quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

DIAS MELHORES

                                 Estréia do grupo "Tocando em frente 12/11/11- I REABCEIR
                                                        Participação profissionais multidisciplinares AACD- Recife-
                                                        Após palestra  mt Nydia do Rego Monteiro- Mt no CEIR-PI

Dias Melhores
                    Jota Quest
Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás
Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...
Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!
Dias melhores prá sempre
Dias melhores prá sempre
(Prá sempre!)...
Vivemos esperando
Dias melhores
(Melhores! Melhores!)
Dias de paz
Dias a mais
Dias que não deixaremos
Para trás.

QUE EM 2012 NÃO ESPEREMOS "OS DIAS MELHORES."
FAÇAMOS DIAS MELHORES PARA QUEM DEPENDE DE
NÓS PARA VIVER UM POUCO MELHOR.
DESEJO EQUILÍBRIO, PAZ, AMOR, ESTUDO,TRABALHO, DEDICAÇÃO,
PESQUISA, GARRA, SAUDE, UNIÃO E LUZ PARA TODOS E
EM ESPECIAL PARA OS MEUS COLEGAS MUSICOTERAPEUTAS.
QUE CADA UM DE NÓS TENHA CONSCIÊNCIA DA GRANDEZA
DA PROFISSÃO QUE TEMOS E DA RESPONSABILIDADE QUE
TEMOS EM NOSSAS MÃOS.
AS CONQUISTAS SERÃO CONSEQUÊNCIA HONROSA DE NOSSO
TRABALHO BEM REALIZADO.
PARABÉNS POR TANTO ESFORÇO E VITÓRIAS DE 2011 E
VAMOS AO TRABALHO !
2012 NOS ESPERA!
UM GRANDE ABRAÇO CHEIO DE VIBRAÇÕES MUSICAIS DO
UNIVERSO !
MT NYDIA


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

VIVA A MÚSICA !!!!!









Lindo sentimento de gratidão a Deus por ter me permitido uma vida inteira dedicada a Música e te-la utilizado em diferentes fases sempre em benefício da humanidade. Estudando, tocando, ensinando, formando,sonhando, esperando, aliviando, solidarizando, pesquisando, curando, compartilhando, criando, informando, projetando, fundando, acreditando, lutando, superando e tocando em frente em quanto Deus quiser...


 Sou muito feliz por ser exatamente quem sou e todos os caminhos que percorri e tudo que realizei e ainda pretendo realizar  como :


            Musicista


                                 Educadora Musical


                                                                             Musicoterapeuta
 e
                                                                                cidadã deste planeta e Universo


Uma profissional da Música atuando há 35 anos com muito amor a tudo que faz. E no dia da Música (22/11) e semana da Música de 2011 me assumindo como uma deficiente sensorial, surda, perdendo a capacidade de ouvir. Profissional atuante que tal como meus pacientes de reabilitação física, deficiente, vou aprendendo a me adaptar com minha nova realidade gradativamente e planejando meus próximos passos com eficiência, realismo e otimismo.


VIVA A MÚSICA ! OS MÚSICOS ! EDUCADORES MUSICAIS! MUSICOTERAPEUTAS! E A VIDA QUE NOS PERMITE USÁ-LA SENDO TÃO ÚNICA , ESPECIAL E NECESSÁRIA A TODOS!


"A Música é uma prova de Deus"- Rão Kyao- Lisboa- 1946
"As palavras podem mentir, os homens fingir. Sòmente a música é incapaz de nos enganar." Confúcio
"A surdez de Beethoven não era uma deficiência. Foi uma dádiva dos céus. Incapaz de escutar as vozes exteriores, estava em condições de ouvir dentro de si próprio a voz de Deus." Vitaly Margulis - Ucrânia-1928)
                                                     

domingo, 25 de setembro de 2011

APRENDENDO COM UMA ESTRELINHA CHAMADA BIA

Para nós profissionais que trabalhamos em Centro de Reabilitação cada dia de trabalho é um prazer, desafio, mas às vezes pode nos deixar muito cansados ou até desanimados. É um trabalho que exige muito do profissional e do ser humano. Precisamos  nos desdobrar para dar conta do tempo, da dedicação, da eficiência e também de pesquisar e buscar mais capacitação para ajudarmos mais aos nossos pacientes tão necessitados de nosso trabalho e amor ao que fazemos. Como fazer? Como dar conta em todos os aspectos, inclusive materiais? Como ter forças físicas, mentais e espirituais? Como equilibrar tambem com nossos problemas e dificuldades diárias inerentes a qualquer ser humano? Às vezes dificuldades que lhe tiram o chão...
É quando nos deparamos com crianças e seres tão especiais que iluminam nossas vidas e nos dão exemplo de alegria, de amor a vida e superação contra tudo e todos que imaginam ao contrário. Obrigada a Bia e a tantos outros por seu lindo exemplo de viver enfrentando obstáculos com coragem, prazer e alegria. Estou aprendendo. Amo voces!
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*Agradeço a generosidade da dedicada mãe da Bia que autorizou suas imagens neste blog


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

15 de SETEMBRO - DIA do MUSICOTERAPEUTA

           Grupo musical Musicoterapeutico- "Tocando em Frente"-CEIR- Nydia Monteiro -mt
                     DIA do MUSICOTERAPEUTA - 15 de setembro

 SER MUSICOTERAPEUTA É ...
                                              Nydia Monteiro


