para a música - e sim o resultado de uma habilidade genérica do cérebro: a capacidade de identificar padrões. Pelo jeito, eis algo que já nascemos sabendo! (LSBP, 22/8/2009) Fonte: Winkler I., Haden G. P., Ladinig O., Sziller I. e Honing H. Newborn infants detect the beat in music. Proc Natl Acad Sci U S A, vol. 106(7), p. 2468-71, 2009.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

SINESTESIA e MÚSICA

Neste domingo, dia 26/7/9, no programa Fantástico da rede globo foi exibida uma matéria sobre uma moça com reações sinestésicas ao ouvir sons e música. Ela tem per- cepção alterada: olfativa e visual (cores). Dr. Oliver Sacks (neurologista -USA) já descreveu alguns de seus pacientes com algumas características sinestésicas em seus artigos publicados e em seu livro "Alucinações Musicais"-edição brasileira. Por ser bastante interessante, transcrevo em parte um artigo publicado em 2007 na revista "Mente e Cérebro"- edição 168 - Janeiro 2007 OUVINDO CORES Definida como contaminação dos sentidos, a sinestesia não é doença, mas um fenômeno sensorial quase sempre acompanhado de memória e criatividade excepcionais. A sinestesia é um fenômeno de contaminação dos sentidos em que um único estímulo - visual, auditivo, olfativo ou tátil - pode desencadear a percepção de dois eventos sensoriais diferentes e simultâneos Quando escrevo uma equação na lousa vejo os números e as letras de cor diferente. E me pergunto: que diabos meus alunos vêem?" A frase é do americano Richard Feynman, Nobel de Física em 1965. Ele faz parte de um grupo de pessoas para quem o número dois pode ser amarelo, a palavra carro tem gosto de geléia de morango e a nota fá evoca a imagem de um círculo, por exemplo. Essas são algumas das experiências sensoriais que povoam o cotidiano das pessoas com sinestesia. São sensações difíceis de imaginar, mas tremendamente reais para quem as vive, tanto que os sinestésicos pensam que todas as pessoas têm as mesmas percepções. Eles raramente sabem que são dotados de uma característica particular, mas não tardam muito a descobrir sua memória prodigiosa e seu extraordinário potencial criativo. Estima-se que o fenômeno atinja uma em cada 300 pessoas. A sinestesia é um fenômeno de contaminação dos sentidos em que um único estímulo - visual, auditivo, olfativo ou tátil - pode desencadear a percepção de dois eventos sensoriais diferentes e simultâneos. Há pessoas, por exemplo, que toda vez que sentem um odor (real), escutam certo som (imaginário). Outros enxergam em cor uma letra do alfabeto escrita com tinta preta. Não se trata de um transtorno temporário na maioria dos casos, ainda que haja algumas raríssimas exceções; por isso um dos principais critérios para o diagnóstico da sinestesia é sua estabilidade ao longo do tempo. Geralmente a associação entre estímulo e percepção ocorre apenas em um sentido: quem vê a cor vermelha (imaginária) toda vez que ouve nota dó (real) não escuta a mesma nota (imaginária) quando vê qualquer coisa vermelha (real). Totalmente involuntária, a sinestesia não pode ser controlada, nem induzida na ausência do estímulo específico. E é justamente a incapacidade de controlá-la que a distingue das chamadas sinestesias cognitivas, que se caracterizam por associações de idéias (objetos, conceitos, cores, sons) e dependem, na maioria das vezes, de experiências artísticas individuais e de condicionamentos culturais. Alguns exemplos de sinestesia cognitiva são pensar num campo florido enquanto se ouve As quatro estações de Vivaldi, ou desfrutar antecipadamente o sabor de uma maravilhosa torta que se vê na vitrine; em ambos os casos a pessoa sabe que não está no campo florido e que é preciso comprar a torta. Já a experiência sensorial induzida pela verdadeira sinestesia é percebida concretamente, como se fosse real. SINTOMA POSITIVO Segundo o psicólogo Jamie Ward, da Universidade de Londres, a sinestesia não é doença. "O que a distingue da maioria dos transtornos psiquiátricos ou neurológicos é o fato de os sinestésicos serem dotados de um sintoma positivo, isto é, de uma característica ausente na população geral. Os distúrbios geralmente se caracterizam pela ausência ou pelo comprometimento de uma função, como a afasia e a amnésia", diz. Portanto, os sinestésicos são pessoas absolutamente normais, que não manifestam problemas cognitivos ou outras disfunções. Alguns estudos conduzidos pelo médico Richard Cytowic, pioneiro na pesquisa da sinestesia, indicam que a memória e a criatividade dos sinestésicos são superiores às da média da população. Por outro lado, o senso de orientação não é tão bom assim. A maioria dos sinestésicos é canhota e um percentual significativo confunde direita e esquerda. Seu ponto forte são as faculdades mnemônicas, particularmente a memória declarativa: os sinestéticos se lembram de muitos números de telefone, datas, senhas, fatos e eventos. Também é comum que se recordem com perfeita precisão de longos diálogos de filmes, trechos de livros e instruções verbais. O que não se sabe ainda, entretanto, é se essa capacidade excepcional se deve à sinestesia propriamente dita ou a algum fenômeno correlato. O primeiro sinestésico registrado na literatura médica foi uma criança de 3 anos e meio em 1922. Até hoje não se sabe ao certo em que idade o fenômeno se manifesta, muito menos se as percepções cruzadas na infância são as mesmas na idade adulta. Nenhum sinestésico se lembra do momento exato em que começou a ver a letra A sempre pintada de vermelho ou a nota dó exalar um perfume de rosas. Segundo o professor de psicologia da Universidade de Trieste Walter Gerbino, durante o período de desenvolvimento da aprendizagem perceptiva os elementos do sistema sensorial se associam, de modo estável e regular, a estímulos específicos. CONTINUAÇÃO Massimo Barberi é jornalista científico.