Comemorar o dia do musicoterapeuta, para mim que faço parte desta classe é um privilégio nos tempos atuais. Há 37 anos atrás, quando ouvi falar da existência da “Musicoterapia”, e já trilhava meu caminho musical, decidi ser uma profissional desta categoria. Fascinou-me utilizar a música direcionada a saúde do ser humano, com conhecimento de como fazer tal ação, científicamente. Precisei esperar 20 anos para realizar este sonho e fazer o curso exigido para tal capacitação, mas valeu a pena. Vale a cada dia quando me deparo com o sofrimento de muitos em hospital, centro de reabilitação, consultório, em domicílio e outros locais para que sou chamada e posso com a música, as técnicas, métodos e recursos que só a musicoterapia tem, minimizá-los, transformá-los e algumas vezes até “curá-los. Tambem é um privilégio o paciente que consegue ter um tratamento musicoterapeutico porque pode unir o prazer e bem estar, muitas vezes a uma rotina triste e dolorosa da maioria das doenças e seus tratamentos. É estar envolvido em vibrações de vida e saúde quando se está impregnado de desequilíbrio físico e/ou mental e espiritual Isso é musicoterapia e é aplicada por um musicoterapeuta que estuda e se dedica a aprofundar seus conhecimentos cada vez mais em benefício do seu paciente.

A musicoterapia esteve presente dando importante suporte no tratamento das seqüelas causadas nas 2 primeiras grandes guerras. E exatamente pela experiência bem sucedida com os pacientes vítimas das batalhas que se viu a necessidade de criação do curso de formação de um já músico, mas graduando-se e/ou pós-graduando-se em Musicoterapia com formação específica na área de saúde. Uniu-se aí sábiamente a arte e a ciência; prazer e o conhecimento. Possibilitou-se a presença de vida, equilíbrio, saúde em ambientes quase sempre pesados pela dor, desesperança e obstáculos. Penso até comparativamente e com tristeza que o momento atual pelo o qual nossa sociedade passa é de um cenário de guerra e todas as suas conseqüências, tal como na 2ª grande guerra quando a musicoterapia nasceu. Jovens ficam incapacitados fisicamente pela violência, imprudência em cada vez maior numero, diáriamente a nossa volta. Mais e mais doenças aparecem para somar a um grande numero de doenças já existentes e conhecidas. A tristeza e desestruturação da família e da população cada vez mais aumenta o numero de deprimidos, stressados e doentes entre nós. Quantos de nós neste momento está totalmente saudável? Por isso, sinto-me orgulhosa em ter escolhido esta profissão. Porque sei e vejo todos os dias quando me dirijo ao trabalho o quanto posso transformar positivamente meus pacientes e às vezes até seus familiares e cuidadores. Tambem sei que o vínculo terapêutico é muito mais rápido que outras terapias porque a música intermedeia e agiliza esta relação. E que posso com minha ação de musicoterapeuta ajudar aos outros profissionais da área de saúde, principalmente, a terem uma melhor colaboração de nossos pacientes em comum. A música alivia e renova. O paciente que passa por esta terapia costuma aceitar mais seu tratamento interdisciplinar e a entrada de outros profissionais. Quase sempre aceitando melhor os tratamentos dolorosos e invasivos.

Comemoro o Dia do Musicoterapeuta com a certeza de ter escolhido a profissão certa para a missão que escolhi realizar em benefício do meu próximo. Feliz Dia dos Musicoterapeutas a todos os meus colegas que fazem esta profissão ser tão bonita, digna e eficiente!



sábado, 2 de julho de 2011

A MUSICOTERAPIA COM O PACIENTE VÌTIMA DE AVC E TRAUMATISMO CRANIANO


        por  Nydia Cabral Coutinho do Rego Monteiro



INTRODUÇÃO
A Musicoterapia cada vez mais tem encontrado espaço e demonstrado competência com bons resultados em Centros de Reabilitação Física no Brasil e no mundo. Com o ritmo alucinado deste século XXI a quantidade de vítimas de Lesão Encefálica Adquirida (AVC/ Traumatismo craniano) em idade ainda produtiva tem aumentado a clientela que é tratada diáriamente em instituições da área de reabilitação. O interesse sobre cérebro e música é alimentado constantemente por pesquisas científicas de peso realizadas em laboratórios internacionais por dedicados cientistas que a elas se dedicam. Com estes três focos, demonstramos neste trabalho as riquíssimas possibilidades que podemos obter reunindo: musicoterapia, pacientes com lesão encefálica adquirida e estudos já comprovados sobre o cérebro do músico. Neste trabalho focamos mais os pioneiros desta área, tais como: Eckhart O. Altenmuller (Instituto de Fisiologia da música e da medicina da Arte–Hannover, Alemanha), Emmanuel Bigand (Instituto de Pesquisa e Coordenação acústica/Música-Dijon-Paris), Isabelle Peretz (Laboratório de Neuropsicologia da Música da Universidade de Montreal-Canadá), Robert Zatorre (Universidade McGill-Montreal-Canadá), Schlaug (Universidade de Harvard), Daniel Levitin (diretor laboratório pesquisa MacGill) e o Oliver Sacks. ( neurologista, referência mundial com trabalho de pesquisa com musicoterapeuta).


1- MUSICOTERAPIA EM REABILITAÇÃO
O Modelo musicoterapeutico que mais se adequa ao paciente em tratamento em um Centro de reabilitação física é a Musicoterapia Neurológica. E é este modelo que aplicamos com nossos pacientes com lesão encefálica adquirida.
“A Musicoterapia Neurológica é a aplicação da música em pacientes com disfunções cognitivas, sensoriais e/ou motoras por causa de uma enfermidade neurológica. Está baseado no modelo neurocientífico da percepção e produção musical e o impacto da música sobre mudanças na funcionalidade de condutas não musicais.” (Alberti e Pffeifer, 2008)

 
NEUROREABILITAÇÃO
Definição de reabilitação segundo a WFNR ( World Federation for NeuroReabilitation- 2010)- “Um processo ativo pelo qual os deficientes físicos por lesão ou doença alcançam plena recuperação e se esta recuperação completa não é possível, reconhecendo o potencial físico ideal, mental, social e integrar o paciente mais adequadamente.”

2- LESÃO ENCEFÁLICA ADQUIRIDA
2-1- ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (AVC)
“É caracterizado por um déficit neurológico súbito, podendo cursar com perda do controle motor, alterações sensoriais e/ou sensitivas, prejuízo cognitivo e de linguagem, alterações de coordenação ou coma. Causado por uma injúria cerebral não traumática resultante de uma oclusão ou ruptura de um vaso sanguíneo cerebral.” (AACD, p.174)
O período de maior recuperação neurológica se dá nos primeiros 3 a 6 meses pelo favorecimento de uma maior neuroplasticidade. Quanto mais cedo iniciar-se a reabilitação, melhor o prognóstico para o paciente.
2.1.1-CARACTERÍSTICAS DA LESÃO
Lesões do hemisfério direito há uma maior possibilidade de ocorrência de agnosias, déficits sensoriais e distúrbios de comportamento. E alterações de linguagem e apraxias para lesões do hemisfério esquerdo.
2.2-TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO- TCE
Ocorre quando um agente agressor ( força externa) causa injúria ao encéfalo. Pode ser aberto ( ferimento a arma) ou fechado ( acidente por moto ou automobilístico)
3-ATUAÇÃO DA MÚSICA NO CÉREBRO
3-1-PERCEPÇÃO MUSICAL E OS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS :
A percepção musical é hierárquica. Segundo Altenmuller (2009) o lado esquerdo do cérebro parece processar elementos básicos como intervalos e ritmos. O direito reconhece características gerais como a métrica e o contorno melódico. Zatorre comprova a mesma afirmação em suas pesquisas (Levitin,2007) com pacientes com lesão temporal direita. Peretz descobriu que o hemisfério direito do cérebro contem um processador do desenho musical que efetivamente traça o contorno de uma melodia e analisa-o reconhecendo posteriormente e o mais importante, está dissociado dos circuitos do ritmo e da métrica do cérebro (Levitin, 2007). Sacks (2007) afirma que em geral as deficiências na percepção da melodia estão associadas a lesões no hemisfério direito. A disseminação do ritmo é muito mais complexa e envolve o hemisfério esquerdo e também o direito, sistemas subcorticais dos gânglios basais, cerebelo e outras áreas .”A capacidade do pulso musical para proporcionar estimulação muscular pode dever-se em parte a estreita e influente proximidade do córtex auditivo ao córtex motor do cérebro.” (Berger, 2008). No momento que se percebe sons repetitivos, o cérebro percebe o padrão rítmico e processa antecipadamente as freqüências de repetição, assim há uma organização do movimento no tempo e pode ser antecipado. Segundo Thaut (1999),quanto mais intenso e claro é o estímulo, maior será a resposta neuromuscular.
Hemisferio esquerdo
• Aspectos analíticos sequenciais da música
• Percepção rítmica
• Reconhecimento de melodías
• Identificacão de mmudanças de frequencia de menos de 30 milisegundos ( analítico)
• Reconhecimento de modificações na letra de canções familiares
• Performance lírica durante o canto
• Conduta musical perceptiva
• Habilidade musical geral (músicos)
Hemisferio direito
• Processamento de alturas (pitch)
• Percepção de timbre
• Memoria nas melodias
• Percepção de acordes
• Percepção de melodías em não músicos
• Discriminação de mudanças na
Intensidade e na velocidade
• Percepção de modificações de
tons esperados pelo ouvinte.
• Reconhecimento de padrõesVisuais (necessário para a
Leitura musical)
• Canto, especialmente o uso da
melodía
• Conduta expressiva no ritmo e melodía
Criar uma gestalt musical.
Fonte: Taylor (1997)