domingo, 12 de julho de 2009

MÚSICA PARA TRATAR PACIENTES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

Falar da própria vida escolhendo músicas para expor sentimentos e vivências pode ser um recurso terapêutico que auxilia na reconstrução da identidade e ajuda a melhorar a qualidade de vida de portadores de doenças crônico-degenerativas. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) usaram a técnica em oito pacientes com esclerose múltipla, distúrbio neurológico progressivo que afeta adultos jovens e compromete principalmente os movimentos. Os resultados foram publicados nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria. Depois de escolher entre dez e 15 músicas, os pacientes participaram de uma entrevista aberta na qual explicaram suas experiências pessoais com cada uma. A análise dos conteúdos mostrou que prevaleceram relatos associados à consciência emocional e corporal e primeiros relacionamentos. Segundo os autores, a técnica da “autobiografia musical” permitiu que eles expressassem afetos, frustrações e desejos, reorganizando-os no contexto da doença e elaborando o senso de continuidade da vida. Pela primeira vez aplicado a pacientes com esclerose, o recurso terapêutico deve ser considerado como mais uma estratégia no tratamento multidisciplinar do distúrbio, recomendam os autores. NOTÍCIA REVISTA MENTE CÈREBRO-9/07/2009 http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/musica_para_tratar_pacientes_com_esclerose_multipla.html

quinta-feira, 9 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

MUSICOTERAPIA ANTECIPA ALTA EM HOSPITAL

Musicoterapia melhora o humor e antecipa alta em hospital, sugere estudo (por Flávia Mantovani - Editora-assistente do Equilíbrio) A musicoterapia não só melhora o humor de pacientes hospitalizados como pode até antecipar a alta médica. É o que sugere um levantamento feito por uma equipe da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), que desenvolveu um projeto nos hospitais Paulistano e TotalCor, em São Paulo, e Bezerra de Menezes, em São Bernardo co Campo (SP). Dos cem pacientes ouvidos, 90% tiveram melhora do estado emocional, medida por questionários no início e no fim da sessão. Em 72% dos casos, houve antecipação da alta médica, avaliada por psicólogos e médicos. Para Maristela Smith, coordenadora do curso de musicoterapia da FMU, a melhora no humor não acontece só no momento em que a equipe atua. "A música provoca efeitos bioquímicos. Atua em neurotransmissores como a serotonina e enriquece os circuitos neurais, o que intensifica o prazer. Os benefícios deixam resíduo." No projeto, são usado flauta doce, violão, baixo e vários instrumentos de percussão. Em uma entrevista, monta-se a história sonora do paciente, que inclui seus ritmos preferidos. No quarto, os musicoterapeutas tocam, por cerca de 20 minutos, canções conhecidas e com mensagens de otimismo, e também compõem músicas para cada paciente. Os estilos mais pedidos foram MPB (37%), clássico (18%) e sertanejo (15%). Roberto Carlos foi o preferido. A maioria dos pacientes tinha mais de 50 anos. Para Alze Tavares, coordenador médico do Hospital Paulistano, pacientes de qualquer idade são beneficiados. "A música reduz a insônia, tem impacto nas freqüências cardíacas e respiratórias e até na pressão O humor melhora e o relacionamento com os profissionais de saúde, também." No segundo semestre, a FMU pretende expandir o projeto para pacientes de outros hospitais. ANDREIA BAGI encaminhado por-- Catia Guimarães jornalista