4- PESQUISAS SOBRE CÉREBRO DO MÚSICO
Quando escutamos música nosso cérebro ativa uma série de complexas funções necessárias para análise acústica e a memória auditiva necessária.
Sabemos que a música também tem efeitos sobre nosso estado anímico, sistema nervoso, vegetativo, o sistema hormonal e imunológico. Também excita nosso sistema motor gerando movimentos físicos, como marcar pulso com alguma parte do corpo, cantar ou bailar.”(KOELSCH, p.3, 2008)
“Músicos profissionais representam um modelo ideal para investigar mudanças plásticas no cérebro do ser humano .” (Munte et all, 2002) Há duas vantagens estudar a plasticidade em músicos: a complexidade do estímulo causado pela música e a medida de sua exposição a este estímulo. Estas diferenças na funcionalidade e anatômicas têm sido detectadas em músicos por modernos exames de neuroimagem. Os músicos tendem a ter a parte frontal do corpo caloso maior (Schlaug apud Levitin, 2007) e o cerebelo também maior. Segundo Zatorre et al (2007) o cerebelo pode contribuir para o controle preciso de trajetórias de movimento que são relacionados ao tempo exato e tem se mostrado ter um papel importante na aquisição e integração sensorial de informação. Também é importante para as sequências de aprendizagem e para integração dos movimentos individuais em sequências unificadas. Aliado a isso há também uma concentração maior de massa cinzenta (contem os corpos celulares, dentritos e axônios e é responsável pelo processamento das informações) nas áreas motoras, auditivas, visuoespaciais do córtex, como no cerebelo (Schlaug apud Sacks,2007). Sluming (Hopen, 2009) com sua equipe da Universidade de Liverpool comprovou maior densidade de substância cinzenta na área de Broca (fala) em músicos de orquestra. Para os músicos esta área também faz a mediação de aptidões visuais e o seqüenciamento de ações motoras rápidas. Descobriu-se também em pianistas profissionais que certas regiões da substância branca são mais desenvolvidas. e conectam partes do córtex cerebral vitais para a coordenação motora dos dedos e áreas cognitivas operadas durante a produção musical (Úllen apud Field, 2008). Estudos mostram que os gângios de base estão envolvidos na sequência de movimentos e no controle de parâmetros motores específicos como força que contribui para cronometragem precisa. Berger e Schneck (2008) destacam que os gânglios de base estão interconectado com o sistema límbico e a amídala e o putamen (estrutura relacionada com a motivação). A música estimula e motiva que gera dopamina, que excita o sistema motor. Quando um músico executa, pelo menos, três áreas motoras básicas nas funções de controle são necessárias: tempo, seqüenciamento e organização espacial do movimento. O momento exato dos movimentos está relacionada com a organização do musical /ritmo, enquanto que o seqüenciamento e os aspectos espaciais da movimento dizem respeito a tocar notas individuais em um instrumento musical.(Zatorre et al, 2007). Resumindo: músicos profissionais apresentam diferenças estruturais nas áreas auditivas, motoras, somatosensoriais, parietais superiores, calosos e cerebelosas.

CÉREBRO PROCESSAMENTO MUSICAL CÉREBRO MÚSICO
Córtex pré-frontal- Criação de expectativas; violação e satisfação das expectativas.
-Planejamento do tocar, cantar. (Muito utilizado)
Córtex pré-motor -Movimento, bater o pé, dançar e tocar um instrumento. (Mais desenvolvido)
Córtex sensorial -Reação tátil a tocar um instrumento .( Mais desenvolvido)
Córtex auditivo -As primeiras etapas da audição de sons, a percepção e a análise de tons.(Mais desenvolvido)
Córtex visual -Leitura de música, observação dos movimentos de um executante.(incluindo os do próprio) (Muito utilizado)
Corpo caloso- Liga os hemisférios esquerdo e direito. (Mais desenvolvido)
Núcleo accumbens- Reações emocionais à música
Amígdala -Reações emocionais à música (Muito utilizado)
Hipocampo -Memória para a música, experiências e contextos musicais.( Mais desenvolvido)
Gânglios Basais -Órgão de sucessão-geração modelação do ritmo, do andamento e métrica.
 (Mais desenvolvido)
Cerebelo -Movimentos, como o bater do pé, dançar, e tocar um instrumento. Também envolvido nas reações emocionais à música. (Mais desenvolvido)
Fonte: adaptado de Levitin, 2007.p.276-277. por esta autora, 2011.
Estamos desenvolvendo formas protocolares de melhor avaliar a funcionalidade do paciente antes, durante o tratamento até a alta. Para se estabelecer objetivos terapêuticos pontuais a curto prazo, necessitamos de uma avaliação bem realizada e prática. Principalmente porque a área não musical vai ser alcançada pelo tratamento musicoterapeutico. Além é claro, das consultas e trocas dentro da equipe interdisciplinar que são essenciais para a evolução do paciente.
5-1- AUTORES DA ÁREA DE NEUROREABILITAÇÃO E MUSICOTERAPIA
Há necessidade de estarmos sempre trocando e atualizando nossas práticas, para isso necessitamos buscar a produção anual de nossos colegas mundialmente. Seja comparecendo a eventos científicos de nossa área e outras afins e/ou informar-se com as produções científicas publicadas. Alguns autores reconhecidos:
BAKER, Felicity; BERGER, Dorita; BOYLE, Mary; COHEN, Nicki, DAVIS, William; DARROW, Alice Ann; GFELLER, Kate; LUCIA, C.; NASCIMENTO,Marilena; PATEL, Aniruddah; PERETZ,Isabelle; ROCKENBACH,Maria Helena; ROTH, Edward; TAYLOR, Dale; THAUT, Michael; TOMAINO, Connie; WIGRAM, Tony; ZATORRE, Robert.
5-2-OBJETIVOS GERAIS
Para Nascimento e Rockenbach, dentre os objetivos gerais da Musicoterapia com esta clientela os principais seriam:” aumento do sentimento de segurança, facilitação do movimento fonoarticulatório pela melodia, auxiliando para a comunicação verbal e não verbal; a socialização; a estimulação do tono muscular e da coordenação motora.” (p.145, 2009)
5-2- PROCEDIMENTOS UTILIZADOS POR ESTA AUTORA:
-Técnicas de respiração e sopro adaptadas do canto e intrumentos musicais aerofônicos para pacientes afásicos, disartrofônicos.
- Técnicas de relaxamento e re-programação adaptadas com audição musical testificadas e utilizadas diáriamente pelo paciente em casa ajudando no auto-controle emocional.
-Utilização de elementos musicais específicos para cada paciente através de canto, associações, memorizações, vocalizes , articulações, leituras musicais e de letras de música e outros.
- Pesquisa e uso de elementos da identidade sonora e cultura dos pacientes como: apitos de pássaros, efeitos sonoros, DVDs com manifestações folclóricas de cidade de origem e outros.
- Treino motor adequados as seqüelas com membros inferiores e superiores de forma mais prazerosa e utilização de atividades adaptadas em casa, musicais e não musicais..
-Treino auditivo / mental/ motor com variações rítmicas.E outros.
6-CONSIDERAÇÕES FINAIS
Aproveitando o momento de tantos resultados de pesquisa na área do cérebro e musica e em especial o estudo do cérebro do músico é que temos investigado, produzido e sentido mais segurança em nossa prática diária. A modificação fisiológica do cérebro mediante treinamento, como na aprendizagem musical, é responsável pela neuroplasticidade. É este imenso potencial de reabilitação que a música nos dá que devemos utilizar, mas com conhecimento profundo, sabendo comunicar-nos adequadamente com uma equipe bem diversificada da área de saúde. Acreditamos estar no caminho certo em prol da reabilitação, adaptação, habilitação e inclusão de nossos pacientes, mas conscientes de que deve ser trilhado incansávelmente. É isso que compartilhamos neste trabalho com desejos de contribuição a colegas que possam necessitar de nossas informações, trocando e aprendendo sempre com os mesmos para melhorar a nossa prática. Sempre tendo como foco principal: o paciente e a melhoria de sua qualidade de vida.

INFORMAÇÔES ATUAIS SOBRE A PRODUÇÂO DA AUTORA
* Está pronto e inédito ainda um artigo desta autora sobre Musicoterapia com o paciente acometido de Lesão Encefálica Adquirida. Breve será apresentado e/ou publicado em sua íntegra.
**Estamos com palestras e cursos prontos sobre:
O Cérebro do Músico como referencial em Musicoterapia e Educação Musical com diversas clientelas como: para professores de música. musicoterapeutas qua atuam com pacientes neurológicos com síndromes diversas e portadores de Alzheimer, Autismo , TDA- Hiperatividade e outros.
O desenvolvimento Audiomusicoverbal da criança dos 0 a 5 anos de idade

***Breve artigos científicos escritos em parceria a serem apresentados :
-com fonoaudiólogas sobre atendimento transdisciplinar de Musicoterapia e Fonoaudiologia com pacientes disartrofônicos.
-com terapeutas ocupacionais sobre a Musicoterapia e Terapia Ocupacional com pacientes hemiplégicos.
***Artigo sobre Grupo de Bebês e Mamães atendidos em Musicoterapia em Centro de Reabilitação.
AGUARDEM !
ATÉ BREVE !


terça-feira, 28 de junho de 2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

DEDICAÇÃO MUSICAL TRAZ BENEFÍCIOS EM IDADE AVANÇADA

Dedicação musical traz benefícios em idade avançada


Estudo mostra que actividade forma protecção natural contra perdas cognitivas

2011-04-26
Mente de músicos continua afiada em idade avançada.As muitas horas dedicadas à aprendizagem da música trazem benefícios a longo prazo, segundo mostrou um estudo publicado no jornal «Neuropsychology», da Associação Americana de Psicologia.
A investigação indica que aqueles que tocaram instrumentos musicais durante anos a fio parecem formar uma protecção natural contra perdas cognitivas, que costumam ocorrer durante a terceira idade.
Mesmo que essas pessoas tivessem parado em determinado momento das suas vidas, a mente continua a mostrar-se afiada em idade avançada, quando comparada com os que nunca aprenderam música.
Um grupo, formado por 70 músicos com idade entre 60 e 83 anos, submeteu-se a variados testes de memória e habilidade e os resultados mostraram que quem tocou música durante pelo menos uma década apresentava melhor desempenho e benefícios cognitivos. Ou seja, quanto mais as pessoas tocam, mais benefícios terão no futuro.
O piano foi o instrumento mais popular entre os músicos, seguido dos instrumentos de sopro. Todos os voluntários eram amadores e tinham em comum o facto de terem iniciado aulas de música por volta dos dez anos.
O estudo também considerou a preparação física e o nível educacional dos participantes. Os investigadores descobriram ainda que existia uma relação entre a capacidade cognitiva e os anos de actividade musical, para além de consideraram o facto de os voluntários continuarem ou não envolvidos com música.
A descoberta mostra que o funcionamento cerebral pode ser alterado e a música pode ser um assunto para considerações futuras porque envolve uma combinação de capacidades motoras, leitura, audição e acções repetitivas.
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=48691&op=all



segunda-feira, 2 de maio de 2011

QUESTIONÀRIO SIMPLES PODE ANTECIPAR DIAGNÒSTICO DE AUTISMO


Teste foi realizado com crianças de um ano e permitiu a antecipação do tratamento

2011-04-29



Estudo envolveu dez mil bebésFazer um pré-diagnóstico do autismo até aos 12 meses de idade pode estar ao alcance de um questionário simples de 24 perguntas sobre gestos, compreensão e comunicação. Demora apenas cinco minutos a ser respondido e revelou-se um bom instrumento para identificar os primeiros sinais do distúrbio em crianças, de acordo com um estudo publicado no “Journal of Pediatrics".



Este trabalho americano foi o primeiro a demonstrar que uma simples ferramenta de triagem pode ser usada para detectar o autismo, sendo que a sua principal vantagem consiste em poder-se iniciar o tratamento muito mais cedo do que o habitual, sublinhou Karen Pierce, investigadora do Centro de Autismo da Universidade da Califórnia, nos EUA, e primeira autora do estudo.

Normalmente, o autismo é diagnosticado mais tarde, quando os primeiros sintomas são notados pelos pais, pelo que o seu tratamento começa, em média, aos seis anos. Contudo, quanto mais cedo for detectado e o tratamento iniciado, melhor pode ser o desenvolvimento e a aprendizagem da criança.



Neste estudo, a equipa de Karen Pierce reuniu um grupo de 137 pediatras em San Diego, que, ao longo de um ano, fizeram o questionário aos pais de todos os bebés que os consultavam. Foram colocadas perguntas como “Quando o seu filho brinca, procura saber se está a olhar para ele?” ou “ O seu filho sorri a olhar para si?”.



Dos mais de dez mil bebés envolvidos no estudo, 184 “reprovaram” nos testes e, quando as respostas sugeriam sintomas de autismo, as crianças eram sujeitas a exames mais complexos, realizados semestralmente até aos três anos.



Foi assim verificado que do grupo que demonstrou alguns sintomas, 75 por cento dos elementos tinham, efectivamente, algum problema. O diagnóstico de autismo foi feito em 32 crianças; 56 apresentaram atrasos na fala; nove tinham atrasos comportamentais e 36 foram classificados com outros problemas.



Depois desta triagem, os bebés diagnosticados com autismo ou algum atraso no desenvolvimento e 89 por cento das que tinham atrasos na linguagem foram encaminhados para terapias adequadas, em média, aos 17 meses, começando a ser tratadas aos 19 meses, muito antes da idade em que tal começa a acontecer.



A eficácia deste teste no diagnóstico do distúrbio levou a que 96 por cento dos pediatras envolvidos no estudo continuassem a usá-lo como ferramenta de triagem.
Teste simples pode antecipar diagnóstico de Autismo
 http://www/. cienciahoje.pt



sábado, 30 de abril de 2011

A MÚSICA NUNCA PAROU ( THE NEVER STOPPED)

O novo filme baseado  em um estudo de caso do Dr. Oliver Sacks ressalta a importância da musicoterapia na reabilitação de danos neurológicos. Utilizando-se do repertório do paciente, no caso bandas de rock como Beatles e Grateful Dead, a musicoterapeuta  mostra que o processo musicoterapêutico pode alcançar onde nada mais alcança.

Dirigido por Jim Kohlberg, " The Music Never Stopped" (A Música Nunca Parou), narra a viagem de um pai que ao saber que seu filho Gabriel sofre de uma grave lesão cerebral, parte em busca de um vínculo à muito perdido. A música é a ponte entre o abismo que separa as gerações da década de 1960.
http://musicasaude.blogspot.com/2011/04/music-never-stopped-filme-destaca-o.html#comment-form

NÃO PERCAM !!!

domingo, 3 de abril de 2011

UM JEITO AUTISTA ESPECIAL DE SER E DE VIVER: MUSICOTERAPIA AJUDA

                                                                                                                      Nydia do Rego Monteiro

Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, também chamado de Transtorno Global do Desenvolvimento, grupo de transtornos caracterizados por alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e modalidades de comunicação, e por um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo (CAMARGOS JR, 2001) Os transtornos invasivos do desenvolvimento são: Autismo, Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância, Síndrome de Asperger e Autismo Atípico. As diferenças costumam se tornar aparentes antes da idade de três anos. E os familiares e pessoas envolvidas muitas vezes não conseguem entender e por consequência, interagir. A família muitas vezes se sente sem chão ao receber este diagnóstico , não enxergando muitas vezes “luz no fim do túnel.”


O CÉREBRO DO AUTISTA É DIFERENTE
Segundo Zilbovicius et al. (2006), desde a década de oitenta, foram publicados cerca de 200 estudos sobre o tema; e as principais estruturas cerebrais relacionadas ao autismo incluem: o Cerebelo (atividades motoras, equilíbrio e a coordenação), a Amígdala (comportamento social e emocional), o Hipocampo (memória), Corpo Caloso (comunicação entre os dois hemisférios) e o Giro do Cíngulo (área de integração entre informação visual e sistema límbico). Na Philadelfia, o cientista Ashtari (2009) descobriu que há uma redução de matéria cinzenta (processamento da informação) na região da amígdala direita, que explicava a profunda inaptidão social. Quanto ao processamento do som pode se destacar informações importantes: há um atraso médio de 11 milissegundos (11/100 de segundos) no processamento do som e da linguagem no cérebro desta clientela (ROBERTS, 2010). Vários estudos também já comprovaram que a conexão entre os neurônios no cérebro autista pode também vir acompanhada de barulho ou ruído, como a estática de um rádio. Há, então, um processamento de baixa ordem ou fraca coerência central, ou seja, por isso tem dificuldade para escolher entre duas fontes de informação, porque geralmente causa uma “sobrecarga” ou “hiperestimulação” (SINCLAIR, 2001). Existem muitas outras pesquisas mostrando o porque da dificuldade do contato visual, processamento do outro e outras características cerebrais que provocam dificuldades em seu dia a dia.


A maioria do ponto fraco desta clientela pode ser melhorada pela música porque o cérebro estimulado por ela pode ficar mais desenvolvido exatamente nestes pontos já citados anteriormente.


A MUSICOTERAPIA que é aplicada por um profissional qualificado (graduado e/ou pós) pode ajudar a melhorar o potencial de interação e atuação do autista na vida. Alguns objetivos:


- Abrir canais de comunicação, organizar percepção e interação com o meio, estimular comunicação, verbalização e aceitação na mudança de rotina, diminuir estereotipias e ritmo, trabalhar verbalização, diálogo, comunicação, aceitação de limites, entendimento das regras sociais e das características dos neurotípicos. Sondar possibilidades de inclusão escolar, social, através da música ou outros.


Características cerebrais respeitadas e potenciais ampliados por ações da musicoterapeuta & Dicas para os familiares e cuidadores


Volume fraco empregado na voz da musicoterapeuta inicialmente, andamento mais lento ao verbalizar ações, depois demonstração visual, nunca ao mesmo tempo. Ter músicas demarcadoras da sessão como: boas vindas, arrumação da sala, preparação para o término e para a despedida. Provocar respostas musicais, verbais ou ativas, aguardando um tempo maior de resposta. Utilizar: células rítmicas, desenho melódico ou músicas para recriar e situar contexto terapêutico momentâneo, ritmo cerebral e corporal da criança imitado para iniciar interação e aumentá-la, gravuras de personagens de fixação-preferências (vê o mundo através de detalhes), coladas ou superpostas a instrumentos musicais do setting (geralmente os que tinham maior dificuldade de aproximação), simplificar ambiente e diminuir quantidade de instrumentos musicais, ir aumentando e variando gradativamente, exagerar depois variedades de intensidades sonoras e expressões faciais (orientar pais), traduzir o mundo do neurotípico verbalmente. Valorizar progressos de interação com o meio (sempre atualizando informações de seu dia a dia). Aumentar momentos de verbalização gradativamente.


*instrumentos musicais podem ser substituídos por outros objetos dependendo do contexto, os outros profissionais ou cuidadores envolvidos.

 
FINALIZANDO
A música consegue, comprovadamente, estimular todas as áreas cerebrais. Recentemente, Austin (2009), em sua pesquisa com crianças autistas e de grupo-controle, demonstra que autistas (95%) após sessões de musicoterapia tiveram maior número de respostas verbal e gestual. Estes dados apoiam a teoria de que a musicoterapia para crianças autistas aumenta respostas. Acrescento, baseada em minha prática, que quanto mais cedo a criança com este diagnóstico for submetida a sessões de musicoterapia, melhor é o prognóstico de possibilidades de desenvolvimento neuropsicomotor mais próximo do cérebro neurotípico, ou mais adaptada ao meio social atual. O cuidado científico no início, com as informações sobre o cérebro com TID, ajudaram-me a estabelecer o vínculo terapêutico mais rápido, conhecer melhor meu cliente, e conquistar os objetivos terapêuticos estabelecidos inicialmente.


Um jeito autista de ser e de viver pode ser ajudado pela musicoterapia a melhorar sua convivência no mundo da maioria neurológicamente típica tornando-o mais felizes a ambos.


*O trabalho científico produzido por esta autora está à disposição em sua íntegra :


www.musicoterapianopiaui.blogspot.com


“MUSICOTERAPIA, A PRÁTICA CLÍNICA VISTA SOB A ÓTICA DA NEUROCIÊNCIA”

segunda-feira, 7 de março de 2011

DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

Dia 02 de Abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo!!



Vamos fazer a nossa parte para que a sociedade conheça um pouco do Autismo!!



Espalhem esta ideia:

http://www.youtube.com/watch?v=fRy2rvdcIf0
 
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terça-feira, 1 de março de 2011

Amigos do Ceir: Ceir na Mídia

Amigos do Ceir: Ceir na Mídia: "Com a matéria 'Musicoterapia revela talentos', o Jornal Meio Norte desta quarta-feira (16), expõe um pouco do trabalho realizado na Musicote..."
Dizem que dom a gente nasce com ele e muitas vezes precisa apenas ser despertado. No Centro Integrado de Reabilitação(CEIR) a musicoterapia tem mostrado que a arte tem um papel fundamental na recuperação e também no estímulo para superar barreiras.
E o que começa como uma prática rotineira de exercícios, tem revelado talentos. Nídia Monteiro, musicoterapeuta, relata casos curiosos de crianças que estão sendo assistidas no CEIR,que nunca fizeram aula de música e estão mostrando resultados surpreendentes.
São meninos e meninas que não haviam nem mesmo pego num instrumento e tocam com desenvoltura. Nayara Linhares, 18 anos,descobriu sua vocação através do teclado, instrumento que começou a tocar com o ingresso na musicoterapia. De voz doce e suave revela-se uma cantora nata, o que só fortalece o desejo de enveredar pelo caminho da música.
O belo sorriso completa a beleza dessa menina que desde cedo aprendeu que precisava superar seus limites. Ela teve paralisia cerebral e isso comprometeu os movimentos dos membros inferiores. A dificuldade de mexer com os dedos das mãos não a desanima a tocar, pelo contrário, é mais um incentivo para continuar tentando. Uma vez por semana,ela vai ao Centro de Reabilitação e toca o instrumento com a esperança de poder fazer isso cada vez mais.
Como ela, Gabriel Rabelo,11 anos, também tem se familiarizado com o teclado. Ele,que possui uma doença neuromuscular,chegou à musicoterapia e parece não querer sair mais. Segundo a mãe, Genoveva Rabelo, tocar tem transformado o menino, que antes era calado e arredio. “Ele quase não conversava comas pessoas. Venceu também um pouco a timidez. A gente percebe que a música ajudou a se expressar bem mais, a se socializar e não ter vergonha do seu problema”, comenta. Edvan Barbosa, 9 anos, é mais um dos que a cada dia superam obstáculos. Assim como Gabriel, ele também tem um problema neuromuscular.
Natural do município de Barras, vem toda semana a Teresina, onde faz tratamento no Centro. Melhorar de humor foi apenas uma das coisas que a musicoterapeuta trouxe a esse menino que já está arriscando os primeiros sopros na flauta, mas já desempenha bem no teclado.
Segundo Nídia, o que chama a atenção é o dom que esses meninos possuem. Com pouco tempo de contato com instrumentos musicais, mostram que têm talento e uma enorme vontade de aprender.
No CEIR, é desenvolvida a música de forma terapêutica.“Nós trabalhamos a reabilitação e também a habilitação”,diz, chamando a atenção para aspectos como a inteligência emocional e relação interpessoal que são lembrados durante o tratamento.
O desejo de aprender esbarra,em alguns casos, na falta de estrutura das escolas que não estão preparadas para receber alunos cadeirantes,como é caso de Nayara.“A Escola de Música funciona em um prédio tombado,o que não permite fazer reformas”, comenta Nydia, ressaltando o desejo dos meninos em estuda rmúsica. A EMT fica localizada no segundo andar da Central de Artesanato Mestre Dezinho. As escadas também representam problema para Gabriel que se cansa com facilidade.
A ideia, segundo a musicoterapeuta,é não só despertar neles o talento que já é fato,mas também fazer essa inclusão nas escolas para que desenvolvam ainda mais e possam, quem sabe um dia,se tornarem músicos.
No CEIR eles já tocam em pequenas apresentações e mostram que possuem jeito para isso, o que falta apenas é incentivo para quem continuem. “Se tivesse como,eu gostaria de aprender bem mais”, diz Nayara, comum sorriso no rosto de quem tem esperança de encontrar uma escola de música onde possa se desenvolver e tocar,quem sabe, outros instrumentos.“Eles têm talento e o que precisam é desenvolver”,comenta.
Matéria: Liliane Pedrosa

Caderno: Arte e Fest

Fotos: José Alves Filho

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nova terapia reverte efeitos do derrame cerebral

Nova terapia reverte efeitos do derrame cerebral: "Uma nova técnica que impulsiona o crescimento de fibras nervosas pode reverter grande parte dos danos causados por acidentes vasculares cerebrais, ou derrames."

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

COMEMORANDO 35 anos como profissional da MÙSICA



CADA MOMENTO DE MINHA VIDA MUSICAL VALEU A PENA, SEJA :
-NOS 43 ANOS DE ESTUDOS, QUE NUNCA BASTAM PARA O SABER.
-NOS 35 ANOS DE PROFISSIONAL DA MÚSICA, COMO INSTRUMENTISTA, EDUCADORA, DIRIGENTE, MUSICOTERAPEUTA.
QUERO PROSSEGUIR SEMPRE, ESTUDANDO, INVESTIGANDO, DEDICANDO, SERVINDO E TRANSFORMANDO A VIDA DAS PESSOAS POSITIVAMENTE.
QUE EU POSSA SER DIGNA DAS BENÇÃOS DE DEUS E CUMPRIR BEM MINHA MISSÃO.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

UM LINDO 2011 PARA TODOS!


O ANO ESTÁ COMEÇANDO E TAL COMO UM BEBÊ EM NOSSOS BRAÇOS, DEPENDE MUITO DE NÓS EM NOSSO (A) AMOR, AÇÃO, TRABALHO, LUZ , CONSCIÊNCIA PARA SER  PROTEGIDO, CONSTRUÍDO, CRESCER, EVOLUIR, INTERAGIR E CONTRIBUIR PARA O BEM DE NOSSO PLANETA.
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QUE ESTE ANO POSSA SER ESCRITO TODO DIA POR CADA UM DE NÓS COM: CONSCIÊNCIA, AMOR, FÉ, DEDICAÇÃO, PACIÊNCIA, VIBRAÇÃO, PAZ, HARMONIA.
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QUE CONTINUEMOS PLANTANDO DIÁRIAMENTE BOAS SEMENTES COM NOSSO TRABALHO, RELAÇÕES E ESPIRITUALIDADE.
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SE NOSSAS COLHEITAS NÃO FOREM TÃO BOAS COMO ESPERÁVAMOS, INICIE OUTRAS SEGUINDO O CAMINHO DO BEM E DA LUZ!
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A MÚSICA E A MUSICOTERAPIA PODEM SER BONS ALIADOS EM NOSSA CAMINHADA PELA VIDA. UTILIZE-AS MAIS ESTE ANO!


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COM MUITO AMOR DESEJO UM LINDO 2011 PARA TODOS VOCES...
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